{"id":5968,"date":"2017-11-13T08:21:55","date_gmt":"2017-11-13T11:21:55","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemdestaque.com\/cd\/?p=5968"},"modified":"2017-11-13T08:21:55","modified_gmt":"2017-11-13T11:21:55","slug":"superbacterias-avancam-e-levam-autoridades-de-saude-a-correr-contra-o-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=5968","title":{"rendered":"Superbact\u00e9rias avan\u00e7am e levam autoridades de sa\u00fade a correr contra o tempo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/caririemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/12-11-2017.141115_destaque.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-5969 alignleft\" src=\"http:\/\/caririemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/12-11-2017.141115_destaque-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a>Bact\u00e9rias que n\u00e3o respondem a antibi\u00f3ticos v\u00eam aumentando a taxas alarmantes no Brasil e j\u00e1 s\u00e3o respons\u00e1veis por ao menos 23 mil mortes anuais no pa\u00eds, afirmam especialistas.<\/p>\n<p>Capazes de criar escudos contra os medicamentos mais potentes, esses organismos infectam pacientes geralmente debilitados em camas de hospitais e se espalham rapidamente pela falta de antibi\u00f3ticos capazes de cont\u00ea-los. Por isso, as chamadas superbact\u00e9rias s\u00e3o consideradas a pr\u00f3xima grande amea\u00e7a global em sa\u00fade p\u00fablica pela OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade).<\/p>\n<p>&#8220;Estamos numa situa\u00e7\u00e3o de alerta&#8221;, diz Ana Paula Assef, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz, da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (IOC\/Fiocruz), que faz a estimativa sobre mortes anuais no pa\u00eds com base nos dados oficiais dos Estados Unidos. No Brasil, ainda n\u00e3o h\u00e1 um compilado nacional sobre o n\u00famero de v\u00edtimas por bact\u00e9rias resistentes.<\/p>\n<p>&#8220;Sabemos que, assim como v\u00e1rios pa\u00edses em desenvolvimento, o Brasil tem alguns dos maiores \u00edndices de resist\u00eancia em determinados organismos. H\u00e1 bact\u00e9rias aqui que n\u00e3o respondem mais a nenhum antibi\u00f3tico&#8221;, aponta Assef.<\/p>\n<p><strong>Perigosas<\/strong><\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 a Acinetobacter spp. A bact\u00e9ria pode causar infec\u00e7\u00f5es de urina, da corrente sangu\u00ednea e pneumonia e foi inclu\u00edda na lista da OMS como uma das 12 bact\u00e9rias de maior risco \u00e0 sa\u00fade humana pelo seu alto poder de resist\u00eancia.De acordo com a Anvisa, 77,4% das infec\u00e7\u00f5es da corrente sangu\u00ednea registradas em hospitais por essa bact\u00e9ria em 2015 foram causadas por uma vers\u00e3o resistente a antibi\u00f3ticos poderosos, como os carbapenems.<\/p>\n<p>Essa fam\u00edlia de antibi\u00f3ticos \u00e9 uma das \u00faltimas op\u00e7\u00f5es que restam aos m\u00e9dicos no caso de infec\u00e7\u00f5es graves.<\/p>\n<p>&#8220;Quando as bact\u00e9rias se tornam resistentes a eles, praticamente n\u00e3o restam alternativas de tratamento&#8221;, explica Assef.<\/p>\n<p>Outro exemplo \u00e9 a Klebsiella pneumoniae. Naturalmente encontrada na flora intestinal humana, \u00e9 considerada end\u00eamica no Brasil e foi a principal causa de infec\u00e7\u00f5es sangu\u00edneas em pacientes internados em unidades de terapia intensiva em 2015, segundo dados da Anvisa.<\/p>\n<p>O mais preocupante \u00e9 que ela tem se tornado mais forte com o passar do tempo. Nos \u00faltimos cinco anos, a sua taxa de resist\u00eancia aos antibi\u00f3ticos carbapen\u00eamicos (aqueles usados em pacientes j\u00e1 infectados por bact\u00e9rias resistentes) praticamente quadruplicou no Estado de S\u00e3o Paulo &#8211; foi de 14% para 53%, segundo dados do Centro de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica paulista.<\/p>\n<p>&#8220;Os dados do Estado de S\u00e3o Paulo s\u00e3o um retrato do Brasil. \u00c9 um problema crescente e muito grave, principalmente pela r\u00e1pida dissemina\u00e7\u00e3o dessas bact\u00e9rias resistentes&#8221;, diz Jorge Luiz Mello Sampaio, professor de microbiologia cl\u00ednica da USP e consultor da C\u00e2mara T\u00e9cnica de Resist\u00eancia Microbiana em Servi\u00e7os de Sa\u00fade da Anvisa.<\/p>\n<p><strong>Resist\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>A capacidade de bact\u00e9rias de passar por muta\u00e7\u00f5es para vencer medicamentos desenvolvidos para mat\u00e1-las \u00e9 chamada de resist\u00eancia antimicrobiana &#8212; ou resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos.<\/p>\n<p>Essa extraordin\u00e1ria habilidade \u00e9 algo natural: os rem\u00e9dios, ao atacar essas bact\u00e9rias, exercem uma &#8220;press\u00e3o seletiva&#8221; sobre elas, que lutam para sobreviver. Aquelas que n\u00e3o s\u00e3o extintas nessa batalha s\u00e3o chamadas de resistentes. Elas, ent\u00e3o, se multiplicam aos milhares, passando o gene da resist\u00eancia a sua prole.<\/p>\n<p>Esse processo natural pode ser acelerado por alguns fatores, como o uso excessivo de antibi\u00f3ticos. Um agravante \u00e9 o emprego desses medicamentos tamb\u00e9m na agricultura, na pecu\u00e1ria e em outras atividades de produ\u00e7\u00e3o de prote\u00edna animal.Muitos fazendeiros injetam regularmente medicamentos em animais saud\u00e1veis como um aditivo de performance. Isso acelera a sele\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias no ambiente e em animais, que podem vir a contaminar humanos.<\/p>\n<p>De acordo com especialistas, o n\u00famero crescente de infec\u00e7\u00f5es &#8211; que poderiam ser barradas por mais higiene e saneamento b\u00e1sico &#8211; tamb\u00e9m \u00e9 um problema, porque demanda maior uso de antibi\u00f3ticos, o que, por sua vez, seleciona mais bact\u00e9rias resistentes, perpetuando um c\u00edrculo vicioso.<\/p>\n<p>Um estudo encomendado pelo governo brit\u00e2nico no ano passado estima que tais organismos ir\u00e3o causar mais de 10 milh\u00f5es de mortes por ano ap\u00f3s 2050. Atualmente, 700 mil pessoas morrem todos os anos v\u00edtimas de bact\u00e9rias resistentes no mundo.<\/p>\n<p>Os efeitos na economia tamb\u00e9m podem ser devastadores. Pa\u00edses como o Brasil estariam sob o risco de perder at\u00e9 4,4% de seu PIB em 2050, segundo estimativas do Banco Mundial.<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bact\u00e9rias que n\u00e3o respondem a antibi\u00f3ticos v\u00eam aumentando a taxas alarmantes no Brasil e j\u00e1 s\u00e3o respons\u00e1veis por ao menos 23 mil mortes anuais no pa\u00eds, afirmam especialistas. Capazes de criar escudos contra os medicamentos mais potentes, esses organismos infectam pacientes geralmente debilitados em camas de hospitais e se espalham rapidamente pela falta de antibi\u00f3ticos capazes de cont\u00ea-los. Por isso, as chamadas superbact\u00e9rias s\u00e3o consideradas a pr\u00f3xima grande amea\u00e7a global em sa\u00fade p\u00fablica pela OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade). &#8220;Estamos numa situa\u00e7\u00e3o de alerta&#8221;, diz Ana Paula Assef, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz, da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (IOC\/Fiocruz), que faz a estimativa sobre mortes anuais no pa\u00eds com base nos dados oficiais dos Estados Unidos. No Brasil, ainda n\u00e3o h\u00e1 um compilado nacional sobre o n\u00famero de v\u00edtimas por bact\u00e9rias resistentes. &#8220;Sabemos que, assim como v\u00e1rios pa\u00edses em desenvolvimento, o Brasil tem alguns dos maiores \u00edndices de resist\u00eancia em determinados organismos. H\u00e1 bact\u00e9rias aqui que n\u00e3o respondem mais a nenhum antibi\u00f3tico&#8221;, aponta Assef. 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Nos \u00faltimos cinco anos, a sua taxa de resist\u00eancia aos antibi\u00f3ticos carbapen\u00eamicos (aqueles usados em pacientes j\u00e1 infectados por bact\u00e9rias resistentes) praticamente quadruplicou no Estado de S\u00e3o Paulo &#8211; foi de 14% para 53%, segundo dados do Centro de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica paulista. &#8220;Os dados do Estado de S\u00e3o Paulo s\u00e3o um retrato do Brasil. \u00c9 um problema crescente e muito grave, principalmente pela r\u00e1pida dissemina\u00e7\u00e3o dessas bact\u00e9rias resistentes&#8221;, diz Jorge Luiz Mello Sampaio, professor de microbiologia cl\u00ednica da USP e consultor da C\u00e2mara T\u00e9cnica de Resist\u00eancia Microbiana em Servi\u00e7os de Sa\u00fade da Anvisa. Resist\u00eancia A capacidade de bact\u00e9rias de passar por muta\u00e7\u00f5es para vencer medicamentos desenvolvidos para mat\u00e1-las \u00e9 chamada de resist\u00eancia antimicrobiana &#8212; ou resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos. 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De acordo com especialistas, o n\u00famero crescente de infec\u00e7\u00f5es &#8211; que poderiam ser barradas por mais higiene e saneamento b\u00e1sico &#8211; tamb\u00e9m \u00e9 um problema, porque demanda maior uso de antibi\u00f3ticos, o que, por sua vez, seleciona mais bact\u00e9rias resistentes, perpetuando um c\u00edrculo vicioso. Um estudo encomendado pelo governo brit\u00e2nico no ano passado estima que tais organismos ir\u00e3o causar mais de 10 milh\u00f5es de mortes por ano ap\u00f3s 2050. Atualmente, 700 mil pessoas morrem todos os anos v\u00edtimas de bact\u00e9rias resistentes no mundo. Os efeitos na economia tamb\u00e9m podem ser devastadores. Pa\u00edses como o Brasil estariam sob o risco de perder at\u00e9 4,4% de seu PIB em 2050, segundo estimativas do Banco Mundial. Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5969,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-5968","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Superbact\u00e9rias avan\u00e7am e levam autoridades de sa\u00fade a correr contra o tempo - Not&iacute;cias em Destaque<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=5968\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Superbact\u00e9rias avan\u00e7am e levam autoridades de sa\u00fade a correr contra o tempo - Not&iacute;cias em Destaque\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Bact\u00e9rias que n\u00e3o respondem a antibi\u00f3ticos v\u00eam aumentando a taxas alarmantes no Brasil e j\u00e1 s\u00e3o respons\u00e1veis por ao menos 23 mil mortes anuais no pa\u00eds, afirmam especialistas. 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Nos \u00faltimos cinco anos, a sua taxa de resist\u00eancia aos antibi\u00f3ticos carbapen\u00eamicos (aqueles usados em pacientes j\u00e1 infectados por bact\u00e9rias resistentes) praticamente quadruplicou no Estado de S\u00e3o Paulo &#8211; foi de 14% para 53%, segundo dados do Centro de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica paulista. &#8220;Os dados do Estado de S\u00e3o Paulo s\u00e3o um retrato do Brasil. \u00c9 um problema crescente e muito grave, principalmente pela r\u00e1pida dissemina\u00e7\u00e3o dessas bact\u00e9rias resistentes&#8221;, diz Jorge Luiz Mello Sampaio, professor de microbiologia cl\u00ednica da USP e consultor da C\u00e2mara T\u00e9cnica de Resist\u00eancia Microbiana em Servi\u00e7os de Sa\u00fade da Anvisa. Resist\u00eancia A capacidade de bact\u00e9rias de passar por muta\u00e7\u00f5es para vencer medicamentos desenvolvidos para mat\u00e1-las \u00e9 chamada de resist\u00eancia antimicrobiana &#8212; ou resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos. 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Capazes de criar escudos contra os medicamentos mais potentes, esses organismos infectam pacientes geralmente debilitados em camas de hospitais e se espalham rapidamente pela falta de antibi\u00f3ticos capazes de cont\u00ea-los. Por isso, as chamadas superbact\u00e9rias s\u00e3o consideradas a pr\u00f3xima grande amea\u00e7a global em sa\u00fade p\u00fablica pela OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade). &#8220;Estamos numa situa\u00e7\u00e3o de alerta&#8221;, diz Ana Paula Assef, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz, da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (IOC\/Fiocruz), que faz a estimativa sobre mortes anuais no pa\u00eds com base nos dados oficiais dos Estados Unidos. No Brasil, ainda n\u00e3o h\u00e1 um compilado nacional sobre o n\u00famero de v\u00edtimas por bact\u00e9rias resistentes. &#8220;Sabemos que, assim como v\u00e1rios pa\u00edses em desenvolvimento, o Brasil tem alguns dos maiores \u00edndices de resist\u00eancia em determinados organismos. H\u00e1 bact\u00e9rias aqui que n\u00e3o respondem mais a nenhum antibi\u00f3tico&#8221;, aponta Assef. Perigosas Um exemplo \u00e9 a Acinetobacter spp. A bact\u00e9ria pode causar infec\u00e7\u00f5es de urina, da corrente sangu\u00ednea e pneumonia e foi inclu\u00edda na lista da OMS como uma das 12 bact\u00e9rias de maior risco \u00e0 sa\u00fade humana pelo seu alto poder de resist\u00eancia.De acordo com a Anvisa, 77,4% das infec\u00e7\u00f5es da corrente sangu\u00ednea registradas em hospitais por essa bact\u00e9ria em 2015 foram causadas por uma vers\u00e3o resistente a antibi\u00f3ticos poderosos, como os carbapenems. Essa fam\u00edlia de antibi\u00f3ticos \u00e9 uma das \u00faltimas op\u00e7\u00f5es que restam aos m\u00e9dicos no caso de infec\u00e7\u00f5es graves. &#8220;Quando as bact\u00e9rias se tornam resistentes a eles, praticamente n\u00e3o restam alternativas de tratamento&#8221;, explica Assef. Outro exemplo \u00e9 a Klebsiella pneumoniae. Naturalmente encontrada na flora intestinal humana, \u00e9 considerada end\u00eamica no Brasil e foi a principal causa de infec\u00e7\u00f5es sangu\u00edneas em pacientes internados em unidades de terapia intensiva em 2015, segundo dados da Anvisa. O mais preocupante \u00e9 que ela tem se tornado mais forte com o passar do tempo. Nos \u00faltimos cinco anos, a sua taxa de resist\u00eancia aos antibi\u00f3ticos carbapen\u00eamicos (aqueles usados em pacientes j\u00e1 infectados por bact\u00e9rias resistentes) praticamente quadruplicou no Estado de S\u00e3o Paulo &#8211; foi de 14% para 53%, segundo dados do Centro de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica paulista. &#8220;Os dados do Estado de S\u00e3o Paulo s\u00e3o um retrato do Brasil. \u00c9 um problema crescente e muito grave, principalmente pela r\u00e1pida dissemina\u00e7\u00e3o dessas bact\u00e9rias resistentes&#8221;, diz Jorge Luiz Mello Sampaio, professor de microbiologia cl\u00ednica da USP e consultor da C\u00e2mara T\u00e9cnica de Resist\u00eancia Microbiana em Servi\u00e7os de Sa\u00fade da Anvisa. Resist\u00eancia A capacidade de bact\u00e9rias de passar por muta\u00e7\u00f5es para vencer medicamentos desenvolvidos para mat\u00e1-las \u00e9 chamada de resist\u00eancia antimicrobiana &#8212; ou resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos. Essa extraordin\u00e1ria habilidade \u00e9 algo natural: os rem\u00e9dios, ao atacar essas bact\u00e9rias, exercem uma &#8220;press\u00e3o seletiva&#8221; sobre elas, que lutam para sobreviver. Aquelas que n\u00e3o s\u00e3o extintas nessa batalha s\u00e3o chamadas de resistentes. Elas, ent\u00e3o, se multiplicam aos milhares, passando o gene da resist\u00eancia a sua prole. Esse processo natural pode ser acelerado por alguns fatores, como o uso excessivo de antibi\u00f3ticos. Um agravante \u00e9 o emprego desses medicamentos tamb\u00e9m na agricultura, na pecu\u00e1ria e em outras atividades de produ\u00e7\u00e3o de prote\u00edna animal.Muitos fazendeiros injetam regularmente medicamentos em animais saud\u00e1veis como um aditivo de performance. Isso acelera a sele\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias no ambiente e em animais, que podem vir a contaminar humanos. De acordo com especialistas, o n\u00famero crescente de infec\u00e7\u00f5es &#8211; que poderiam ser barradas por mais higiene e saneamento b\u00e1sico &#8211; tamb\u00e9m \u00e9 um problema, porque demanda maior uso de antibi\u00f3ticos, o que, por sua vez, seleciona mais bact\u00e9rias resistentes, perpetuando um c\u00edrculo vicioso. Um estudo encomendado pelo governo brit\u00e2nico no ano passado estima que tais organismos ir\u00e3o causar mais de 10 milh\u00f5es de mortes por ano ap\u00f3s 2050. Atualmente, 700 mil pessoas morrem todos os anos v\u00edtimas de bact\u00e9rias resistentes no mundo. Os efeitos na economia tamb\u00e9m podem ser devastadores. Pa\u00edses como o Brasil estariam sob o risco de perder at\u00e9 4,4% de seu PIB em 2050, segundo estimativas do Banco Mundial. 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