{"id":9807,"date":"2018-05-04T07:41:57","date_gmt":"2018-05-04T10:41:57","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemdestaque.com\/cd\/?p=9807"},"modified":"2018-05-04T07:41:57","modified_gmt":"2018-05-04T10:41:57","slug":"professoras-e-alunas-denunciam-abusos-sexuais-na-ufpb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=9807","title":{"rendered":"Professoras e alunas denunciam abusos sexuais na UFPB"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_9808\" aria-describedby=\"caption-attachment-9808\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/caririemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/NalvaF-UFPB-inseguran\u00e7a-nos-banheiros-femininos-CIDADES-16-696x465-300x200.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-9808 size-full\" src=\"http:\/\/caririemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/NalvaF-UFPB-inseguran\u00e7a-nos-banheiros-femininos-CIDADES-16-696x465-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-9808\" class=\"wp-caption-text\">Corredores do CCHLA s\u00e3o o cen\u00e1rio dos abusos (Foto: Nalva Figueiredo)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A universidade tem se tornado um ambiente cada dia mais hostil \u00e0s mulheres, v\u00edtimas de viol\u00eancias e abusos di\u00e1rios. Desde semana passada, pelo menos tr\u00eas casos de abusos sexuais foram registrados pelo F\u00f3rum de Mulheres da Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB), coletivo formado por estudantes, professoras e servidoras para cobrar maior investimento em pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o na maior institui\u00e7\u00e3o de ensino do Estado.<\/p>\n<p>Nas redes sociais, universit\u00e1rias espalham mensagens de den\u00fancia, alertando \u00e0s demais estudantes sobre o perigo do cotidiano de medo e viol\u00eancias. Os banheiros do Centro de Ci\u00eancias Humanas, Letras e Artes (CCHLA) s\u00e3o as \u00e1reas que mais preocupam as alunas e professoras, j\u00e1 que poucos s\u00e3o fiscalizados pela seguran\u00e7a da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em visita ao local, a reportagem encontrou apenas dois seguran\u00e7as pelo corredor que liga CCHLA, Centro de Educa\u00e7\u00e3o (CE) e Centro de Ci\u00eancias Sociais Aplicadas (CCSA), complexos que, juntos, abrigam um dos maiores quantitativos de alunos de toda institui\u00e7\u00e3o. Os seguran\u00e7as andavam um a lado do outro, diminuindo, assim, a abrang\u00eancia da ronda.<\/p>\n<p>Quem circula pela UFPB sente de perto a aus\u00eancia de pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o. \u00c9 o caso da universit\u00e1ria La\u00eds Suassuna, de 23 anos. No 6\u00ba per\u00edodo de Jornalismo, ela evita andar desacompanhada em determinados hor\u00e1rios. \u201c\u00c0 noite s\u00f3 vou para casa quando meu pai vem me buscar, porque o caminho para parada de \u00f4nibus \u00e9 escuro e esquisito. A gente tenta andar em grupo, porque sabemos que estamos vulner\u00e1veis aqui\u201d, disse.<\/p>\n<p>Outra que tra\u00e7a estrat\u00e9gias de prote\u00e7\u00e3o \u00e9 Lu\u00edza Araujo, de 20 anos. Tamb\u00e9m aluna do curso de Comunica\u00e7\u00e3o, ela sente medo de circular pela UFPB, principalmente quando chega o final da tarde. \u201cAqui n\u00e3o vemos seguran\u00e7as. As l\u00e2mpadas vivem queimadas e os corredores escuros. Dizem que h\u00e1 c\u00e2meras de seguran\u00e7a, mas n\u00e3o sabemos se funcionam\u201d.<\/p>\n<p>Amanda Carvalho, 28 anos, estuda Biologia e sente falta de pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a das alunas e professoras. \u201cEles est\u00e3o instalando c\u00e2meras, mas at\u00e9 onde sei c\u00e2mera n\u00e3o previne abuso sexual. No m\u00e1ximo ela pode identificar um agressor, mas s\u00f3 depois que eu ou uma amiga estivermos violentadas. Eles precisam investir em preven\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o\u201d, destacou.<\/p>\n<p><strong>Relatos das v\u00edtimas<\/strong><\/p>\n<p>Militante do F\u00f3rum de Mulheres da UFPB, a professora e pesquisadora Margarete de Almeida Nepomuceno tem ouvido de perto os relatos das estudantes e professoras agredidas. \u201cAs alunas nos procuraram e estamos movimentando essas den\u00fancias, que t\u00eam surgido o tempo inteiro. Soubemos de tr\u00eas casos s\u00f3 na Pra\u00e7a do CCHLA. Pedimos \u00e0 administra\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria as imagens do circuito de seguran\u00e7a interna, para identificar os agressores\u201d, disse.<\/p>\n<p>Em um dos casos, a estudante contou a viol\u00eancia sofrida. \u201cUma delas foi estuprada, de acordo com aquilo que o c\u00f3digo entende como estupro. O agressor pegou nela, apalpou seus seios, botou a m\u00e3o por dento da sua calcinha, amea\u00e7ou de morte. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o delicada, assustadora e que estamos tentando combater dentro da universidade\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a professora, pelos relatos recolhidos, existe mais de um agressor tentando abusar universit\u00e1rias nos banheiros da UFPB. \u201cIsso \u00e9 ainda mais preocupante, porque mostra que a universidade \u00e9 \u2018terra sem lei\u2019, qualquer um entra e faz o que quer. A dire\u00e7\u00e3o do CCHLA j\u00e1 foi acionada e solicitamos, al\u00e9m das imagens das c\u00e2meras, mais seguran\u00e7a feminina na regi\u00e3o. Mas a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de medo e de selvageria\u201d, destacou a professora Margarete Almeida Nepomuceno, do F\u00f3rum de Mulheres da UFPB.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia n\u00e3o se restringe aos banheiros. Em outros pontos da universidade, estudantes est\u00e3o vulner\u00e1veis at\u00e9 mesmo quando se trancam em ambientes teoricamente seguros. Na noite do feriado da \u00faltima ter\u00e7a-feira, um grupo de homens tentou arrombar a porta do Centro Acad\u00eamico de Enfermagem, onde universit\u00e1rias, que participavam do I Encontro Sobre Sa\u00fade Mental das Mulheres, estavam dormindo.<\/p>\n<p><strong>CCHLA quer oficializa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A diretora do CCHLA, M\u00f4nica N\u00f3brega, disse que est\u00e1 aguardando a oficializa\u00e7\u00e3o do relato das universit\u00e1rias abusadas. \u201cSoubemos que foi uma aluna de Letras e outra de Biologia. J\u00e1 solicitamos o refor\u00e7o da seguran\u00e7a no nosso Centro e, quando recebermos os detalhes dos abusos, vamos investigar as imagens das c\u00e2meras, para identificar os agressores\u201d. De acordo com a representante do CCHLA, a seguran\u00e7a ainda \u00e9 uma quest\u00e3o fr\u00e1gil dentro da UFPB. \u201cUma l\u00e2mpada que queima, para ser trocada leva dias, por causa do preg\u00e3o. Muitas vezes queimam r\u00e1pido ou a institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o compra l\u00e2mpadas suficientes. Se n\u00e3o comprarmos do nosso bolso os corredores ficam escuros por semanas. J\u00e1 tem mais de tr\u00eas anos que discutimos essas quest\u00f5es tentando resolver isso com mais celeridade\u201d, disse M\u00f4nica N\u00f3brega.<\/p>\n<p><strong>Posi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A Universidade, via assessoria de imprensa, disse que o posicionamento deveria ser da dire\u00e7\u00e3o do CCHLA. \u201cEm primeira inst\u00e2ncia essas ocorr\u00eancias s\u00e3o respondidas pela dire\u00e7\u00e3o de Centro. N\u00e3o encontramos nenhuma evid\u00eancia que houve mesmo (os abusos sexuais). No n\u00edvel que a coisa est\u00e1, de boato, de n\u00e3o saber se teve ou n\u00e3o teve, \u00e9 dire\u00e7\u00e3o de Centro quem responde\u201d.<\/p>\n<p><em><strong>*Beto Pessoa, do Jornal Correio da Para\u00edba<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A universidade tem se tornado um ambiente cada dia mais hostil \u00e0s mulheres, v\u00edtimas de viol\u00eancias e abusos di\u00e1rios. Desde semana passada, pelo menos tr\u00eas casos de abusos sexuais foram registrados pelo F\u00f3rum de Mulheres da Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB), coletivo formado por estudantes, professoras e servidoras para cobrar maior investimento em pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o na maior institui\u00e7\u00e3o de ensino do Estado. Nas redes sociais, universit\u00e1rias espalham mensagens de den\u00fancia, alertando \u00e0s demais estudantes sobre o perigo do cotidiano de medo e viol\u00eancias. Os banheiros do Centro de Ci\u00eancias Humanas, Letras e Artes (CCHLA) s\u00e3o as \u00e1reas que mais preocupam as alunas e professoras, j\u00e1 que poucos s\u00e3o fiscalizados pela seguran\u00e7a da institui\u00e7\u00e3o. Em visita ao local, a reportagem encontrou apenas dois seguran\u00e7as pelo corredor que liga CCHLA, Centro de Educa\u00e7\u00e3o (CE) e Centro de Ci\u00eancias Sociais Aplicadas (CCSA), complexos que, juntos, abrigam um dos maiores quantitativos de alunos de toda institui\u00e7\u00e3o. Os seguran\u00e7as andavam um a lado do outro, diminuindo, assim, a abrang\u00eancia da ronda. Quem circula pela UFPB sente de perto a aus\u00eancia de pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o. \u00c9 o caso da universit\u00e1ria La\u00eds Suassuna, de 23 anos. No 6\u00ba per\u00edodo de Jornalismo, ela evita andar desacompanhada em determinados hor\u00e1rios. \u201c\u00c0 noite s\u00f3 vou para casa quando meu pai vem me buscar, porque o caminho para parada de \u00f4nibus \u00e9 escuro e esquisito. A gente tenta andar em grupo, porque sabemos que estamos vulner\u00e1veis aqui\u201d, disse. Outra que tra\u00e7a estrat\u00e9gias de prote\u00e7\u00e3o \u00e9 Lu\u00edza Araujo, de 20 anos. 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Relatos das v\u00edtimas Militante do F\u00f3rum de Mulheres da UFPB, a professora e pesquisadora Margarete de Almeida Nepomuceno tem ouvido de perto os relatos das estudantes e professoras agredidas. \u201cAs alunas nos procuraram e estamos movimentando essas den\u00fancias, que t\u00eam surgido o tempo inteiro. Soubemos de tr\u00eas casos s\u00f3 na Pra\u00e7a do CCHLA. Pedimos \u00e0 administra\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria as imagens do circuito de seguran\u00e7a interna, para identificar os agressores\u201d, disse. Em um dos casos, a estudante contou a viol\u00eancia sofrida. \u201cUma delas foi estuprada, de acordo com aquilo que o c\u00f3digo entende como estupro. O agressor pegou nela, apalpou seus seios, botou a m\u00e3o por dento da sua calcinha, amea\u00e7ou de morte. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o delicada, assustadora e que estamos tentando combater dentro da universidade\u201d. De acordo com a professora, pelos relatos recolhidos, existe mais de um agressor tentando abusar universit\u00e1rias nos banheiros da UFPB. \u201cIsso \u00e9 ainda mais preocupante, porque mostra que a universidade \u00e9 \u2018terra sem lei\u2019, qualquer um entra e faz o que quer. A dire\u00e7\u00e3o do CCHLA j\u00e1 foi acionada e solicitamos, al\u00e9m das imagens das c\u00e2meras, mais seguran\u00e7a feminina na regi\u00e3o. Mas a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de medo e de selvageria\u201d, destacou a professora Margarete Almeida Nepomuceno, do F\u00f3rum de Mulheres da UFPB. A viol\u00eancia n\u00e3o se restringe aos banheiros. Em outros pontos da universidade, estudantes est\u00e3o vulner\u00e1veis at\u00e9 mesmo quando se trancam em ambientes teoricamente seguros. Na noite do feriado da \u00faltima ter\u00e7a-feira, um grupo de homens tentou arrombar a porta do Centro Acad\u00eamico de Enfermagem, onde universit\u00e1rias, que participavam do I Encontro Sobre Sa\u00fade Mental das Mulheres, estavam dormindo. CCHLA quer oficializa\u00e7\u00e3o A diretora do CCHLA, M\u00f4nica N\u00f3brega, disse que est\u00e1 aguardando a oficializa\u00e7\u00e3o do relato das universit\u00e1rias abusadas. \u201cSoubemos que foi uma aluna de Letras e outra de Biologia. J\u00e1 solicitamos o refor\u00e7o da seguran\u00e7a no nosso Centro e, quando recebermos os detalhes dos abusos, vamos investigar as imagens das c\u00e2meras, para identificar os agressores\u201d. De acordo com a representante do CCHLA, a seguran\u00e7a ainda \u00e9 uma quest\u00e3o fr\u00e1gil dentro da UFPB. \u201cUma l\u00e2mpada que queima, para ser trocada leva dias, por causa do preg\u00e3o. Muitas vezes queimam r\u00e1pido ou a institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o compra l\u00e2mpadas suficientes. Se n\u00e3o comprarmos do nosso bolso os corredores ficam escuros por semanas. J\u00e1 tem mais de tr\u00eas anos que discutimos essas quest\u00f5es tentando resolver isso com mais celeridade\u201d, disse M\u00f4nica N\u00f3brega. Posi\u00e7\u00e3o A Universidade, via assessoria de imprensa, disse que o posicionamento deveria ser da dire\u00e7\u00e3o do CCHLA. \u201cEm primeira inst\u00e2ncia essas ocorr\u00eancias s\u00e3o respondidas pela dire\u00e7\u00e3o de Centro. N\u00e3o encontramos nenhuma evid\u00eancia que houve mesmo (os abusos sexuais). 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Em visita ao local, a reportagem encontrou apenas dois seguran\u00e7as pelo corredor que liga CCHLA, Centro de Educa\u00e7\u00e3o (CE) e Centro de Ci\u00eancias Sociais Aplicadas (CCSA), complexos que, juntos, abrigam um dos maiores quantitativos de alunos de toda institui\u00e7\u00e3o. Os seguran\u00e7as andavam um a lado do outro, diminuindo, assim, a abrang\u00eancia da ronda. Quem circula pela UFPB sente de perto a aus\u00eancia de pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o. \u00c9 o caso da universit\u00e1ria La\u00eds Suassuna, de 23 anos. No 6\u00ba per\u00edodo de Jornalismo, ela evita andar desacompanhada em determinados hor\u00e1rios. \u201c\u00c0 noite s\u00f3 vou para casa quando meu pai vem me buscar, porque o caminho para parada de \u00f4nibus \u00e9 escuro e esquisito. A gente tenta andar em grupo, porque sabemos que estamos vulner\u00e1veis aqui\u201d, disse. Outra que tra\u00e7a estrat\u00e9gias de prote\u00e7\u00e3o \u00e9 Lu\u00edza Araujo, de 20 anos. Tamb\u00e9m aluna do curso de Comunica\u00e7\u00e3o, ela sente medo de circular pela UFPB, principalmente quando chega o final da tarde. \u201cAqui n\u00e3o vemos seguran\u00e7as. As l\u00e2mpadas vivem queimadas e os corredores escuros. Dizem que h\u00e1 c\u00e2meras de seguran\u00e7a, mas n\u00e3o sabemos se funcionam\u201d. Amanda Carvalho, 28 anos, estuda Biologia e sente falta de pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a das alunas e professoras. \u201cEles est\u00e3o instalando c\u00e2meras, mas at\u00e9 onde sei c\u00e2mera n\u00e3o previne abuso sexual. No m\u00e1ximo ela pode identificar um agressor, mas s\u00f3 depois que eu ou uma amiga estivermos violentadas. Eles precisam investir em preven\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o\u201d, destacou. Relatos das v\u00edtimas Militante do F\u00f3rum de Mulheres da UFPB, a professora e pesquisadora Margarete de Almeida Nepomuceno tem ouvido de perto os relatos das estudantes e professoras agredidas. \u201cAs alunas nos procuraram e estamos movimentando essas den\u00fancias, que t\u00eam surgido o tempo inteiro. Soubemos de tr\u00eas casos s\u00f3 na Pra\u00e7a do CCHLA. Pedimos \u00e0 administra\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria as imagens do circuito de seguran\u00e7a interna, para identificar os agressores\u201d, disse. Em um dos casos, a estudante contou a viol\u00eancia sofrida. \u201cUma delas foi estuprada, de acordo com aquilo que o c\u00f3digo entende como estupro. O agressor pegou nela, apalpou seus seios, botou a m\u00e3o por dento da sua calcinha, amea\u00e7ou de morte. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o delicada, assustadora e que estamos tentando combater dentro da universidade\u201d. De acordo com a professora, pelos relatos recolhidos, existe mais de um agressor tentando abusar universit\u00e1rias nos banheiros da UFPB. \u201cIsso \u00e9 ainda mais preocupante, porque mostra que a universidade \u00e9 \u2018terra sem lei\u2019, qualquer um entra e faz o que quer. A dire\u00e7\u00e3o do CCHLA j\u00e1 foi acionada e solicitamos, al\u00e9m das imagens das c\u00e2meras, mais seguran\u00e7a feminina na regi\u00e3o. Mas a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de medo e de selvageria\u201d, destacou a professora Margarete Almeida Nepomuceno, do F\u00f3rum de Mulheres da UFPB. A viol\u00eancia n\u00e3o se restringe aos banheiros. Em outros pontos da universidade, estudantes est\u00e3o vulner\u00e1veis at\u00e9 mesmo quando se trancam em ambientes teoricamente seguros. Na noite do feriado da \u00faltima ter\u00e7a-feira, um grupo de homens tentou arrombar a porta do Centro Acad\u00eamico de Enfermagem, onde universit\u00e1rias, que participavam do I Encontro Sobre Sa\u00fade Mental das Mulheres, estavam dormindo. CCHLA quer oficializa\u00e7\u00e3o A diretora do CCHLA, M\u00f4nica N\u00f3brega, disse que est\u00e1 aguardando a oficializa\u00e7\u00e3o do relato das universit\u00e1rias abusadas. \u201cSoubemos que foi uma aluna de Letras e outra de Biologia. J\u00e1 solicitamos o refor\u00e7o da seguran\u00e7a no nosso Centro e, quando recebermos os detalhes dos abusos, vamos investigar as imagens das c\u00e2meras, para identificar os agressores\u201d. De acordo com a representante do CCHLA, a seguran\u00e7a ainda \u00e9 uma quest\u00e3o fr\u00e1gil dentro da UFPB. \u201cUma l\u00e2mpada que queima, para ser trocada leva dias, por causa do preg\u00e3o. Muitas vezes queimam r\u00e1pido ou a institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o compra l\u00e2mpadas suficientes. Se n\u00e3o comprarmos do nosso bolso os corredores ficam escuros por semanas. J\u00e1 tem mais de tr\u00eas anos que discutimos essas quest\u00f5es tentando resolver isso com mais celeridade\u201d, disse M\u00f4nica N\u00f3brega. Posi\u00e7\u00e3o A Universidade, via assessoria de imprensa, disse que o posicionamento deveria ser da dire\u00e7\u00e3o do CCHLA. \u201cEm primeira inst\u00e2ncia essas ocorr\u00eancias s\u00e3o respondidas pela dire\u00e7\u00e3o de Centro. N\u00e3o encontramos nenhuma evid\u00eancia que houve mesmo (os abusos sexuais). No n\u00edvel que a coisa est\u00e1, de boato, de n\u00e3o saber se teve ou n\u00e3o teve, \u00e9 dire\u00e7\u00e3o de Centro quem responde\u201d. *Beto Pessoa, do Jornal Correio da Para\u00edba\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=9807\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Not&iacute;cias em Destaque\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2018-05-04T10:41:57+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/NalvaF-UFPB-inseguran\u00e7a-nos-banheiros-femininos-CIDADES-16-696x465-300x200.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"300\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"200\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Not\u00edcias em Destaque\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Not\u00edcias em Destaque\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"5 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=9807#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=9807\"},\"author\":{\"name\":\"Not\u00edcias em Destaque\",\"@id\":\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/#\/schema\/person\/18ac641a4168f9071d5fade0dd24924d\"},\"headline\":\"Professoras e alunas denunciam abusos sexuais na UFPB\",\"datePublished\":\"2018-05-04T10:41:57+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=9807\"},\"wordCount\":940,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=9807#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/NalvaF-UFPB-inseguran\u00e7a-nos-banheiros-femininos-CIDADES-16-696x465-300x200.jpg\",\"articleSection\":[\"Educa\u00e7\u00e3o\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=9807\",\"url\":\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=9807\",\"name\":\"Professoras e alunas denunciam abusos sexuais na UFPB - 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Desde semana passada, pelo menos tr\u00eas casos de abusos sexuais foram registrados pelo F\u00f3rum de Mulheres da Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB), coletivo formado por estudantes, professoras e servidoras para cobrar maior investimento em pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o na maior institui\u00e7\u00e3o de ensino do Estado. Nas redes sociais, universit\u00e1rias espalham mensagens de den\u00fancia, alertando \u00e0s demais estudantes sobre o perigo do cotidiano de medo e viol\u00eancias. Os banheiros do Centro de Ci\u00eancias Humanas, Letras e Artes (CCHLA) s\u00e3o as \u00e1reas que mais preocupam as alunas e professoras, j\u00e1 que poucos s\u00e3o fiscalizados pela seguran\u00e7a da institui\u00e7\u00e3o. Em visita ao local, a reportagem encontrou apenas dois seguran\u00e7as pelo corredor que liga CCHLA, Centro de Educa\u00e7\u00e3o (CE) e Centro de Ci\u00eancias Sociais Aplicadas (CCSA), complexos que, juntos, abrigam um dos maiores quantitativos de alunos de toda institui\u00e7\u00e3o. Os seguran\u00e7as andavam um a lado do outro, diminuindo, assim, a abrang\u00eancia da ronda. Quem circula pela UFPB sente de perto a aus\u00eancia de pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o. \u00c9 o caso da universit\u00e1ria La\u00eds Suassuna, de 23 anos. No 6\u00ba per\u00edodo de Jornalismo, ela evita andar desacompanhada em determinados hor\u00e1rios. \u201c\u00c0 noite s\u00f3 vou para casa quando meu pai vem me buscar, porque o caminho para parada de \u00f4nibus \u00e9 escuro e esquisito. A gente tenta andar em grupo, porque sabemos que estamos vulner\u00e1veis aqui\u201d, disse. Outra que tra\u00e7a estrat\u00e9gias de prote\u00e7\u00e3o \u00e9 Lu\u00edza Araujo, de 20 anos. Tamb\u00e9m aluna do curso de Comunica\u00e7\u00e3o, ela sente medo de circular pela UFPB, principalmente quando chega o final da tarde. \u201cAqui n\u00e3o vemos seguran\u00e7as. As l\u00e2mpadas vivem queimadas e os corredores escuros. Dizem que h\u00e1 c\u00e2meras de seguran\u00e7a, mas n\u00e3o sabemos se funcionam\u201d. Amanda Carvalho, 28 anos, estuda Biologia e sente falta de pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a das alunas e professoras. \u201cEles est\u00e3o instalando c\u00e2meras, mas at\u00e9 onde sei c\u00e2mera n\u00e3o previne abuso sexual. No m\u00e1ximo ela pode identificar um agressor, mas s\u00f3 depois que eu ou uma amiga estivermos violentadas. Eles precisam investir em preven\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o\u201d, destacou. Relatos das v\u00edtimas Militante do F\u00f3rum de Mulheres da UFPB, a professora e pesquisadora Margarete de Almeida Nepomuceno tem ouvido de perto os relatos das estudantes e professoras agredidas. \u201cAs alunas nos procuraram e estamos movimentando essas den\u00fancias, que t\u00eam surgido o tempo inteiro. Soubemos de tr\u00eas casos s\u00f3 na Pra\u00e7a do CCHLA. Pedimos \u00e0 administra\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria as imagens do circuito de seguran\u00e7a interna, para identificar os agressores\u201d, disse. Em um dos casos, a estudante contou a viol\u00eancia sofrida. \u201cUma delas foi estuprada, de acordo com aquilo que o c\u00f3digo entende como estupro. O agressor pegou nela, apalpou seus seios, botou a m\u00e3o por dento da sua calcinha, amea\u00e7ou de morte. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o delicada, assustadora e que estamos tentando combater dentro da universidade\u201d. De acordo com a professora, pelos relatos recolhidos, existe mais de um agressor tentando abusar universit\u00e1rias nos banheiros da UFPB. \u201cIsso \u00e9 ainda mais preocupante, porque mostra que a universidade \u00e9 \u2018terra sem lei\u2019, qualquer um entra e faz o que quer. A dire\u00e7\u00e3o do CCHLA j\u00e1 foi acionada e solicitamos, al\u00e9m das imagens das c\u00e2meras, mais seguran\u00e7a feminina na regi\u00e3o. Mas a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de medo e de selvageria\u201d, destacou a professora Margarete Almeida Nepomuceno, do F\u00f3rum de Mulheres da UFPB. A viol\u00eancia n\u00e3o se restringe aos banheiros. Em outros pontos da universidade, estudantes est\u00e3o vulner\u00e1veis at\u00e9 mesmo quando se trancam em ambientes teoricamente seguros. Na noite do feriado da \u00faltima ter\u00e7a-feira, um grupo de homens tentou arrombar a porta do Centro Acad\u00eamico de Enfermagem, onde universit\u00e1rias, que participavam do I Encontro Sobre Sa\u00fade Mental das Mulheres, estavam dormindo. CCHLA quer oficializa\u00e7\u00e3o A diretora do CCHLA, M\u00f4nica N\u00f3brega, disse que est\u00e1 aguardando a oficializa\u00e7\u00e3o do relato das universit\u00e1rias abusadas. \u201cSoubemos que foi uma aluna de Letras e outra de Biologia. J\u00e1 solicitamos o refor\u00e7o da seguran\u00e7a no nosso Centro e, quando recebermos os detalhes dos abusos, vamos investigar as imagens das c\u00e2meras, para identificar os agressores\u201d. De acordo com a representante do CCHLA, a seguran\u00e7a ainda \u00e9 uma quest\u00e3o fr\u00e1gil dentro da UFPB. \u201cUma l\u00e2mpada que queima, para ser trocada leva dias, por causa do preg\u00e3o. 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