{"id":42899,"date":"2022-09-26T09:38:22","date_gmt":"2022-09-26T12:38:22","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=42899"},"modified":"2022-09-26T09:38:22","modified_gmt":"2022-09-26T12:38:22","slug":"nave-da-nasa-sera-lancada-contra-asteroide-para-tentar-mudar-sua-orbita-em-feito-inedito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=42899","title":{"rendered":"Nave da Nasa ser\u00e1 lan\u00e7ada contra asteroide para tentar mudar sua \u00f3rbita, em feito in\u00e9dito"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/100594226-files-this-file-artists-illustration-obtained-from-nasa-on-november-4-2021-shows-the.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-42900\" src=\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/100594226-files-this-file-artists-illustration-obtained-from-nasa-on-november-4-2021-shows-the-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"836\" height=\"557\" srcset=\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/100594226-files-this-file-artists-illustration-obtained-from-nasa-on-november-4-2021-shows-the-300x200.jpg 300w, https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/100594226-files-this-file-artists-illustration-obtained-from-nasa-on-november-4-2021-shows-the-768x513.jpg 768w, https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/100594226-files-this-file-artists-illustration-obtained-from-nasa-on-november-4-2021-shows-the-18x12.jpg 18w, https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/100594226-files-this-file-artists-illustration-obtained-from-nasa-on-november-4-2021-shows-the.jpg 876w\" sizes=\"(max-width: 836px) 100vw, 836px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Por volta das 20h desta segunda-feira no hor\u00e1rio de Bras\u00edlia, a 11 milh\u00f5es de quil\u00f4metros da Terra, uma sonda espacial do tamanho de uma geladeira vai colidir de frente e em a toda velocidade com um asteroide de 160 metros de di\u00e2metro. Ser\u00e1 a primeira vez que a humanidade tentar\u00e1 mudar o movimento de um corpo celeste, um ensaio geral para evitar impactos futuros que poderiam varrer uma cidade inteira do mapa. O impacto ser\u00e1 transmitido ao vivo no canal da ag\u00eancia no YouTube.<\/p>\n<p>Tom Statler, cientista-chefe dessa miss\u00e3o financiada pela Nasa, resume seu objetivo com uma frase de um filme: &#8220;N\u00e3o podemos deixar uma pedra do espa\u00e7o nos mergulhar de volta \u00e0 Idade da Pedra.&#8221;<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, s\u00e3o conhecidos mais de 95% de todos os asteroides maiores que um quil\u00f4metro de di\u00e2metro, capazes de deflagar uma cat\u00e1strofe planet\u00e1ria semelhante \u00e0 que resultou a extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Mais preocupantes s\u00e3o os corpos de 140 metros ou mais, semelhantes em destrui\u00e7\u00e3o a uma bomba nuclear e que abririam uma cratera de dois quil\u00f4metros de di\u00e2metro. Destes, apenas 40% s\u00e3o conhecidos, o que implica na exist\u00eancia de milhares de proj\u00e9teis desconhecidos cuja trajet\u00f3ria poderia cruzar nosso planeta em algum momento.<\/p>\n<p>\u2014 A probabilidade de voc\u00ea sobreviver ao impacto de um asteroide desse tamanho ao longo de sua vida \u00e9 aproximadamente a mesma que a de sua casa queimar \u2014 explica Statler, astrof\u00edsico do Escrit\u00f3rio de Prote\u00e7\u00e3o Planet\u00e1ria da Nasa, em entrevista por telefone. \u2014 Se temos seguro residencial para evitar ficar sem-teto, por que n\u00e3o ficarmos mais bem preparados caso um asteroide venha?<\/p>\n<p>A amea\u00e7a \u00e9 t\u00e3o significativa que em 2017 a Nasa aprovou o gasto de US$ 324 milh\u00f5es para tornar essa miss\u00e3o uma realidade.<\/p>\n<p>&#8220;Dart&#8221; significa dardo em ingl\u00eas e \u00e9 a sigla para Double Asteroid Redirection Test (Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo). Foi lan\u00e7ado em novembro de 2021 e atualmente vai na dire\u00e7\u00e3o de um par perfeito de asteroides para ensaiar seu plano. Trata-se de D\u00eddimo \u2014 g\u00eameo, em grego \u2014, uma rocha de 780 metros de di\u00e2metro, e sua pequena lua Dimorfo, que completa uma volta em torno dela a cada 11,9 horas.<\/p>\n<p>A nave est\u00e1 equipada com um sistema de navega\u00e7\u00e3o aut\u00f4nomo que a far\u00e1 colidir com o centro de Dimorfo a cerca de 22 mil quil\u00f4metros por hora. O Dart pesa 570 quilos, cerca de 10 milh\u00f5es de vezes menos que Dimorfo. Mas, se tudo correr bem, o impacto desacelerar\u00e1 o asteroide e o far\u00e1 cair levemente em dire\u00e7\u00e3o a D\u00eddimo, de modo que sua \u00f3rbita ser\u00e1 encurtada em alguns minutos ou, o que daria na mesma, se desviar\u00e1 cerca de 15 metros, segundo Statler.<\/p>\n<p>Pode n\u00e3o parecer muito, mas \u00e9 uma grande conquista, considerando que ningu\u00e9m nessa miss\u00e3o sabe como \u00e9 o asteroide, do que ele \u00e9 feito ou o qu\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 a miss\u00e3o porque est\u00e1 t\u00e3o longe. Para telesc\u00f3pios terrestres, esse par \u00e9 apenas um pequeno ponto de luz indecifr\u00e1vel.<\/p>\n<p>Espera-se que a c\u00e2mera do Dart revele a apar\u00eancia de Dimorfo 45 minutos antes do impacto. A princ\u00edpio, ser\u00e1 um mero pixel de luz, mas nos \u00faltimos 30 minutos ficar\u00e1 cada vez maior a cada segundo, tempo em que a sonda captura imagens e as envia de volta \u00e0 Terra. Em seus \u00faltimos momentos de vida, a nave mostrar\u00e1 a superf\u00edcie de Dimorfo com detalhes suficientes para distinguir pedras do tamanho de uma laranja.<\/p>\n<p>E depois, nada.<\/p>\n<p>A primeira prova de que o Dart atingiu seu primeiro objetivo \u2014 colidir com o asteroide \u2014 ser\u00e1 a perda de sinal. O sil\u00eancio ser\u00e1 capturado pelo centro de controle, localizado no Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada da Universidade Johns Hopkins (EUA), e confirmado pelo conjunto de antenas de espa\u00e7o profundo da Nasa. O impacto \u00e9 esperado para segunda-feira no Brasil, ter\u00e7a-feira na Europa.<\/p>\n<p>A tr\u00eas minutos do Dart \u2014 cerca de mil quil\u00f4metros atr\u00e1s \u2014 est\u00e1 o LICIACube, um pequeno sat\u00e9lite desenvolvido pela Ag\u00eancia Espacial Italiana. Esse dispositivo do tamanho de uma torradeira se desligou da sonda principal alguns dias atr\u00e1s. Ap\u00f3s o choque, ele far\u00e1 uma passagem a 55 quil\u00f4metros da superf\u00edcie de Dimorfo e seguir\u00e1 por alguns minutos. N\u00e3o est\u00e1 claro quando as primeiras imagens da cratera e da nuvem levantada pela colis\u00e3o chegar\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 Esperamos t\u00ea-las um ou dois dias depois, no m\u00e1ximo \u2014 explica Stavro Ivanovski, astrof\u00edsico da miss\u00e3o.<\/p>\n<p>A trilha de poeira e sujeira levantada pelo Dart atuar\u00e1 como um foguete de refor\u00e7o para ajudar a desacelerar o asteroide. O telesc\u00f3pio espacial James Web, o Hubble e muitos observat\u00f3rios terrestres apontar\u00e3o suas lentes para o par de asteroides para tentar captar detritos do impacto.<\/p>\n<p>Os dois corpos funcionam como um rel\u00f3gio de alta precis\u00e3o. Quando Dimorfo passa na frente de D\u00eddimo ele produz um pequeno eclipse que acontece com uma cad\u00eancia perfeita. Nas horas, dias ou no m\u00e1ximo semanas ap\u00f3s a colis\u00e3o, os telesc\u00f3pios poder\u00e3o confirmar se o Dart conseguiu seu segundo objetivo: mudar a \u00f3rbita do asteroide.<\/p>\n<p>Mesmo que a miss\u00e3o seja um sucesso, ser\u00e3o necess\u00e1rios anos ou d\u00e9cadas de desenvolvimento tecnol\u00f3gico para poder lidar com uma amea\u00e7a real. Um marco importante ser\u00e1 alcan\u00e7ado pelo lan\u00e7amento da Hera, uma miss\u00e3o da Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA) financiada com 130 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>A sonda decolar\u00e1 em 2024 e, dois anos depois, chegar\u00e1 a D\u00eddimo e ao que resta de Dimorfo para segui-los por meses. Essa ser\u00e1 a primeira espa\u00e7onave capaz de determinar com precis\u00e3o a massa, composi\u00e7\u00e3o e estrutura interna desses dois asteroides e realizar\u00e1 uma reconstru\u00e7\u00e3o tridimensional detalhada da cratera deixada pelo Dart.<\/p>\n<p>\u2014 Precisamos de toneladas de dados para validar essa t\u00e9cnica de desviar asteroides por impacto, e Hera ser\u00e1 a miss\u00e3o que nos permitir\u00e1 desenvolver essa nova tecnologia \u2014 explica Ian Carnelli, chefe do projeto.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 que um sistema como esse esteja pronto em cerca de 30 anos. Se houvesse uma amea\u00e7a, uma ou mais sondas de impacto poderiam ser projetadas em dois anos, &#8220;um tempo muito curto para os ritmos da ind\u00fastria espacial&#8221;, diz Carnelli.<\/p>\n<p>Tudo isso funcionaria se o asteroide viesse das partes externas do Sistema Solar. No entanto, se vier do lado oposto, na dire\u00e7\u00e3o do Sol, talvez n\u00e3o possamos detect\u00e1-lo at\u00e9 que seja tarde demais. Isso j\u00e1 aconteceu no inverno de 2013, quando um corpo celeste caiu na Sib\u00e9ria (R\u00fassia), causando mais de mil feridos devido \u00e0s janelas quebradas. Ele tinha apenas 17 metros de di\u00e2metro.<\/p>\n<p><strong>Noticias em Destaque<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Fonte: ClickPB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por volta das 20h desta segunda-feira no hor\u00e1rio de Bras\u00edlia, a 11 milh\u00f5es de quil\u00f4metros da Terra, uma sonda espacial do tamanho de uma geladeira vai colidir de frente e em a toda velocidade com um asteroide de 160 metros de di\u00e2metro. Ser\u00e1 a primeira vez que a humanidade tentar\u00e1 mudar o movimento de um corpo celeste, um ensaio geral para evitar impactos futuros que poderiam varrer uma cidade inteira do mapa. 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Foi lan\u00e7ado em novembro de 2021 e atualmente vai na dire\u00e7\u00e3o de um par perfeito de asteroides para ensaiar seu plano. Trata-se de D\u00eddimo \u2014 g\u00eameo, em grego \u2014, uma rocha de 780 metros de di\u00e2metro, e sua pequena lua Dimorfo, que completa uma volta em torno dela a cada 11,9 horas. A nave est\u00e1 equipada com um sistema de navega\u00e7\u00e3o aut\u00f4nomo que a far\u00e1 colidir com o centro de Dimorfo a cerca de 22 mil quil\u00f4metros por hora. O Dart pesa 570 quilos, cerca de 10 milh\u00f5es de vezes menos que Dimorfo. Mas, se tudo correr bem, o impacto desacelerar\u00e1 o asteroide e o far\u00e1 cair levemente em dire\u00e7\u00e3o a D\u00eddimo, de modo que sua \u00f3rbita ser\u00e1 encurtada em alguns minutos ou, o que daria na mesma, se desviar\u00e1 cerca de 15 metros, segundo Statler. 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Foi lan\u00e7ado em novembro de 2021 e atualmente vai na dire\u00e7\u00e3o de um par perfeito de asteroides para ensaiar seu plano. Trata-se de D\u00eddimo \u2014 g\u00eameo, em grego \u2014, uma rocha de 780 metros de di\u00e2metro, e sua pequena lua Dimorfo, que completa uma volta em torno dela a cada 11,9 horas. A nave est\u00e1 equipada com um sistema de navega\u00e7\u00e3o aut\u00f4nomo que a far\u00e1 colidir com o centro de Dimorfo a cerca de 22 mil quil\u00f4metros por hora. O Dart pesa 570 quilos, cerca de 10 milh\u00f5es de vezes menos que Dimorfo. Mas, se tudo correr bem, o impacto desacelerar\u00e1 o asteroide e o far\u00e1 cair levemente em dire\u00e7\u00e3o a D\u00eddimo, de modo que sua \u00f3rbita ser\u00e1 encurtada em alguns minutos ou, o que daria na mesma, se desviar\u00e1 cerca de 15 metros, segundo Statler. Pode n\u00e3o parecer muito, mas \u00e9 uma grande conquista, considerando que ningu\u00e9m nessa miss\u00e3o sabe como \u00e9 o asteroide, do que ele \u00e9 feito ou o qu\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 a miss\u00e3o porque est\u00e1 t\u00e3o longe. Para telesc\u00f3pios terrestres, esse par \u00e9 apenas um pequeno ponto de luz indecifr\u00e1vel. Espera-se que a c\u00e2mera do Dart revele a apar\u00eancia de Dimorfo 45 minutos antes do impacto. A princ\u00edpio, ser\u00e1 um mero pixel de luz, mas nos \u00faltimos 30 minutos ficar\u00e1 cada vez maior a cada segundo, tempo em que a sonda captura imagens e as envia de volta \u00e0 Terra. Em seus \u00faltimos momentos de vida, a nave mostrar\u00e1 a superf\u00edcie de Dimorfo com detalhes suficientes para distinguir pedras do tamanho de uma laranja. E depois, nada. A primeira prova de que o Dart atingiu seu primeiro objetivo \u2014 colidir com o asteroide \u2014 ser\u00e1 a perda de sinal. O sil\u00eancio ser\u00e1 capturado pelo centro de controle, localizado no Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada da Universidade Johns Hopkins (EUA), e confirmado pelo conjunto de antenas de espa\u00e7o profundo da Nasa. O impacto \u00e9 esperado para segunda-feira no Brasil, ter\u00e7a-feira na Europa. A tr\u00eas minutos do Dart \u2014 cerca de mil quil\u00f4metros atr\u00e1s \u2014 est\u00e1 o LICIACube, um pequeno sat\u00e9lite desenvolvido pela Ag\u00eancia Espacial Italiana. Esse dispositivo do tamanho de uma torradeira se desligou da sonda principal alguns dias atr\u00e1s. Ap\u00f3s o choque, ele far\u00e1 uma passagem a 55 quil\u00f4metros da superf\u00edcie de Dimorfo e seguir\u00e1 por alguns minutos. N\u00e3o est\u00e1 claro quando as primeiras imagens da cratera e da nuvem levantada pela colis\u00e3o chegar\u00e3o. \u2014 Esperamos t\u00ea-las um ou dois dias depois, no m\u00e1ximo \u2014 explica Stavro Ivanovski, astrof\u00edsico da miss\u00e3o. A trilha de poeira e sujeira levantada pelo Dart atuar\u00e1 como um foguete de refor\u00e7o para ajudar a desacelerar o asteroide. O telesc\u00f3pio espacial James Web, o Hubble e muitos observat\u00f3rios terrestres apontar\u00e3o suas lentes para o par de asteroides para tentar captar detritos do impacto. Os dois corpos funcionam como um rel\u00f3gio de alta precis\u00e3o. Quando Dimorfo passa na frente de D\u00eddimo ele produz um pequeno eclipse que acontece com uma cad\u00eancia perfeita. Nas horas, dias ou no m\u00e1ximo semanas ap\u00f3s a colis\u00e3o, os telesc\u00f3pios poder\u00e3o confirmar se o Dart conseguiu seu segundo objetivo: mudar a \u00f3rbita do asteroide. Mesmo que a miss\u00e3o seja um sucesso, ser\u00e3o necess\u00e1rios anos ou d\u00e9cadas de desenvolvimento tecnol\u00f3gico para poder lidar com uma amea\u00e7a real. 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Ser\u00e1 a primeira vez que a humanidade tentar\u00e1 mudar o movimento de um corpo celeste, um ensaio geral para evitar impactos futuros que poderiam varrer uma cidade inteira do mapa. O impacto ser\u00e1 transmitido ao vivo no canal da ag\u00eancia no YouTube. Tom Statler, cientista-chefe dessa miss\u00e3o financiada pela Nasa, resume seu objetivo com uma frase de um filme: &#8220;N\u00e3o podemos deixar uma pedra do espa\u00e7o nos mergulhar de volta \u00e0 Idade da Pedra.&#8221; At\u00e9 agora, s\u00e3o conhecidos mais de 95% de todos os asteroides maiores que um quil\u00f4metro de di\u00e2metro, capazes de deflagar uma cat\u00e1strofe planet\u00e1ria semelhante \u00e0 que resultou a extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos. Mais preocupantes s\u00e3o os corpos de 140 metros ou mais, semelhantes em destrui\u00e7\u00e3o a uma bomba nuclear e que abririam uma cratera de dois quil\u00f4metros de di\u00e2metro. Destes, apenas 40% s\u00e3o conhecidos, o que implica na exist\u00eancia de milhares de proj\u00e9teis desconhecidos cuja trajet\u00f3ria poderia cruzar nosso planeta em algum momento. \u2014 A probabilidade de voc\u00ea sobreviver ao impacto de um asteroide desse tamanho ao longo de sua vida \u00e9 aproximadamente a mesma que a de sua casa queimar \u2014 explica Statler, astrof\u00edsico do Escrit\u00f3rio de Prote\u00e7\u00e3o Planet\u00e1ria da Nasa, em entrevista por telefone. \u2014 Se temos seguro residencial para evitar ficar sem-teto, por que n\u00e3o ficarmos mais bem preparados caso um asteroide venha? A amea\u00e7a \u00e9 t\u00e3o significativa que em 2017 a Nasa aprovou o gasto de US$ 324 milh\u00f5es para tornar essa miss\u00e3o uma realidade. &#8220;Dart&#8221; significa dardo em ingl\u00eas e \u00e9 a sigla para Double Asteroid Redirection Test (Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo). Foi lan\u00e7ado em novembro de 2021 e atualmente vai na dire\u00e7\u00e3o de um par perfeito de asteroides para ensaiar seu plano. Trata-se de D\u00eddimo \u2014 g\u00eameo, em grego \u2014, uma rocha de 780 metros de di\u00e2metro, e sua pequena lua Dimorfo, que completa uma volta em torno dela a cada 11,9 horas. A nave est\u00e1 equipada com um sistema de navega\u00e7\u00e3o aut\u00f4nomo que a far\u00e1 colidir com o centro de Dimorfo a cerca de 22 mil quil\u00f4metros por hora. O Dart pesa 570 quilos, cerca de 10 milh\u00f5es de vezes menos que Dimorfo. Mas, se tudo correr bem, o impacto desacelerar\u00e1 o asteroide e o far\u00e1 cair levemente em dire\u00e7\u00e3o a D\u00eddimo, de modo que sua \u00f3rbita ser\u00e1 encurtada em alguns minutos ou, o que daria na mesma, se desviar\u00e1 cerca de 15 metros, segundo Statler. Pode n\u00e3o parecer muito, mas \u00e9 uma grande conquista, considerando que ningu\u00e9m nessa miss\u00e3o sabe como \u00e9 o asteroide, do que ele \u00e9 feito ou o qu\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 a miss\u00e3o porque est\u00e1 t\u00e3o longe. Para telesc\u00f3pios terrestres, esse par \u00e9 apenas um pequeno ponto de luz indecifr\u00e1vel. Espera-se que a c\u00e2mera do Dart revele a apar\u00eancia de Dimorfo 45 minutos antes do impacto. A princ\u00edpio, ser\u00e1 um mero pixel de luz, mas nos \u00faltimos 30 minutos ficar\u00e1 cada vez maior a cada segundo, tempo em que a sonda captura imagens e as envia de volta \u00e0 Terra. Em seus \u00faltimos momentos de vida, a nave mostrar\u00e1 a superf\u00edcie de Dimorfo com detalhes suficientes para distinguir pedras do tamanho de uma laranja. E depois, nada. A primeira prova de que o Dart atingiu seu primeiro objetivo \u2014 colidir com o asteroide \u2014 ser\u00e1 a perda de sinal. O sil\u00eancio ser\u00e1 capturado pelo centro de controle, localizado no Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada da Universidade Johns Hopkins (EUA), e confirmado pelo conjunto de antenas de espa\u00e7o profundo da Nasa. O impacto \u00e9 esperado para segunda-feira no Brasil, ter\u00e7a-feira na Europa. A tr\u00eas minutos do Dart \u2014 cerca de mil quil\u00f4metros atr\u00e1s \u2014 est\u00e1 o LICIACube, um pequeno sat\u00e9lite desenvolvido pela Ag\u00eancia Espacial Italiana. Esse dispositivo do tamanho de uma torradeira se desligou da sonda principal alguns dias atr\u00e1s. Ap\u00f3s o choque, ele far\u00e1 uma passagem a 55 quil\u00f4metros da superf\u00edcie de Dimorfo e seguir\u00e1 por alguns minutos. N\u00e3o est\u00e1 claro quando as primeiras imagens da cratera e da nuvem levantada pela colis\u00e3o chegar\u00e3o. \u2014 Esperamos t\u00ea-las um ou dois dias depois, no m\u00e1ximo \u2014 explica Stavro Ivanovski, astrof\u00edsico da miss\u00e3o. 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Um marco importante ser\u00e1 alcan\u00e7ado pelo lan\u00e7amento da Hera, uma miss\u00e3o da Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA) financiada com 130 milh\u00f5es de euros. A sonda decolar\u00e1 em 2024 e, dois anos depois, chegar\u00e1 a D\u00eddimo e ao que resta de Dimorfo para segui-los por meses. Essa ser\u00e1 a primeira espa\u00e7onave capaz de determinar com precis\u00e3o a massa, composi\u00e7\u00e3o e estrutura interna desses dois asteroides e realizar\u00e1 uma reconstru\u00e7\u00e3o tridimensional detalhada da cratera deixada pelo Dart. \u2014 Precisamos de toneladas de dados para validar essa t\u00e9cnica de desviar asteroides por impacto, e Hera ser\u00e1 a miss\u00e3o que nos permitir\u00e1 desenvolver essa nova tecnologia \u2014 explica Ian Carnelli, chefe do projeto. A ideia \u00e9 que um sistema como esse esteja pronto em cerca de 30 anos. 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