{"id":4223,"date":"2017-09-11T20:56:57","date_gmt":"2017-09-11T23:56:57","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemdestaque.com\/cd\/?p=4223"},"modified":"2017-09-11T20:56:57","modified_gmt":"2017-09-11T23:56:57","slug":"trabalho-estressante-pode-ser-pior-do-que-desemprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=4223","title":{"rendered":"Trabalho estressante pode ser pior do que desemprego"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/caririemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/11-09-2017.133421_2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-4224 alignleft\" src=\"http:\/\/caririemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/11-09-2017.133421_2-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a>Diante do desemprego, ainda mais quando prolongado, a necessidade de ter uma renda fixa e o m\u00ednimo de estabilidade pode fazer com que escolhamos a primeira op\u00e7\u00e3o que surgir (mesmo que pague pouco). Afinal, qualquer trabalho \u00e9 melhor do que trabalho nenhum, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p>Terceira idade ganha espa\u00e7o no mercado de trabalho\u2018Usar a internet reduz nossa vontade de nos desafiar mentalmente\u2019, diz pesquisador<\/p>\n<p>N\u00e3o necessariamente. \u00c9 verdade que alguns estudos mostram que pessoas desempregadas por muito tempo t\u00eam o dobro de risco de desenvolver doen\u00e7a mental, como depress\u00e3o e ansiedade, e altas chances de ter ataque card\u00edaco ou acidente vascular cerebral (AVC).<\/p>\n<p>Por\u00e9m, um estudo publicado recentemente no International Journal of Epidemiology alerta que qualquer trabalho n\u00e3o \u00e9 necessariamente melhor do que trabalho nenhum. Na verdade, um emprego de m\u00e1 qualidade pode aumentar o estresse e, com o tempo, causar alguma doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Pesquisadores da Universidade de Manchester selecionaram 1.116 pessoas, entre 35 e 75 anos, que estavam desempregadas em 2009 e as acompanharam por dois anos. Eles mediram indicadores de estresse cr\u00f4nico, como colesterol &#8216;ruim&#8217;, n\u00edveis de prote\u00edna C reativa (produzida pelo f\u00edgado quando h\u00e1 inflama\u00e7\u00e3o) e press\u00e3o sangu\u00ednea, por exemplo.<\/p>\n<p>A qualidade dos ganhos, seguran\u00e7a do mercado de trabalho e qualidade do ambiente de atua\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foram consideradas, assim como satisfa\u00e7\u00e3o, ansiedade, autonomia e inseguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho.<\/p>\n<p>Quem foi para um emprego ruim teve n\u00edveis mais altos de indicadores de estresse do que aqueles que continuaram desempregados. Ou seja, o simples fato de ter um emprego n\u00e3o melhora a sa\u00fade f\u00edsica e mental.<\/p>\n<p>\u201cPara as pessoas, \u00e9 muito importante ter um emprego de boa qualidade porque, al\u00e9m da renda, o trabalho traz muitos benef\u00edcios sociais, psicossociais e de sa\u00fade\u201d, disse ao E+ Tarani Chandola, professor de sociologia m\u00e9dica e pesquisador que responde pelo estudo.<\/p>\n<p>Segundo ele, mesmo que ter uma renda seja bom, um trabalho ruim n\u00e3o traz esses benef\u00edcios se comparado com estar desempregado. Al\u00e9m disso, pessoas em um emprego ruim t\u00eam maiores taxas de mortalidade e sa\u00fade mais fraca, assim como as que n\u00e3o t\u00eam emprego.<\/p>\n<p>\u00c9 importante notar que altos n\u00edveis de inflama\u00e7\u00e3o n\u00e3o significam necessariamente que a pessoa em um emprego de m\u00e1 qualidade estava doente. Os indicadores s\u00e3o o primeiro sinal que podem levar a alguma doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Diante do desemprego, ainda mais quando prolongado, a necessidade de ter uma renda fixa e o m\u00ednimo de estabilidade pode fazer com que escolhamos a primeira op\u00e7\u00e3o que surgir (mesmo que pague pouco). Afinal, qualquer trabalho \u00e9 melhor do que trabalho nenhum, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p>Terceira idade ganha espa\u00e7o no mercado de trabalho\u2018Usar a internet reduz nossa vontade de nos desafiar mentalmente\u2019, diz pesquisador<\/p>\n<p>N\u00e3o necessariamente. \u00c9 verdade que alguns estudos mostram que pessoas desempregadas por muito tempo t\u00eam o dobro de risco de desenvolver doen\u00e7a mental, como depress\u00e3o e ansiedade, e altas chances de ter ataque card\u00edaco ou acidente vascular cerebral (AVC).<\/p>\n<p>Por\u00e9m, um estudo publicado recentemente no International Journal of Epidemiology alerta que qualquer trabalho n\u00e3o \u00e9 necessariamente melhor do que trabalho nenhum. Na verdade, um emprego de m\u00e1 qualidade pode aumentar o estresse e, com o tempo, causar alguma doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Pesquisadores da Universidade de Manchester selecionaram 1.116 pessoas, entre 35 e 75 anos, que estavam desempregadas em 2009 e as acompanharam por dois anos. Eles mediram indicadores de estresse cr\u00f4nico, como colesterol &#8216;ruim&#8217;, n\u00edveis de prote\u00edna C reativa (produzida pelo f\u00edgado quando h\u00e1 inflama\u00e7\u00e3o) e press\u00e3o sangu\u00ednea, por exemplo.<\/p>\n<p>Se comparadas com aquelas que foram para um emprego bom, as pessoas que transitaram para um trabalho de m\u00e1 qualidade apresentaram n\u00edveis mais altos de inflama\u00e7\u00e3o e menor taxa de depura\u00e7\u00e3o da prote\u00edna C, fator negativo para a sa\u00fade.<\/p>\n<p>A qualidade dos ganhos, seguran\u00e7a do mercado de trabalho e qualidade do ambiente de atua\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foram consideradas, assim como satisfa\u00e7\u00e3o, ansiedade, autonomia e inseguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho.<\/p>\n<p>Quem foi para um emprego ruim teve n\u00edveis mais altos de indicadores de estresse do que aqueles que continuaram desempregados. Ou seja, o simples fato de ter um emprego n\u00e3o melhora a sa\u00fade f\u00edsica e mental.<\/p>\n<p>\u201cPara as pessoas, \u00e9 muito importante ter um emprego de boa qualidade porque, al\u00e9m da renda, o trabalho traz muitos benef\u00edcios sociais, psicossociais e de sa\u00fade\u201d, disse ao E+ Tarani Chandola, professor de sociologia m\u00e9dica e pesquisador que responde pelo estudo.<\/p>\n<p>Segundo ele, mesmo que ter uma renda seja bom, um trabalho ruim n\u00e3o traz esses benef\u00edcios se comparado com estar desempregado. Al\u00e9m disso, pessoas em um emprego ruim t\u00eam maiores taxas de mortalidade e sa\u00fade mais fraca, assim como as que n\u00e3o t\u00eam emprego.<\/p>\n<p>\u00c9 importante notar que altos n\u00edveis de inflama\u00e7\u00e3o n\u00e3o significam necessariamente que a pessoa em um emprego de m\u00e1 qualidade estava doente. Os indicadores s\u00e3o o primeiro sinal que podem levar a alguma doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Do sentimento ao f\u00edsico. Os sentimentos gerados pela aus\u00eancia de trabalho ou de um trabalho ruim v\u00eam do significado que damos a essa atividade social. \u201cSe voc\u00ea tem o trabalho como algo importante desde o nascimento \u2013 porque os pais sa\u00edam de casa para isso \u2013, e que traz bons resultados, a partir do momento que fica sem, \u00e9 um sentimento de menos valia, de fracasso, ser \u00fatil perde o sentido\u201d, diz o psic\u00f3logo e orientador profissional Valdemar Bacalhau.<\/p>\n<p>Ele explica que quando esses sentimentos n\u00e3o s\u00e3o elaborados, ou seja, a pessoa n\u00e3o fala sobre os problemas que a afligem e n\u00e3o ressignifica o valor do trabalho, eles se transformam em doen\u00e7as f\u00edsicas. \u201cSe aquilo n\u00e3o for trabalhado em psicoterapia, o corpo vai pagar o pre\u00e7o, porque o que n\u00e3o \u00e9 elaborado na fala se transforma em sintoma f\u00edsico\u201d, explica. \u201c[A pessoa] precisa ter um espa\u00e7o de escuta para que possa falar\u201d, completa.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador Chandola, sal\u00e1rio baixo \u00e9 um dos fatores que afetam a sa\u00fade em um trabalho de m\u00e1 qualidade. Ele diz que a maioria das pessoas nessa condi\u00e7\u00e3o ganhava cerca ou abaixo do sal\u00e1rio m\u00ednimo no Reino Unido, onde a pesquisa foi feita.<\/p>\n<p>Outro fator que contribui negativamente para a sa\u00fade \u00e9 a falta de controle no trabalho. \u201cPara muitos trabalhadores, ter algum grau de flexibilidade sobre as horas de trabalho \u00e9 importante para que eles gerenciem outros estressores da vida deles\u201d, pontua Chandola.<\/p>\n<p>Readapta\u00e7\u00e3o. Bacalhau diz que \u00e9 muito comum entre a gera\u00e7\u00e3o a partir da d\u00e9cada de 1990 ter duas forma\u00e7\u00f5es profissionais. \u201cAlgumas conseguem, na primeira profiss\u00e3o, seguran\u00e7a financeira, realizar sonhos. Depois, elas fazem o que querem. Isso ocorre com homens e mulheres no Brasil aos 40 anos de idade\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Nessa fase, quando n\u00e3o se v\u00ea crescimento no trabalho e sentido na vida, procurar uma reorienta\u00e7\u00e3o profissional pode ajudar. Outra sa\u00edda \u00e9 ter o controle da pr\u00f3pria carreira, que n\u00e3o precisa estar dentro de uma organiza\u00e7\u00e3o. \u201cCria-se um produto pr\u00f3prio e vende para os locais onde trabalhava\u201d, exemplifica o psic\u00f3logo.<\/p>\n<p>Essa decis\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 mais dif\u00edcil, pois se o cen\u00e1rio do mundo do trabalho \u00e9 negativo, o medo da instabilidade e o significado que o trabalho tem para a sociedade podem barrar essa ideia, mesmo que a atividade afete a sa\u00fade. \u201cO trabalho \u00e9 uma parte muito grande da nossa vida e precisa ter sentido\u201d, diz Bacalhau.<\/p>\n<p>Para quem est\u00e1 desempregado, ele orienta repensar a carreira e fazer um planejamento, buscar todos os servi\u00e7os dispon\u00edveis para se reinserir no mundo do trabalho e elaborar o sentido dele de maneira terap\u00eautica.<\/p>\n<p><em><strong>Cariri em Destaque<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Com Estad\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante do desemprego, ainda mais quando prolongado, a necessidade de ter uma renda fixa e o m\u00ednimo de estabilidade pode fazer com que escolhamos a primeira op\u00e7\u00e3o que surgir (mesmo que pague pouco). Afinal, qualquer trabalho \u00e9 melhor do que trabalho nenhum, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Terceira idade ganha espa\u00e7o no mercado de trabalho\u2018Usar a internet reduz nossa vontade de nos desafiar mentalmente\u2019, diz pesquisador N\u00e3o necessariamente. \u00c9 verdade que alguns estudos mostram que pessoas desempregadas por muito tempo t\u00eam o dobro de risco de desenvolver doen\u00e7a mental, como depress\u00e3o e ansiedade, e altas chances de ter ataque card\u00edaco ou acidente vascular cerebral (AVC). Por\u00e9m, um estudo publicado recentemente no International Journal of Epidemiology alerta que qualquer trabalho n\u00e3o \u00e9 necessariamente melhor do que trabalho nenhum. Na verdade, um emprego de m\u00e1 qualidade pode aumentar o estresse e, com o tempo, causar alguma doen\u00e7a. Pesquisadores da Universidade de Manchester selecionaram 1.116 pessoas, entre 35 e 75 anos, que estavam desempregadas em 2009 e as acompanharam por dois anos. Eles mediram indicadores de estresse cr\u00f4nico, como colesterol &#8216;ruim&#8217;, n\u00edveis de prote\u00edna C reativa (produzida pelo f\u00edgado quando h\u00e1 inflama\u00e7\u00e3o) e press\u00e3o sangu\u00ednea, por exemplo. A qualidade dos ganhos, seguran\u00e7a do mercado de trabalho e qualidade do ambiente de atua\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foram consideradas, assim como satisfa\u00e7\u00e3o, ansiedade, autonomia e inseguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho. Quem foi para um emprego ruim teve n\u00edveis mais altos de indicadores de estresse do que aqueles que continuaram desempregados. Ou seja, o simples fato de ter um emprego n\u00e3o melhora a sa\u00fade f\u00edsica e mental. \u201cPara as pessoas, \u00e9 muito importante ter um emprego de boa qualidade porque, al\u00e9m da renda, o trabalho traz muitos benef\u00edcios sociais, psicossociais e de sa\u00fade\u201d, disse ao E+ Tarani Chandola, professor de sociologia m\u00e9dica e pesquisador que responde pelo estudo. Segundo ele, mesmo que ter uma renda seja bom, um trabalho ruim n\u00e3o traz esses benef\u00edcios se comparado com estar desempregado. Al\u00e9m disso, pessoas em um emprego ruim t\u00eam maiores taxas de mortalidade e sa\u00fade mais fraca, assim como as que n\u00e3o t\u00eam emprego. \u00c9 importante notar que altos n\u00edveis de inflama\u00e7\u00e3o n\u00e3o significam necessariamente que a pessoa em um emprego de m\u00e1 qualidade estava doente. 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Na verdade, um emprego de m\u00e1 qualidade pode aumentar o estresse e, com o tempo, causar alguma doen\u00e7a. Pesquisadores da Universidade de Manchester selecionaram 1.116 pessoas, entre 35 e 75 anos, que estavam desempregadas em 2009 e as acompanharam por dois anos. Eles mediram indicadores de estresse cr\u00f4nico, como colesterol &#8216;ruim&#8217;, n\u00edveis de prote\u00edna C reativa (produzida pelo f\u00edgado quando h\u00e1 inflama\u00e7\u00e3o) e press\u00e3o sangu\u00ednea, por exemplo. Se comparadas com aquelas que foram para um emprego bom, as pessoas que transitaram para um trabalho de m\u00e1 qualidade apresentaram n\u00edveis mais altos de inflama\u00e7\u00e3o e menor taxa de depura\u00e7\u00e3o da prote\u00edna C, fator negativo para a sa\u00fade. A qualidade dos ganhos, seguran\u00e7a do mercado de trabalho e qualidade do ambiente de atua\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foram consideradas, assim como satisfa\u00e7\u00e3o, ansiedade, autonomia e inseguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho. Quem foi para um emprego ruim teve n\u00edveis mais altos de indicadores de estresse do que aqueles que continuaram desempregados. Ou seja, o simples fato de ter um emprego n\u00e3o melhora a sa\u00fade f\u00edsica e mental. \u201cPara as pessoas, \u00e9 muito importante ter um emprego de boa qualidade porque, al\u00e9m da renda, o trabalho traz muitos benef\u00edcios sociais, psicossociais e de sa\u00fade\u201d, disse ao E+ Tarani Chandola, professor de sociologia m\u00e9dica e pesquisador que responde pelo estudo. Segundo ele, mesmo que ter uma renda seja bom, um trabalho ruim n\u00e3o traz esses benef\u00edcios se comparado com estar desempregado. Al\u00e9m disso, pessoas em um emprego ruim t\u00eam maiores taxas de mortalidade e sa\u00fade mais fraca, assim como as que n\u00e3o t\u00eam emprego. \u00c9 importante notar que altos n\u00edveis de inflama\u00e7\u00e3o n\u00e3o significam necessariamente que a pessoa em um emprego de m\u00e1 qualidade estava doente. Os indicadores s\u00e3o o primeiro sinal que podem levar a alguma doen\u00e7a. Do sentimento ao f\u00edsico. Os sentimentos gerados pela aus\u00eancia de trabalho ou de um trabalho ruim v\u00eam do significado que damos a essa atividade social. \u201cSe voc\u00ea tem o trabalho como algo importante desde o nascimento \u2013 porque os pais sa\u00edam de casa para isso \u2013, e que traz bons resultados, a partir do momento que fica sem, \u00e9 um sentimento de menos valia, de fracasso, ser \u00fatil perde o sentido\u201d, diz o psic\u00f3logo e orientador profissional Valdemar Bacalhau. Ele explica que quando esses sentimentos n\u00e3o s\u00e3o elaborados, ou seja, a pessoa n\u00e3o fala sobre os problemas que a afligem e n\u00e3o ressignifica o valor do trabalho, eles se transformam em doen\u00e7as f\u00edsicas. \u201cSe aquilo n\u00e3o for trabalhado em psicoterapia, o corpo vai pagar o pre\u00e7o, porque o que n\u00e3o \u00e9 elaborado na fala se transforma em sintoma f\u00edsico\u201d, explica. \u201c[A pessoa] precisa ter um espa\u00e7o de escuta para que possa falar\u201d, completa. De acordo com o pesquisador Chandola, sal\u00e1rio baixo \u00e9 um dos fatores que afetam a sa\u00fade em um trabalho de m\u00e1 qualidade. Ele diz que a maioria das pessoas nessa condi\u00e7\u00e3o ganhava cerca ou abaixo do sal\u00e1rio m\u00ednimo no Reino Unido, onde a pesquisa foi feita. 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Afinal, qualquer trabalho \u00e9 melhor do que trabalho nenhum, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Terceira idade ganha espa\u00e7o no mercado de trabalho\u2018Usar a internet reduz nossa vontade de nos desafiar mentalmente\u2019, diz pesquisador N\u00e3o necessariamente. \u00c9 verdade que alguns estudos mostram que pessoas desempregadas por muito tempo t\u00eam o dobro de risco de desenvolver doen\u00e7a mental, como depress\u00e3o e ansiedade, e altas chances de ter ataque card\u00edaco ou acidente vascular cerebral (AVC). Por\u00e9m, um estudo publicado recentemente no International Journal of Epidemiology alerta que qualquer trabalho n\u00e3o \u00e9 necessariamente melhor do que trabalho nenhum. Na verdade, um emprego de m\u00e1 qualidade pode aumentar o estresse e, com o tempo, causar alguma doen\u00e7a. Pesquisadores da Universidade de Manchester selecionaram 1.116 pessoas, entre 35 e 75 anos, que estavam desempregadas em 2009 e as acompanharam por dois anos. Eles mediram indicadores de estresse cr\u00f4nico, como colesterol &#8216;ruim&#8217;, n\u00edveis de prote\u00edna C reativa (produzida pelo f\u00edgado quando h\u00e1 inflama\u00e7\u00e3o) e press\u00e3o sangu\u00ednea, por exemplo. A qualidade dos ganhos, seguran\u00e7a do mercado de trabalho e qualidade do ambiente de atua\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foram consideradas, assim como satisfa\u00e7\u00e3o, ansiedade, autonomia e inseguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho. Quem foi para um emprego ruim teve n\u00edveis mais altos de indicadores de estresse do que aqueles que continuaram desempregados. Ou seja, o simples fato de ter um emprego n\u00e3o melhora a sa\u00fade f\u00edsica e mental. \u201cPara as pessoas, \u00e9 muito importante ter um emprego de boa qualidade porque, al\u00e9m da renda, o trabalho traz muitos benef\u00edcios sociais, psicossociais e de sa\u00fade\u201d, disse ao E+ Tarani Chandola, professor de sociologia m\u00e9dica e pesquisador que responde pelo estudo. Segundo ele, mesmo que ter uma renda seja bom, um trabalho ruim n\u00e3o traz esses benef\u00edcios se comparado com estar desempregado. Al\u00e9m disso, pessoas em um emprego ruim t\u00eam maiores taxas de mortalidade e sa\u00fade mais fraca, assim como as que n\u00e3o t\u00eam emprego. \u00c9 importante notar que altos n\u00edveis de inflama\u00e7\u00e3o n\u00e3o significam necessariamente que a pessoa em um emprego de m\u00e1 qualidade estava doente. Os indicadores s\u00e3o o primeiro sinal que podem levar a alguma doen\u00e7a. &nbsp; Diante do desemprego, ainda mais quando prolongado, a necessidade de ter uma renda fixa e o m\u00ednimo de estabilidade pode fazer com que escolhamos a primeira op\u00e7\u00e3o que surgir (mesmo que pague pouco). Afinal, qualquer trabalho \u00e9 melhor do que trabalho nenhum, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Terceira idade ganha espa\u00e7o no mercado de trabalho\u2018Usar a internet reduz nossa vontade de nos desafiar mentalmente\u2019, diz pesquisador N\u00e3o necessariamente. \u00c9 verdade que alguns estudos mostram que pessoas desempregadas por muito tempo t\u00eam o dobro de risco de desenvolver doen\u00e7a mental, como depress\u00e3o e ansiedade, e altas chances de ter ataque card\u00edaco ou acidente vascular cerebral (AVC). Por\u00e9m, um estudo publicado recentemente no International Journal of Epidemiology alerta que qualquer trabalho n\u00e3o \u00e9 necessariamente melhor do que trabalho nenhum. Na verdade, um emprego de m\u00e1 qualidade pode aumentar o estresse e, com o tempo, causar alguma doen\u00e7a. Pesquisadores da Universidade de Manchester selecionaram 1.116 pessoas, entre 35 e 75 anos, que estavam desempregadas em 2009 e as acompanharam por dois anos. Eles mediram indicadores de estresse cr\u00f4nico, como colesterol &#8216;ruim&#8217;, n\u00edveis de prote\u00edna C reativa (produzida pelo f\u00edgado quando h\u00e1 inflama\u00e7\u00e3o) e press\u00e3o sangu\u00ednea, por exemplo. Se comparadas com aquelas que foram para um emprego bom, as pessoas que transitaram para um trabalho de m\u00e1 qualidade apresentaram n\u00edveis mais altos de inflama\u00e7\u00e3o e menor taxa de depura\u00e7\u00e3o da prote\u00edna C, fator negativo para a sa\u00fade. A qualidade dos ganhos, seguran\u00e7a do mercado de trabalho e qualidade do ambiente de atua\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foram consideradas, assim como satisfa\u00e7\u00e3o, ansiedade, autonomia e inseguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho. Quem foi para um emprego ruim teve n\u00edveis mais altos de indicadores de estresse do que aqueles que continuaram desempregados. Ou seja, o simples fato de ter um emprego n\u00e3o melhora a sa\u00fade f\u00edsica e mental. \u201cPara as pessoas, \u00e9 muito importante ter um emprego de boa qualidade porque, al\u00e9m da renda, o trabalho traz muitos benef\u00edcios sociais, psicossociais e de sa\u00fade\u201d, disse ao E+ Tarani Chandola, professor de sociologia m\u00e9dica e pesquisador que responde pelo estudo. Segundo ele, mesmo que ter uma renda seja bom, um trabalho ruim n\u00e3o traz esses benef\u00edcios se comparado com estar desempregado. Al\u00e9m disso, pessoas em um emprego ruim t\u00eam maiores taxas de mortalidade e sa\u00fade mais fraca, assim como as que n\u00e3o t\u00eam emprego. \u00c9 importante notar que altos n\u00edveis de inflama\u00e7\u00e3o n\u00e3o significam necessariamente que a pessoa em um emprego de m\u00e1 qualidade estava doente. Os indicadores s\u00e3o o primeiro sinal que podem levar a alguma doen\u00e7a. Do sentimento ao f\u00edsico. Os sentimentos gerados pela aus\u00eancia de trabalho ou de um trabalho ruim v\u00eam do significado que damos a essa atividade social. \u201cSe voc\u00ea tem o trabalho como algo importante desde o nascimento \u2013 porque os pais sa\u00edam de casa para isso \u2013, e que traz bons resultados, a partir do momento que fica sem, \u00e9 um sentimento de menos valia, de fracasso, ser \u00fatil perde o sentido\u201d, diz o psic\u00f3logo e orientador profissional Valdemar Bacalhau. Ele explica que quando esses sentimentos n\u00e3o s\u00e3o elaborados, ou seja, a pessoa n\u00e3o fala sobre os problemas que a afligem e n\u00e3o ressignifica o valor do trabalho, eles se transformam em doen\u00e7as f\u00edsicas. \u201cSe aquilo n\u00e3o for trabalhado em psicoterapia, o corpo vai pagar o pre\u00e7o, porque o que n\u00e3o \u00e9 elaborado na fala se transforma em sintoma f\u00edsico\u201d, explica. \u201c[A pessoa] precisa ter um espa\u00e7o de escuta para que possa falar\u201d, completa. De acordo com o pesquisador Chandola, sal\u00e1rio baixo \u00e9 um dos fatores que afetam a sa\u00fade em um trabalho de m\u00e1 qualidade. Ele diz que a maioria das pessoas nessa condi\u00e7\u00e3o ganhava cerca ou abaixo do sal\u00e1rio m\u00ednimo no Reino Unido, onde a pesquisa foi feita. 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Afinal, qualquer trabalho \u00e9 melhor do que trabalho nenhum, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Terceira idade ganha espa\u00e7o no mercado de trabalho\u2018Usar a internet reduz nossa vontade de nos desafiar mentalmente\u2019, diz pesquisador N\u00e3o necessariamente. \u00c9 verdade que alguns estudos mostram que pessoas desempregadas por muito tempo t\u00eam o dobro de risco de desenvolver doen\u00e7a mental, como depress\u00e3o e ansiedade, e altas chances de ter ataque card\u00edaco ou acidente vascular cerebral (AVC). Por\u00e9m, um estudo publicado recentemente no International Journal of Epidemiology alerta que qualquer trabalho n\u00e3o \u00e9 necessariamente melhor do que trabalho nenhum. Na verdade, um emprego de m\u00e1 qualidade pode aumentar o estresse e, com o tempo, causar alguma doen\u00e7a. Pesquisadores da Universidade de Manchester selecionaram 1.116 pessoas, entre 35 e 75 anos, que estavam desempregadas em 2009 e as acompanharam por dois anos. 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Na verdade, um emprego de m\u00e1 qualidade pode aumentar o estresse e, com o tempo, causar alguma doen\u00e7a. Pesquisadores da Universidade de Manchester selecionaram 1.116 pessoas, entre 35 e 75 anos, que estavam desempregadas em 2009 e as acompanharam por dois anos. Eles mediram indicadores de estresse cr\u00f4nico, como colesterol &#8216;ruim&#8217;, n\u00edveis de prote\u00edna C reativa (produzida pelo f\u00edgado quando h\u00e1 inflama\u00e7\u00e3o) e press\u00e3o sangu\u00ednea, por exemplo. Se comparadas com aquelas que foram para um emprego bom, as pessoas que transitaram para um trabalho de m\u00e1 qualidade apresentaram n\u00edveis mais altos de inflama\u00e7\u00e3o e menor taxa de depura\u00e7\u00e3o da prote\u00edna C, fator negativo para a sa\u00fade. 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