Por: Zizo Mamede
Serra Branca, janeiro de 2008: Para construir quatro novas salas de aula na Escola Cônego João Marques Pereira, a construtora que ganhara a licitação tentou contratar pedreiros na cidade, mas não encontrou gente disponível. Os pedreiros serra-branquenses estavam ocupados nas obras públicas e particulares. – A obra seria feita com pedreiros de Sumé.
É que o Brasil de Lula da Silva investia na criação de empregos, geração de riqueza e distribuição de renda. À época, em Serra Branca, dois projetos de construção de casas populares estavam em execução, além da construção de centenas cisternas domiciliares com recursos da FUNASA e do MDS.
Em Brasília, Serra Branca tinha um verdadeiro aliado, o deputado Luiz Couto (PT). O deputado dos Direitos Humanos apostava no direito humano à moradia, à água, ao emprego. O gabinete de Luiz Couto estava a serviço do município de Serra Branca não só com emendas individuais no Orçamento da União, mas também para captar recursos ordinários.
Luiz Couto dizia então que “Com equipe técnica que a prefeitura de Serra Branca tem para elaborar projetos e executar obras de interesse público e com uma gestão zelosa, que não rouba nem deixa roubar, o governo federal manda recursos para desenvolver o município e melhorar a vida do povo”.
Tribunal de Contas do Estado da Paraíba em 2008: Em um curso para contadores e assessorias técnicas nos municípios, dos dois estudos de caso sobre desenvolvimento econômico local no estado da Paraíba, um dos exemplos analisados era o município de Serra Branca, que dera um salto significativo no seu produto interno bruto (PIB).
Serra Branca, 2016: o ex-secretário de serviços urbanos e obras e ex-despachante de combustível do governo de Dudu Torreão por oito anos, candidato a prefeito dissidente, Vicente Fialho, prometia empregos em troca do voto. – Se o eleitor morava no Rio de Janeiro ou São Paulo, a promessa era um emprego para repatriá-lo.
Serra Branca, 2017- 2019: Economia parada. Das 6.500 pessoas aptas para trabalhar, cerca de 1.000 pessoas apenas estão trabalhando em atividades produtivas, segundo dados do IBGE. Em 2019, no município de Serra Branca o índice de criação de empregos formais é negativo, com o fechamento de postos de trabalho.
Em Brasília, o prefeito de Serra Branca tem um forte aliado: o presidente Bolsonaro. E, ao lado do prefeito de Serra Branca e do presidente da República, há um deputado federal e uma senadora paraibana que passaram em Serra Branca em 2018 e levaram um bom punhado de votos. – E “adeus Ronaldo!”
A prefeitura de Serra Branca tem duas obras na cidade, uma central de velórios e uma academia com dois sanitários inacabados no meio do passeio público. – E desse governo mesmo, não muito mais não é mesmo.
Enquanto a imensa maioria das pessoas desempregadas de Serra Branca vive do “Deus ajuda”, uma família vai muito bem empregada. Uma família vai muito bem, muito bem mesmo com parentes e aderentes empregados.
Serra Branca 2020: “Para tudo há um tempo… para tudo há um momento debaixo do céu…tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou”.