{"id":5183,"date":"2017-10-16T08:28:33","date_gmt":"2017-10-16T11:28:33","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemdestaque.com\/cd\/?p=5183"},"modified":"2017-10-16T08:28:33","modified_gmt":"2017-10-16T11:28:33","slug":"cancer-de-mama-atinge-cada-vez-mais-mulheres-abaixo-de-30-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=5183","title":{"rendered":"C\u00e2ncer de mama atinge cada vez mais mulheres abaixo de 30 anos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/caririemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/mama-300x172.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-5184 alignleft\" src=\"http:\/\/caririemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/mama-300x172-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a>A luz rosa de alerta para o c\u00e2ncer de mama costuma acender na vida das mulheres brasileiras a partir dos 40 anos, quando a mamografia passa a ser um exame de necessidade anual, segundo recomenda\u00e7\u00e3o da Sociedade Brasileira de Mastologia. H\u00e1 ainda quem comece a se preocupar somente aos 50, idade considerada de risco pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p>No entanto, a doen\u00e7a tem rela\u00e7\u00e3o direta com o desenvolvimento da gl\u00e2ndula mam\u00e1ria, que come\u00e7a a crescer logo ap\u00f3s a primeira menstrua\u00e7\u00e3o, e por isso, pode aparecer antes mesmo dos 30 anos, segundo especialistas.<\/p>\n<p>\u201cQuanto maior o tempo de exposi\u00e7\u00e3o aos horm\u00f4nios [estr\u00f3geno e progesterona], mais a mulher fica suscet\u00edvel \u00e0s c\u00e9lulas malignas\u201d, disse o oncologista M\u00e1rcio Paes, m\u00e9dico no Instituto Alian\u00e7a, no Distrito Federal. Segundo ele, a incid\u00eancia da doen\u00e7a em mulheres com menos de 30 anos tem aumentado, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 um diagn\u00f3stico cient\u00edfico que explique este crescimento.<\/p>\n<p>A oncologista Ana Carolina Salles, do hospital Santa L\u00facia, disse ao G1 que nos casos de mulheres mais jovens a investiga\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica \u00e9 imprescind\u00edvel. \u201cGeralmente, elas t\u00eam hist\u00f3rico positivo para c\u00e2ncer de mama na fam\u00edlia.\u201d<\/p>\n<p>\u201cEssas meninas jovens precisam ser pesquisadas, porque podem estar carregando muta\u00e7\u00f5es que podem ser repassadas para as filhas.\u201d<\/p>\n<p>A m\u00e9dica, no entanto, destaca que o que c\u00e2ncer \u00e9 multifatorial e, por isso, tamb\u00e9m pode ser influenciado por quest\u00f5es externas, como o consumo de produtos industrializados. O oncologista Paes aposta no ritmo de vida estressante e acelerado e na exposi\u00e7\u00e3o hormonal precoce. \u201cAntigamente, as meninas menstruavam aos 14 anos e hoje isso j\u00e1 acontece aos 9 anos. Ent\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o hormonal come\u00e7a ter ciclos muito cedo.\u201d<\/p>\n<p>\u201cAcabou essa de que [o c\u00e2ncer] s\u00f3 \u00e9 mais recorrente em mulheres acima dos 40 anos. H\u00e1 cada vez mais pacientes abaixo dos 30.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 o caso da brasiliense Gabrielly de Oliveira, que descobriu o n\u00f3dulo no seio aos 25 anos e passou por seis meses de quimioterapia. Ela disse ao G1 que tinha uma vida ativa, se alimentava bem e n\u00e3o tinha hist\u00f3rico de c\u00e2ncer de mama na fam\u00edlia. Mesmo assim, foi surpreendida pela doen\u00e7a. H\u00e1 cerca de dois meses, elas fez a mastectomia \u2013 cirurgia de retirada da gl\u00e2ndula mam\u00e1ria.<\/p>\n<p><em><strong>Fique alerta<\/strong><\/em><\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o precoce \u00e9 considerada pelos m\u00e9dicos o principal fator de sucesso no tratamento contra o c\u00e2ncer \u2013 de qualquer tipo. Conhecer o pr\u00f3prio corpo tamb\u00e9m \u00e9 primordial, segundo a oncologista Ana Carolina. \u201cA mulher precisa estar atenta a qualquer mudan\u00e7a no pr\u00f3prio corpo. Se saiu da normalidade, procure um m\u00e9dico.\u201d Nos casos de mulheres mais novas, o diagn\u00f3stico antecipado \u00e9 ainda mais importante, porque o c\u00e2ncer tende a ser mais agressivo, afirmou o m\u00e9dico M\u00e1rcio Paes. \u201cO progn\u00f3stico costuma ser pior abaixo dos 30. S\u00e3o n\u00f3dulos maiores. A mulher jovem tem a vantagem de tolerar melhor o tratamento, mas tem que ter o cuidado mais rigoroso.\u201d<\/p>\n<p>Foi o que ocorreu com Gaby, que buscou uma avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica de imediato. No entanto, h\u00e1 mulheres que levam meses para investigar uma altera\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica, como a atleta Larissa, de 42 anos. Ela fez a mamografia cerca de cinco meses depois de perceber os caro\u00e7os no seio. Hoje, mastectomizada e recuperada, ela recomenda o oposto do que fez.<\/p>\n<p>\u201cTalvez, se n\u00e3o tivesse demorado tanto, meu tratamento teria sido bem menos doloroso.\u201d<\/p>\n<p>Um diagn\u00f3stico eficaz, no entanto, depende de uma rede de sa\u00fade capaz de amparar essas mulheres em todas as necessidades, desde os exames de rotina \u00e0s terapias intensivas. \u201cVivemos uma crise na sa\u00fade p\u00fablica em que as mulheres n\u00e3o t\u00eam acesso aos exames, mamografia, ecografia mam\u00e1ria. \u00c0s vezes n\u00e3o consegue atendimento de um ginecologista\u201d, disse Paes.<\/p>\n<p>\u201cA demora \u00e9 o que torna tudo pior. O acesso [\u00e0 sa\u00fade] define a chance de cura. Aumenta de 90% a 95%.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com a Secretaria de Sa\u00fade, a m\u00e9dia de mamografias realizadas nos hospitais da rede p\u00fablica \u00e9 de 2 mil por m\u00eas \u2013 o DF tem capacidade para 5,4 mil.<\/p>\n<p>Somente em 2017, a quantidade de mamografias realizadas quase dobrou em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. De janeiro \u00e0 outubro, foram 29.320 procedimentos.<\/p>\n<p>Os \u00fanicos hospitais que oferecem tratamento para o c\u00e2ncer de mama s\u00e3o o Hospital de Base e os hospitais regionais de Sobradinho, Taguatinga e do Gama.<\/p>\n<p>Segundo a secretaria, ap\u00f3s o pedido de exame, o prazo de espera \u00e9 de dez dias no m\u00e1ximo.<\/p>\n<p><em><strong>No Brasil e no mundo<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), o c\u00e2ncer de mama \u00e9 o tipo mais comum entre as mulheres e tamb\u00e9m o mais letal, sendo a segunda principal causa de morte na Am\u00e9rica Latina. A n\u00edvel mundial, entre todos os tipos de c\u00e2ncer, o de mama \u00e9 o que mais mata mulheres na faixa dos 20 aos 59 anos. A doen\u00e7a tamb\u00e9m atinge homens, mas a incid\u00eancia representa 1% do total.<\/p>\n<p>O Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca) estimou 57.960 novos casos de c\u00e2ncer de mama no Brasil em 2017. Somente no DF, a previs\u00e3o \u00e9 de 1.020 novos casos. Apesar do aumento das taxas de c\u00e2ncer de mama em mulheres mais jovens, ainda assim, a faixa et\u00e1ria entre 40 e 50 anos representa 74% do casos. Por isso, a Sociedade Bras\u00edlia de Mastologia recomenda a realiza\u00e7\u00e3o da mamografia anualmente a partir dos 40.<\/p>\n<p>J\u00e1 a indica\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade \u00e9 que o exame seja feito a cada dois anos pelas mulheres com 50 anos ou mais \u2013 grupo considerado priorit\u00e1rio. De acordo com o minist\u00e9rio, no ano passado foram realizadas 4,1 milh\u00f5es de mamografias em toda a rede p\u00fablica do pa\u00eds. Somente na faixa priorit\u00e1ria, foram 2,5 milh\u00f5es de exames. Como identificar o n\u00f3dulo?<\/p>\n<p>De acordo com os m\u00e9dicos, o n\u00f3dulo cancer\u00edgeno que pode aparecer no seio costuma ter formato de \u201cbolinha de gude\u201d, \u00e9 endurecido e nem sempre d\u00f3i. A dica dos oncologista ouvidos pelo G1 \u00e9 o autoconhecimento. Para perceber qualquer altera\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica \u00e9 preciso que a mulher saiba como o pr\u00f3prio corpo funciona em condi\u00e7\u00f5es normais.<\/p>\n<p>\u201cQualquer mudan\u00e7a no formato, se aparecer caro\u00e7o, dor, mancha, procure um m\u00e9dico. Se for insistente, n\u00e3o desaparecer, isso \u00e9 um sinal de alerta\u201d, disse M\u00e1rcio Paes. Al\u00e9m do n\u00f3dulo, o c\u00e2ncer pode aparecer com outros sintomas, como les\u00f5es e feridas que n\u00e3o cicatrizam, caro\u00e7os na axila e secre\u00e7\u00f5es escuras.<\/p>\n<p>\u201cHoje n\u00e3o se recomenda mais fazer o auto exame nos tr\u00eas primeiros dias ap\u00f3s a menstrua\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso estar atenta ao pr\u00f3prio corpo sempre\u201d, explicou a Ana Carolina Salles.<\/p>\n<p><em><strong>Preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em><\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio corpo e o acompanhamento ginecol\u00f3gico de rotina s\u00e3o imprescind\u00edveis para a identifica\u00e7\u00e3o de um poss\u00edvel c\u00e2ncer de mama. Para evitar que ele apare\u00e7a, o m\u00e9dico recomenda uma vida saud\u00e1vel, mas destaca que \u00e9 imposs\u00edvel garantir imunidade.<\/p>\n<p>Alimentar-se de forma balanceada, consumir preferencialmente produtos org\u00e2nicos \u2013 livres de agrot\u00f3xicos \u2013 fugir da obesidade e praticar exerc\u00edcios podem ajudar a afastar o c\u00e2ncer de mama e outros tipos de doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Segundo ele, o fator gen\u00e9tico representa 10% de chance do desenvolvimento da doen\u00e7a, mas n\u00e3o \u00e9 determinante. \u201cA atividade f\u00edsica tamb\u00e9m ajuda o c\u00e2ncer a n\u00e3o voltar, porque os radicais livres protegem o organismo contra c\u00e9lulas invasoras.\u201d<\/p>\n<p>fonte: G1<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A luz rosa de alerta para o c\u00e2ncer de mama costuma acender na vida das mulheres brasileiras a partir dos 40 anos, quando a mamografia passa a ser um exame de necessidade anual, segundo recomenda\u00e7\u00e3o da Sociedade Brasileira de Mastologia. H\u00e1 ainda quem comece a se preocupar somente aos 50, idade considerada de risco pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). No entanto, a doen\u00e7a tem rela\u00e7\u00e3o direta com o desenvolvimento da gl\u00e2ndula mam\u00e1ria, que come\u00e7a a crescer logo ap\u00f3s a primeira menstrua\u00e7\u00e3o, e por isso, pode aparecer antes mesmo dos 30 anos, segundo especialistas. \u201cQuanto maior o tempo de exposi\u00e7\u00e3o aos horm\u00f4nios [estr\u00f3geno e progesterona], mais a mulher fica suscet\u00edvel \u00e0s c\u00e9lulas malignas\u201d, disse o oncologista M\u00e1rcio Paes, m\u00e9dico no Instituto Alian\u00e7a, no Distrito Federal. Segundo ele, a incid\u00eancia da doen\u00e7a em mulheres com menos de 30 anos tem aumentado, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 um diagn\u00f3stico cient\u00edfico que explique este crescimento. 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Ent\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o hormonal come\u00e7a ter ciclos muito cedo.\u201d \u201cAcabou essa de que [o c\u00e2ncer] s\u00f3 \u00e9 mais recorrente em mulheres acima dos 40 anos. H\u00e1 cada vez mais pacientes abaixo dos 30.\u201d \u00c9 o caso da brasiliense Gabrielly de Oliveira, que descobriu o n\u00f3dulo no seio aos 25 anos e passou por seis meses de quimioterapia. Ela disse ao G1 que tinha uma vida ativa, se alimentava bem e n\u00e3o tinha hist\u00f3rico de c\u00e2ncer de mama na fam\u00edlia. Mesmo assim, foi surpreendida pela doen\u00e7a. H\u00e1 cerca de dois meses, elas fez a mastectomia \u2013 cirurgia de retirada da gl\u00e2ndula mam\u00e1ria. Fique alerta A avalia\u00e7\u00e3o precoce \u00e9 considerada pelos m\u00e9dicos o principal fator de sucesso no tratamento contra o c\u00e2ncer \u2013 de qualquer tipo. 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Hoje, mastectomizada e recuperada, ela recomenda o oposto do que fez. \u201cTalvez, se n\u00e3o tivesse demorado tanto, meu tratamento teria sido bem menos doloroso.\u201d Um diagn\u00f3stico eficaz, no entanto, depende de uma rede de sa\u00fade capaz de amparar essas mulheres em todas as necessidades, desde os exames de rotina \u00e0s terapias intensivas. \u201cVivemos uma crise na sa\u00fade p\u00fablica em que as mulheres n\u00e3o t\u00eam acesso aos exames, mamografia, ecografia mam\u00e1ria. \u00c0s vezes n\u00e3o consegue atendimento de um ginecologista\u201d, disse Paes. \u201cA demora \u00e9 o que torna tudo pior. O acesso [\u00e0 sa\u00fade] define a chance de cura. Aumenta de 90% a 95%.\u201d De acordo com a Secretaria de Sa\u00fade, a m\u00e9dia de mamografias realizadas nos hospitais da rede p\u00fablica \u00e9 de 2 mil por m\u00eas \u2013 o DF tem capacidade para 5,4 mil. Somente em 2017, a quantidade de mamografias realizadas quase dobrou em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. De janeiro \u00e0 outubro, foram 29.320 procedimentos. Os \u00fanicos hospitais que oferecem tratamento para o c\u00e2ncer de mama s\u00e3o o Hospital de Base e os hospitais regionais de Sobradinho, Taguatinga e do Gama. Segundo a secretaria, ap\u00f3s o pedido de exame, o prazo de espera \u00e9 de dez dias no m\u00e1ximo. No Brasil e no mundo Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), o c\u00e2ncer de mama \u00e9 o tipo mais comum entre as mulheres e tamb\u00e9m o mais letal, sendo a segunda principal causa de morte na Am\u00e9rica Latina. A n\u00edvel mundial, entre todos os tipos de c\u00e2ncer, o de mama \u00e9 o que mais mata mulheres na faixa dos 20 aos 59 anos. A doen\u00e7a tamb\u00e9m atinge homens, mas a incid\u00eancia representa 1% do total. O Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca) estimou 57.960 novos casos de c\u00e2ncer de mama no Brasil em 2017. Somente no DF, a previs\u00e3o \u00e9 de 1.020 novos casos. Apesar do aumento das taxas de c\u00e2ncer de mama em mulheres mais jovens, ainda assim, a faixa et\u00e1ria entre 40 e 50 anos representa 74% do casos. Por isso, a Sociedade Bras\u00edlia de Mastologia recomenda a realiza\u00e7\u00e3o da mamografia anualmente a partir dos 40. J\u00e1 a indica\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade \u00e9 que o exame seja feito a cada dois anos pelas mulheres com 50 anos ou mais \u2013 grupo considerado priorit\u00e1rio. De acordo com o minist\u00e9rio, no ano passado foram realizadas 4,1 milh\u00f5es de mamografias em toda a rede p\u00fablica do pa\u00eds. Somente na faixa priorit\u00e1ria, foram 2,5 milh\u00f5es de exames. Como identificar o n\u00f3dulo? De acordo com os m\u00e9dicos, o n\u00f3dulo cancer\u00edgeno que pode aparecer no seio costuma ter formato de \u201cbolinha de gude\u201d, \u00e9 endurecido e nem sempre d\u00f3i. 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A oncologista Ana Carolina Salles, do hospital Santa L\u00facia, disse ao G1 que nos casos de mulheres mais jovens a investiga\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica \u00e9 imprescind\u00edvel. \u201cGeralmente, elas t\u00eam hist\u00f3rico positivo para c\u00e2ncer de mama na fam\u00edlia.\u201d \u201cEssas meninas jovens precisam ser pesquisadas, porque podem estar carregando muta\u00e7\u00f5es que podem ser repassadas para as filhas.\u201d A m\u00e9dica, no entanto, destaca que o que c\u00e2ncer \u00e9 multifatorial e, por isso, tamb\u00e9m pode ser influenciado por quest\u00f5es externas, como o consumo de produtos industrializados. O oncologista Paes aposta no ritmo de vida estressante e acelerado e na exposi\u00e7\u00e3o hormonal precoce. \u201cAntigamente, as meninas menstruavam aos 14 anos e hoje isso j\u00e1 acontece aos 9 anos. 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Hoje, mastectomizada e recuperada, ela recomenda o oposto do que fez. \u201cTalvez, se n\u00e3o tivesse demorado tanto, meu tratamento teria sido bem menos doloroso.\u201d Um diagn\u00f3stico eficaz, no entanto, depende de uma rede de sa\u00fade capaz de amparar essas mulheres em todas as necessidades, desde os exames de rotina \u00e0s terapias intensivas. \u201cVivemos uma crise na sa\u00fade p\u00fablica em que as mulheres n\u00e3o t\u00eam acesso aos exames, mamografia, ecografia mam\u00e1ria. \u00c0s vezes n\u00e3o consegue atendimento de um ginecologista\u201d, disse Paes. \u201cA demora \u00e9 o que torna tudo pior. O acesso [\u00e0 sa\u00fade] define a chance de cura. Aumenta de 90% a 95%.\u201d De acordo com a Secretaria de Sa\u00fade, a m\u00e9dia de mamografias realizadas nos hospitais da rede p\u00fablica \u00e9 de 2 mil por m\u00eas \u2013 o DF tem capacidade para 5,4 mil. 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H\u00e1 ainda quem comece a se preocupar somente aos 50, idade considerada de risco pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). No entanto, a doen\u00e7a tem rela\u00e7\u00e3o direta com o desenvolvimento da gl\u00e2ndula mam\u00e1ria, que come\u00e7a a crescer logo ap\u00f3s a primeira menstrua\u00e7\u00e3o, e por isso, pode aparecer antes mesmo dos 30 anos, segundo especialistas. \u201cQuanto maior o tempo de exposi\u00e7\u00e3o aos horm\u00f4nios [estr\u00f3geno e progesterona], mais a mulher fica suscet\u00edvel \u00e0s c\u00e9lulas malignas\u201d, disse o oncologista M\u00e1rcio Paes, m\u00e9dico no Instituto Alian\u00e7a, no Distrito Federal. Segundo ele, a incid\u00eancia da doen\u00e7a em mulheres com menos de 30 anos tem aumentado, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 um diagn\u00f3stico cient\u00edfico que explique este crescimento. A oncologista Ana Carolina Salles, do hospital Santa L\u00facia, disse ao G1 que nos casos de mulheres mais jovens a investiga\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica \u00e9 imprescind\u00edvel. \u201cGeralmente, elas t\u00eam hist\u00f3rico positivo para c\u00e2ncer de mama na fam\u00edlia.\u201d \u201cEssas meninas jovens precisam ser pesquisadas, porque podem estar carregando muta\u00e7\u00f5es que podem ser repassadas para as filhas.\u201d A m\u00e9dica, no entanto, destaca que o que c\u00e2ncer \u00e9 multifatorial e, por isso, tamb\u00e9m pode ser influenciado por quest\u00f5es externas, como o consumo de produtos industrializados. O oncologista Paes aposta no ritmo de vida estressante e acelerado e na exposi\u00e7\u00e3o hormonal precoce. \u201cAntigamente, as meninas menstruavam aos 14 anos e hoje isso j\u00e1 acontece aos 9 anos. 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A dica dos oncologista ouvidos pelo G1 \u00e9 o autoconhecimento. Para perceber qualquer altera\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica \u00e9 preciso que a mulher saiba como o pr\u00f3prio corpo funciona em condi\u00e7\u00f5es normais. \u201cQualquer mudan\u00e7a no formato, se aparecer caro\u00e7o, dor, mancha, procure um m\u00e9dico. 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