Serra Branca vive um momento de turbulência política e administrativa com a recente exoneração do secretário de Administração e Finanças, Marcos Antônio Pereira da Silva, conhecido como Marquinhos, que era chamado de “supersecretário” da gestão. A decisão, tomada nesta segunda-feira (20) pelo prefeito Michel Alexandre (União Brasil), expõe uma crise latente na gestão municipal.
Marquinhos, figura central na administração, era visto como um “primeiro ministro” informal, exercendo grande poder sobre as decisões da prefeitura. Sua indicação para o cargo teria partido do empresário Ernildo Júnior, da casa de apostas Pixbet, apontado como um dos principais articuladores da chapa vitoriosa nas eleições de 2024.
Nos bastidores da política local, comenta-se que Marquinhos detinha controle sobre diversas áreas cruciais da administração, desde nomeações e contratos até articulações políticas e negociações com fornecedores. Essa influência exacerbada teria colocado o prefeito em uma posição delicada, sendo percebido por alguns como um mero “prefeito decorativo”.
Para substituir o ex-secretário, Michel Alexandre nomeou Pedro Aleixo, que se identifica em suas redes sociais como gerente do escritório da Pixbet. A escolha de Aleixo para a Secretaria de Administração reforça as especulações sobre a crescente influência da empresa de apostas sobre a gestão municipal.
A exoneração de Marquinhos já havia sido tentada em outras ocasiões, mas, segundo relatos, foi barrada pelo próprio Ernildo Júnior, que teria insistido na permanência do aliado no cargo. Desta vez, a saída foi oficializada, mas pairam dúvidas sobre quem realmente ditará os rumos da prefeitura de Serra Branca a partir de agora. A crise instalada levanta questionamentos sobre a autonomia do prefeito e a transparência nas decisões administrativas do município.
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Fonte: politicadaparaiba.com.br
