Sumé, Paraíba, 10/03/2026
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Pais precisam ter cuidado ao expor filhos à tecnologia e impor limites

As crianças de hoje já não são como as de antigamente. A tecnologia também não. O avanço tecnológico trouxe também conseqüências não tão agradáveis. De acordo com uma publicação do New Scientist, em 2018 a Organização Mundial da Saúde (OMS) deve reconhecer o vício em videogames como uma doença mental.

A publicação reflete uma realidade mais abrangente que já pertence a muitas famílias. A influência dos celulares, tablets e demais aparelhos eletrônicos no desenvolvimento das crianças.

De acordo com a psicóloga clínica infantil e do adolescente, Mônica Bandeira, os pais precisam tomar cuidado ao expor os filhos às ferramentas. Saber dar limites é necessário para que as redes não se tornem uma dependência.

“O fato de estar preso às questões dos jogos ou ficar o tempo todo em uma só atividade pode comprometer até a capacidade de aprendizagem”, ressalta.

Segundo Mônica, hoje as crianças têm preferido estar atentas em uma tela a brincar ao ar livre, interagir com outros da mesma idade. E a tendência pode crescer ainda mais por ser cômoda para os responsáveis.

Isso porque, ao ficarem vidradas no celular, a criança fica mais quieta, até mesmo ao acompanhar os pais em restaurantes e barzinhos, os chamados “programas de adulto”.

“Muitas vezes os pais fazem uma extensão de seu trabalho para casa, levam coisas para resolver em casa. Se os pais chegam e não dão uma atenção à criança, a criança vai para o celular ”, apontou a psicóloga como uma situação comum atualmente.

Rotina desajustada

Os aparelhos também podem colaborar para desajustar as atividades rotineiras como a hora do almoço, passeios de carro e até mesmo a dormida. A psicóloga ressalta que esse é o momento em que os pais devem estar atentos, pois facilmente os eletrônicos podem se tornar a única rotina para a criança, e ele passar a viver em função disso. Nesse momento, é hora de agir.

Para a psicóloga, a melhor solução é o diálogo, especialmente os ‘combinados’. Mônica explica que os combinados consistem em desenvolver acordos com os filhos, ajustar o que não está indo bem de uma forma amigável. Nesse caso, determinando horários para cada atividade, inclusive os momentos de lazer. Em contrapartida, os pais também precisam se doar mais ao relacionamento com os filhos.

“A relação com os pais diz muito sobre a forma como ele vai se relacionar com o aparelho”, ressalta. Segundo a especialista, além de estabelecer horários para atividade, os responsáveis devem incentivar e até participar de momento offlines. Seja brincando de bola, com brinquedos, interagindo na hora de fazer uma pintura.

Sem vilão

Seja tablet, videogame, celular, Ipad ou qualquer ferramenta, todos desempenham papel importante no mundo atual, e as crianças dessa geração já nasceram sabendo disso. A dica da psicóloga é saber equilibrar o consumo tecnológico com brincadeiras. Pega-pega, banho de mangueira, e amarelinha ou a que for a preferida dos pequenos. Dessa forma, as crianças aproveitam os benefícios da tecnologia de forma saudável.

Fonte: Caroline Queiroz – MaisPB

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