{"id":5574,"date":"2017-10-28T16:33:01","date_gmt":"2017-10-28T19:33:01","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemdestaque.com\/cd\/?p=5574"},"modified":"2017-10-28T16:33:01","modified_gmt":"2017-10-28T19:33:01","slug":"indigenas-conquistam-espaco-em-universidades-publicas-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=5574","title":{"rendered":"Ind\u00edgenas conquistam espa\u00e7o em universidades p\u00fablicas brasileiras"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/caririemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/indio.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-5575 alignleft\" src=\"http:\/\/caririemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/indio-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a>Estudantes ind\u00edgenas participam, neste s\u00e1bado (28), de processo seletivo para ingresso em cursos da Universidade de Bras\u00edlia (UnB). Ao todo, 716 candidatos tiveram inscri\u00e7\u00e3o homologada e concorrem a uma das 72 vagas em 21 cursos de gradua\u00e7\u00e3o da UnB.<\/p>\n<p>O chamado vestibular ind\u00edgena \u00e9 composto por duas fases: na primeira, prova objetiva e reda\u00e7\u00e3o; na segunda, an\u00e1lise de documenta\u00e7\u00e3o e entrevista. Ambas ser\u00e3o realizadas nas cidades de Bras\u00edlia; \u00c1guas Belas, em Pernambuco; Ba\u00eda da Trai\u00e7\u00e3o, na Para\u00edba; Cruzeiro do Sul, no Acre; Manaus e L\u00e1brea, no Amazonas; e Macap\u00e1.\u00a0 Os 716 candidatos que tiveram a inscri\u00e7\u00e3o homologada concorrem a uma das 72 vagas em 21 cursos de gradua\u00e7\u00e3o da universidade.<\/p>\n<p>A UnB foi a pioneira na ado\u00e7\u00e3o do vestibular ind\u00edgena, mas h\u00e1 tr\u00eas anos n\u00e3o realizava esse processo seletivo, que \u00e9 parte do acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica entre a Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai) e a Funda\u00e7\u00e3o Universidade de Bras\u00edlia (FUB).<\/p>\n<p>Segundo o diretor de Acompanhamento e Integra\u00e7\u00e3o Acad\u00eamica da UnB, Diego Madureira, a retomada foi fruto de demanda dessa popula\u00e7\u00e3o. Ele diz que o processo \u00e9 muito peculiar, pois tem como p\u00fablico-alvo pessoas que vivem em comunidades tradicionais, nas quais h\u00e1 pouco acesso \u00e0 internet, por onde geralmente s\u00e3o divulgadas informa\u00e7\u00f5es sobre vestibulares, e que vivem em condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas prec\u00e1rias. Prazos alargados, mobiliza\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas que j\u00e1 estudam na institui\u00e7\u00e3o e contato com organiza\u00e7\u00f5es foram algumas das estrat\u00e9gias adotadas para superar essa dificuldade.<\/p>\n<p>De acordo com Madureira, essa a\u00e7\u00e3o afirmativa aprovada pelas inst\u00e2ncias superiores da universidade acaba atingindo uma parcela da popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 atendida sequer pelas cotas tradicionais. \u201cO nosso p\u00fablico \u00e9 aquele que jamais teria essa oportunidade\u201d, ressalta. Como resultado, a UnB espera viabilizar tal oportunidade e\u00a0 tornar o ambiente universit\u00e1rio mais diverso.<\/p>\n<p>Ao longo dos anos 2000, diversas institui\u00e7\u00f5es seguiram o exemplo da Universidade de Bras\u00edlia e, atendendo \u00e0 demanda dos povos ind\u00edgenas, passaram a adotar processos seletivos direcionados para eles. O vestibular ind\u00edgena \u00e9 feito tamb\u00e9m pelas universidades federais do Paran\u00e1, da Bahia, de S\u00e3o Carlos, do Amazonas e de Roraima e pela universidade estadual do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>A Universidade Federal de Roraima \u00e9 a \u00fanica que conta com um instituto de forma\u00e7\u00e3o superior ind\u00edgena, o Insikiran, que oferece tr\u00eas cursos de forma\u00e7\u00e3o em n\u00edvel de gradua\u00e7\u00e3o para povos tradicionais: os bacharelados em gest\u00e3o ambiental e gest\u00e3o em sa\u00fade coletiva, al\u00e9m da licenciatura intercultural.<\/p>\n<p>A lista tende a crescer. Recentemente, uma das institui\u00e7\u00f5es de ensino mais importantes do pa\u00eds, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), apresentou proposta de ado\u00e7\u00e3o do vestibular ind\u00edgena para 2019. Fruto de estudo da comiss\u00e3o respons\u00e1vel pelo processo seletivo (Comvest), a proposta partiu da percep\u00e7\u00e3o da baixa presen\u00e7a ind\u00edgena na Unicamp. Desde a ado\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica de A\u00e7\u00f5es Afirmativas da Unicamp, em 2004, o n\u00famero m\u00e9dio de ingressantes varia de 7 a 17 estudantes matriculados por ano. A proposta prev\u00ea que todos os cursos de gradua\u00e7\u00e3o da Unicamp ofere\u00e7am pelo menos mais de uma vaga suplementar destinada a ind\u00edgenas at\u00e9 2021.<\/p>\n<p>Os vestibulares espec\u00edficos t\u00eam base na Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, que reconhece o direito dos povos ind\u00edgenas a uma educa\u00e7\u00e3o diferenciada, que respeite os modos de produ\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de conhecimentos pr\u00f3prios de cada povo e orienta a efetiva\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica nesse sentido. Parte, ademais, da considera\u00e7\u00e3o de que o atual modelo de escolas ind\u00edgenas com curr\u00edculos diferenciados traz a import\u00e2ncia de um acesso espec\u00edfico que contemple e reconhe\u00e7a o modelo de educa\u00e7\u00e3o diferenciada, de forma a garantir o princ\u00edpio da equidade, diz documento da Comvest.<\/p>\n<p>Outro mecanismo que tem levado \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a ind\u00edgena no ensino superior \u00e9 a oferta de cursos de licenciatura intercultural para estes grupos. Criado no contexto do Plano de Reestrutura\u00e7\u00e3o e Expans\u00e3o das Universidades Federais (Reuni), tem como meta formar professores para lecionar em escolas ind\u00edgenas. Nesses cursos, seguindo o m\u00e9todo da pedagogia da altern\u00e2ncia, o aprendizado ocorre tanto em sala quanto nas comunidades, em per\u00edodos de aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. Hoje, segundo a Funai, pelo menos 15 universidades p\u00fablicas oferecem tal forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desses instrumentos espec\u00edficos, a pol\u00edtica mais ampla definida pela Lei de Cotas tem gerado a reserva de cerca de 5% das vagas totais das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior para ind\u00edgenas. Neste caso, eles t\u00eam acesso \u00e0\u00a0 universidade pelo vestibular tradicional.<\/p>\n<p><strong>P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Nos cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, a movimenta\u00e7\u00e3o para essa abertura, inclusive por meio de cotas, \u00e9 mais recente. Em 2015, a Universidade Federal de Goi\u00e1s foi a primeira institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica de ensino do pa\u00eds a adotar cotas na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. A reserva de vagas para ind\u00edgenas j\u00e1 \u00e9 uma realidade tamb\u00e9m nos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em antropologia social do Museu Nacional (UFRJ) e de Antropologia da Universidade Federal da Bahia, bem como nos cursos de mestrado em antropologia e lingu\u00edstica da UnB, entre outros. A UnB oferece ainda mestrado profissional em sustentabilidade junto a povos e terras tradicionais, com a maioria das vagas destinada a pessoas de comunidades tradicionais.<\/p>\n<p>Neste ano, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) adotou, por consenso, uma resolu\u00e7\u00e3o in\u00e9dita:\u00a0\u00a0reservou vagas para negros, ind\u00edgenas e pessoas com defici\u00eancia em todos os programas de mestrado, mestrado profissional e doutorado. No caso dos ind\u00edgenas, eles adquiriram o direito de ter acesso a pelo menos uma vaga suplementar em cada curso. A medida valer\u00e1 para processos seletivos realizados a partir de 2018. Os vestibulares sofrer\u00e3o adapta\u00e7\u00f5es para atender, entre outras situa\u00e7\u00f5es, a necessidades de ind\u00edgenas que n\u00e3o dominam a l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n<p><strong>Assist\u00eancia estudantil<\/strong><\/p>\n<p>A entrada \u00e9 o primeiro passo para o exerc\u00edcio do direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o no plano do ensino superior. Por isso, a estudante do curso de antropologia da UnB Braulina Aurora considera a exist\u00eancia de processos seletivos espec\u00edficos \u201cuma conquista dos povos ind\u00edgenas\u201d.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o da estudante, da etnia Baniwa, a partir desse pontap\u00e9, outros desafios se colocam. Segundo Braulina, que preside a Associa\u00e7\u00e3o de Acad\u00eamicos Ind\u00edgenas da UnB, uma das quest\u00f5es \u00e9 elementar: o dom\u00ednio do portugu\u00eas,\u00a0 segunda l\u00edngua dessas pessoas. Na UnB, ingressantes t\u00eam acesso a um curso de portugu\u00eas instrumental. \u201cMas \u00e9 muito pouco ainda, porque a gente precisa de mais [conhecimento] para trabalhos acad\u00eamicos, como escrever artigos, monografias.\u201d<\/p>\n<p>Complementarmente, na universidade, h\u00e1 outras iniciativas como o Projeto Raiz, destinado a ind\u00edgenas e tamb\u00e9m a alunos estrangeiros. Por meio dele, os alunos s\u00e3o acompanhados por estudantes que atuam como monitores. \u201cA institui\u00e7\u00e3o tem que entender nossa diferen\u00e7a, ao estar presentes neste espa\u00e7o\u201d, destaca Braulina.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do apoio pedag\u00f3gico, s\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas para viabilizar a perman\u00eancia dos estudantes na universidade, como garantia de aux\u00edlio para moradia e alimenta\u00e7\u00e3o. Segundo a Funai, para o apoio a estudantes ind\u00edgenas, existe a Bolsa Perman\u00eancia, criada pela Portaria n\u00b0 389\/2013 do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC). A Funai tem termos de coopera\u00e7\u00e3o firmadoscom sete universidades (UFSCar, UFMG, UEFS, UNIJU\u00cd, UEMS, UnB e IFMG). Ao todo, 181 estudantes ind\u00edgenas s\u00e3o beneficiados por a\u00e7\u00f5es desenvolvidas a partir desses acordos.<\/p>\n<p>De acordo com a Funai, este \u00e9 o principal programa de assist\u00eancia estudantil para estudantes em situa\u00e7\u00e3o de car\u00eancia socioecon\u00f4mica, em especial os ind\u00edgenas e de comunidades quilombolas, por\u00e9m s\u00f3 tem cobertura para as universidades federais e institutos federais. Existem ainda iniciativas como o Programa Nacional de Assist\u00eancia Estudantil (Pnae), que custeia moradia, transporte e alimenta\u00e7\u00e3o, bolsas e outros tipos de aux\u00edlio das pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es, bolsas acad\u00eamicas destinadas aos estudantes em geral, al\u00e9m de pol\u00edticas locais de governos ou munic\u00edpios.<\/p>\n<p><em><strong>Cariri em Destaque<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Com EBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudantes ind\u00edgenas participam, neste s\u00e1bado (28), de processo seletivo para ingresso em cursos da Universidade de Bras\u00edlia (UnB). Ao todo, 716 candidatos tiveram inscri\u00e7\u00e3o homologada e concorrem a uma das 72 vagas em 21 cursos de gradua\u00e7\u00e3o da UnB. O chamado vestibular ind\u00edgena \u00e9 composto por duas fases: na primeira, prova objetiva e reda\u00e7\u00e3o; na segunda, an\u00e1lise de documenta\u00e7\u00e3o e entrevista. Ambas ser\u00e3o realizadas nas cidades de Bras\u00edlia; \u00c1guas Belas, em Pernambuco; Ba\u00eda da Trai\u00e7\u00e3o, na Para\u00edba; Cruzeiro do Sul, no Acre; Manaus e L\u00e1brea, no Amazonas; e Macap\u00e1.\u00a0 Os 716 candidatos que tiveram a inscri\u00e7\u00e3o homologada concorrem a uma das 72 vagas em 21 cursos de gradua\u00e7\u00e3o da universidade. A UnB foi a pioneira na ado\u00e7\u00e3o do vestibular ind\u00edgena, mas h\u00e1 tr\u00eas anos n\u00e3o realizava esse processo seletivo, que \u00e9 parte do acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica entre a Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai) e a Funda\u00e7\u00e3o Universidade de Bras\u00edlia (FUB). Segundo o diretor de Acompanhamento e Integra\u00e7\u00e3o Acad\u00eamica da UnB, Diego Madureira, a retomada foi fruto de demanda dessa popula\u00e7\u00e3o. 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Ao longo dos anos 2000, diversas institui\u00e7\u00f5es seguiram o exemplo da Universidade de Bras\u00edlia e, atendendo \u00e0 demanda dos povos ind\u00edgenas, passaram a adotar processos seletivos direcionados para eles. O vestibular ind\u00edgena \u00e9 feito tamb\u00e9m pelas universidades federais do Paran\u00e1, da Bahia, de S\u00e3o Carlos, do Amazonas e de Roraima e pela universidade estadual do Paran\u00e1. A Universidade Federal de Roraima \u00e9 a \u00fanica que conta com um instituto de forma\u00e7\u00e3o superior ind\u00edgena, o Insikiran, que oferece tr\u00eas cursos de forma\u00e7\u00e3o em n\u00edvel de gradua\u00e7\u00e3o para povos tradicionais: os bacharelados em gest\u00e3o ambiental e gest\u00e3o em sa\u00fade coletiva, al\u00e9m da licenciatura intercultural. A lista tende a crescer. Recentemente, uma das institui\u00e7\u00f5es de ensino mais importantes do pa\u00eds, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), apresentou proposta de ado\u00e7\u00e3o do vestibular ind\u00edgena para 2019. Fruto de estudo da comiss\u00e3o respons\u00e1vel pelo processo seletivo (Comvest), a proposta partiu da percep\u00e7\u00e3o da baixa presen\u00e7a ind\u00edgena na Unicamp. Desde a ado\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica de A\u00e7\u00f5es Afirmativas da Unicamp, em 2004, o n\u00famero m\u00e9dio de ingressantes varia de 7 a 17 estudantes matriculados por ano. A proposta prev\u00ea que todos os cursos de gradua\u00e7\u00e3o da Unicamp ofere\u00e7am pelo menos mais de uma vaga suplementar destinada a ind\u00edgenas at\u00e9 2021. Os vestibulares espec\u00edficos t\u00eam base na Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, que reconhece o direito dos povos ind\u00edgenas a uma educa\u00e7\u00e3o diferenciada, que respeite os modos de produ\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de conhecimentos pr\u00f3prios de cada povo e orienta a efetiva\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica nesse sentido. Parte, ademais, da considera\u00e7\u00e3o de que o atual modelo de escolas ind\u00edgenas com curr\u00edculos diferenciados traz a import\u00e2ncia de um acesso espec\u00edfico que contemple e reconhe\u00e7a o modelo de educa\u00e7\u00e3o diferenciada, de forma a garantir o princ\u00edpio da equidade, diz documento da Comvest. Outro mecanismo que tem levado \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a ind\u00edgena no ensino superior \u00e9 a oferta de cursos de licenciatura intercultural para estes grupos. 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No caso dos ind\u00edgenas, eles adquiriram o direito de ter acesso a pelo menos uma vaga suplementar em cada curso. A medida valer\u00e1 para processos seletivos realizados a partir de 2018. Os vestibulares sofrer\u00e3o adapta\u00e7\u00f5es para atender, entre outras situa\u00e7\u00f5es, a necessidades de ind\u00edgenas que n\u00e3o dominam a l\u00edngua portuguesa. Assist\u00eancia estudantil A entrada \u00e9 o primeiro passo para o exerc\u00edcio do direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o no plano do ensino superior. Por isso, a estudante do curso de antropologia da UnB Braulina Aurora considera a exist\u00eancia de processos seletivos espec\u00edficos \u201cuma conquista dos povos ind\u00edgenas\u201d. Na opini\u00e3o da estudante, da etnia Baniwa, a partir desse pontap\u00e9, outros desafios se colocam. 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Prazos alargados, mobiliza\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas que j\u00e1 estudam na institui\u00e7\u00e3o e contato com organiza\u00e7\u00f5es foram algumas das estrat\u00e9gias adotadas para superar essa dificuldade. De acordo com Madureira, essa a\u00e7\u00e3o afirmativa aprovada pelas inst\u00e2ncias superiores da universidade acaba atingindo uma parcela da popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 atendida sequer pelas cotas tradicionais. \u201cO nosso p\u00fablico \u00e9 aquele que jamais teria essa oportunidade\u201d, ressalta. Como resultado, a UnB espera viabilizar tal oportunidade e\u00a0 tornar o ambiente universit\u00e1rio mais diverso. Ao longo dos anos 2000, diversas institui\u00e7\u00f5es seguiram o exemplo da Universidade de Bras\u00edlia e, atendendo \u00e0 demanda dos povos ind\u00edgenas, passaram a adotar processos seletivos direcionados para eles. 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Al\u00e9m desses instrumentos espec\u00edficos, a pol\u00edtica mais ampla definida pela Lei de Cotas tem gerado a reserva de cerca de 5% das vagas totais das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior para ind\u00edgenas. Neste caso, eles t\u00eam acesso \u00e0\u00a0 universidade pelo vestibular tradicional. P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o Nos cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, a movimenta\u00e7\u00e3o para essa abertura, inclusive por meio de cotas, \u00e9 mais recente. Em 2015, a Universidade Federal de Goi\u00e1s foi a primeira institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica de ensino do pa\u00eds a adotar cotas na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. A reserva de vagas para ind\u00edgenas j\u00e1 \u00e9 uma realidade tamb\u00e9m nos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em antropologia social do Museu Nacional (UFRJ) e de Antropologia da Universidade Federal da Bahia, bem como nos cursos de mestrado em antropologia e lingu\u00edstica da UnB, entre outros. 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Por isso, a estudante do curso de antropologia da UnB Braulina Aurora considera a exist\u00eancia de processos seletivos espec\u00edficos \u201cuma conquista dos povos ind\u00edgenas\u201d. Na opini\u00e3o da estudante, da etnia Baniwa, a partir desse pontap\u00e9, outros desafios se colocam. Segundo Braulina, que preside a Associa\u00e7\u00e3o de Acad\u00eamicos Ind\u00edgenas da UnB, uma das quest\u00f5es \u00e9 elementar: o dom\u00ednio do portugu\u00eas,\u00a0 segunda l\u00edngua dessas pessoas. Na UnB, ingressantes t\u00eam acesso a um curso de portugu\u00eas instrumental. \u201cMas \u00e9 muito pouco ainda, porque a gente precisa de mais [conhecimento] para trabalhos acad\u00eamicos,\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=5574\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Not&iacute;cias em Destaque\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2017-10-28T19:33:01+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/indio.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1024\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"576\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Not\u00edcias em Destaque\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Not\u00edcias em Destaque\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"7 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=5574#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=5574\"},\"author\":{\"name\":\"Not\u00edcias em Destaque\",\"@id\":\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/#\/schema\/person\/21320b03a7e8bb90128938dafc9b908a\"},\"headline\":\"Ind\u00edgenas conquistam espa\u00e7o em universidades p\u00fablicas brasileiras\",\"datePublished\":\"2017-10-28T19:33:01+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=5574\"},\"wordCount\":1379,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=5574#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/indio.jpg\",\"articleSection\":[\"Educa\u00e7\u00e3o\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=5574\",\"url\":\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=5574\",\"name\":\"Ind\u00edgenas conquistam espa\u00e7o em universidades p\u00fablicas brasileiras - 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Ao todo, 716 candidatos tiveram inscri\u00e7\u00e3o homologada e concorrem a uma das 72 vagas em 21 cursos de gradua\u00e7\u00e3o da UnB. O chamado vestibular ind\u00edgena \u00e9 composto por duas fases: na primeira, prova objetiva e reda\u00e7\u00e3o; na segunda, an\u00e1lise de documenta\u00e7\u00e3o e entrevista. Ambas ser\u00e3o realizadas nas cidades de Bras\u00edlia; \u00c1guas Belas, em Pernambuco; Ba\u00eda da Trai\u00e7\u00e3o, na Para\u00edba; Cruzeiro do Sul, no Acre; Manaus e L\u00e1brea, no Amazonas; e Macap\u00e1.\u00a0 Os 716 candidatos que tiveram a inscri\u00e7\u00e3o homologada concorrem a uma das 72 vagas em 21 cursos de gradua\u00e7\u00e3o da universidade. A UnB foi a pioneira na ado\u00e7\u00e3o do vestibular ind\u00edgena, mas h\u00e1 tr\u00eas anos n\u00e3o realizava esse processo seletivo, que \u00e9 parte do acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica entre a Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai) e a Funda\u00e7\u00e3o Universidade de Bras\u00edlia (FUB). Segundo o diretor de Acompanhamento e Integra\u00e7\u00e3o Acad\u00eamica da UnB, Diego Madureira, a retomada foi fruto de demanda dessa popula\u00e7\u00e3o. Ele diz que o processo \u00e9 muito peculiar, pois tem como p\u00fablico-alvo pessoas que vivem em comunidades tradicionais, nas quais h\u00e1 pouco acesso \u00e0 internet, por onde geralmente s\u00e3o divulgadas informa\u00e7\u00f5es sobre vestibulares, e que vivem em condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas prec\u00e1rias. 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Al\u00e9m desses instrumentos espec\u00edficos, a pol\u00edtica mais ampla definida pela Lei de Cotas tem gerado a reserva de cerca de 5% das vagas totais das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior para ind\u00edgenas. Neste caso, eles t\u00eam acesso \u00e0\u00a0 universidade pelo vestibular tradicional. P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o Nos cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, a movimenta\u00e7\u00e3o para essa abertura, inclusive por meio de cotas, \u00e9 mais recente. Em 2015, a Universidade Federal de Goi\u00e1s foi a primeira institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica de ensino do pa\u00eds a adotar cotas na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. A reserva de vagas para ind\u00edgenas j\u00e1 \u00e9 uma realidade tamb\u00e9m nos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em antropologia social do Museu Nacional (UFRJ) e de Antropologia da Universidade Federal da Bahia, bem como nos cursos de mestrado em antropologia e lingu\u00edstica da UnB, entre outros. A UnB oferece ainda mestrado profissional em sustentabilidade junto a povos e terras tradicionais, com a maioria das vagas destinada a pessoas de comunidades tradicionais. Neste ano, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) adotou, por consenso, uma resolu\u00e7\u00e3o in\u00e9dita:\u00a0\u00a0reservou vagas para negros, ind\u00edgenas e pessoas com defici\u00eancia em todos os programas de mestrado, mestrado profissional e doutorado. No caso dos ind\u00edgenas, eles adquiriram o direito de ter acesso a pelo menos uma vaga suplementar em cada curso. A medida valer\u00e1 para processos seletivos realizados a partir de 2018. Os vestibulares sofrer\u00e3o adapta\u00e7\u00f5es para atender, entre outras situa\u00e7\u00f5es, a necessidades de ind\u00edgenas que n\u00e3o dominam a l\u00edngua portuguesa. Assist\u00eancia estudantil A entrada \u00e9 o primeiro passo para o exerc\u00edcio do direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o no plano do ensino superior. Por isso, a estudante do curso de antropologia da UnB Braulina Aurora considera a exist\u00eancia de processos seletivos espec\u00edficos \u201cuma conquista dos povos ind\u00edgenas\u201d. Na opini\u00e3o da estudante, da etnia Baniwa, a partir desse pontap\u00e9, outros desafios se colocam. Segundo Braulina, que preside a Associa\u00e7\u00e3o de Acad\u00eamicos Ind\u00edgenas da UnB, uma das quest\u00f5es \u00e9 elementar: o dom\u00ednio do portugu\u00eas,\u00a0 segunda l\u00edngua dessas pessoas. Na UnB, ingressantes t\u00eam acesso a um curso de portugu\u00eas instrumental. \u201cMas \u00e9 muito pouco ainda, porque a gente precisa de mais [conhecimento] para trabalhos acad\u00eamicos,","og_url":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=5574","og_site_name":"Not&iacute;cias em Destaque","article_published_time":"2017-10-28T19:33:01+00:00","og_image":[{"width":1024,"height":576,"url":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/indio.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Not\u00edcias em Destaque","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Not\u00edcias em Destaque","Est. tempo de leitura":"7 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=5574#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=5574"},"author":{"name":"Not\u00edcias em Destaque","@id":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/#\/schema\/person\/21320b03a7e8bb90128938dafc9b908a"},"headline":"Ind\u00edgenas conquistam espa\u00e7o em universidades p\u00fablicas brasileiras","datePublished":"2017-10-28T19:33:01+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=5574"},"wordCount":1379,"publisher":{"@id":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=5574#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/indio.jpg","articleSection":["Educa\u00e7\u00e3o"],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=5574","url":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=5574","name":"Ind\u00edgenas conquistam espa\u00e7o em universidades p\u00fablicas brasileiras - 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