{"id":18238,"date":"2019-07-08T12:38:22","date_gmt":"2019-07-08T15:38:22","guid":{"rendered":"http:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=18238"},"modified":"2019-07-08T12:38:22","modified_gmt":"2019-07-08T15:38:22","slug":"pouca-massa-muscular-pode-indicar-risco-de-morte-em-idosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=18238","title":{"rendered":"Pouca massa muscular pode indicar risco de morte em idosos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Idosos-abandono-e-maus-tratos-AL-jornal-2-629x420.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-18239\" src=\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Idosos-abandono-e-maus-tratos-AL-jornal-2-629x420.jpg\" alt=\"\" width=\"629\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Idosos-abandono-e-maus-tratos-AL-jornal-2-629x420.jpg 629w, https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Idosos-abandono-e-maus-tratos-AL-jornal-2-629x420-300x200.jpg 300w, https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Idosos-abandono-e-maus-tratos-AL-jornal-2-629x420-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 629px) 100vw, 629px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Avaliar a composi\u00e7\u00e3o corporal de pessoas com mais de 65 anos \u2013 particularmente a massa muscular localizada nos bra\u00e7os e nas pernas (apendicular) \u2013 pode ser uma estrat\u00e9gia eficaz para estimar a longevidade, mostrou um estudo feito na Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FM-USP).<\/p>\n<p>Depois de acompanhar um grupo de 839 idosos ao longo de, aproximadamente, quatro anos, os pesquisadores observaram que o risco de mortalidade geral durante o per\u00edodo foi quase 63 vezes maior entre as mulheres com pouca massa muscular apendicular. Entre os homens que j\u00e1 na primeira avalia\u00e7\u00e3o apresentavam baixa porcentagem de m\u00fasculos nos membros, a chance de morrer foi 11,4 vezes maior.<\/p>\n<p>\u201cAvaliamos a composi\u00e7\u00e3o corporal da nossa popula\u00e7\u00e3o, com \u00eanfase na massa muscular apendicular, gordura subcut\u00e2nea e gordura visceral. Em seguida, buscamos identificar quais desses fatores poderiam predizer a mortalidade nos anos seguintes. A quantidade de massa magra nos membros superiores e inferiores foi o que mais se destacou na an\u00e1lise\u201d, disse\u00a0Rosa Maria Rodrigues Pereira, professora da Disciplina de Reumatologia da FM-USP e coordenadora da pesquisa, \u00e0\u00a0Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>Os volunt\u00e1rios foram examinados por uma t\u00e9cnica conhecida como densitometria por emiss\u00e3o de raios X de dupla energia (DXA, na sigla em ingl\u00eas). O equipamento foi adquirido com\u00a0aux\u00edlio da FAPESP\u00a0durante um projeto anterior coordenado por Pereira, cujo objetivo era avaliar a preval\u00eancia de osteoporose e de fraturas em idosos residentes no bairro do Butant\u00e3, zona oeste da capital paulista. Em ambos os projetos foi estudada a mesma popula\u00e7\u00e3o acima de 65 anos.<\/p>\n<p>\u201cSelecionamos os volunt\u00e1rios com base nos dados do censo do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica]. Trata-se de uma amostra representativa da popula\u00e7\u00e3o de idosos do Brasil\u201d, disse Pereira.<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise final foram inclu\u00eddos 323 (39%) homens e 516 mulheres (61%). A frequ\u00eancia de baixa massa muscular nessa amostra foi em torno de 20% em ambos os sexos.<\/p>\n<h2><b>Mal silencioso<\/b><\/h2>\n<p>A perda generalizada e progressiva de massa muscular associada ao envelhecimento \u00e9 conhecida como sarcopenia. Dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia indicam que a condi\u00e7\u00e3o chega a afetar 46% dos indiv\u00edduos acima de 80 anos.<\/p>\n<p>Principalmente quando combinada \u00e0 osteoporose, a sarcopenia pode aumentar a vulnerabilidade dos idosos, tornando-os mais propensos a quedas, fraturas e outros traumas f\u00edsicos. A rela\u00e7\u00e3o entre baixa densidade mineral \u00f3ssea no f\u00eamur e mortalidade foi tamb\u00e9m demostrada em estudos feitos com essa comunidade,\u00a0publicados em 2016.<\/p>\n<p>O grupo coordenado por Pereira desenvolveu uma equa\u00e7\u00e3o para determinar, com base nas caracter\u00edsticas da popula\u00e7\u00e3o estudada, quais indiv\u00edduos poderiam ser considerados sarcop\u00eanicos.<\/p>\n<p>\u201cPelos crit\u00e9rios mais usados [ajuste da massa muscular apendicular pela altura ao quadrado], a maioria dos indiv\u00edduos identificados como sarcop\u00eanicos \u00e9 magra. Como a popula\u00e7\u00e3o que estudamos apresentava, em m\u00e9dia, um IMC [\u00edndice de massa corporal] mais elevado, ajustamos o c\u00e1lculo da massa muscular de acordo com a gordura corporal dos volunt\u00e1rios. Aqueles que apresentavam um \u00edndice de massa muscular 20% abaixo da m\u00e9dia foram classificados como sarcop\u00eanicos\u201d, explicou Pereira.<\/p>\n<p>O tema foi abordado pelos pesquisadores da Disciplina de Reumatologia da FM-USP em artigos publicados na revista\u00a0<i>Osteoporosis International<\/i>\u00a0em\u00a02013\u00a0e\u00a02014.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do exame de densitometria, tamb\u00e9m foram realizadas an\u00e1lises de sangue e aplicados question\u00e1rios para avalia\u00e7\u00e3o da dieta, grau de atividade f\u00edsica, consumo de tabaco e \u00e1lcool e presen\u00e7a de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como diabetes, hipertens\u00e3o e dislipidemia.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s quatro anos de seguimento, 15,8% (132) dos volunt\u00e1rios haviam morrido. Desses, 43,2% por problemas cardiovasculares. O \u00edndice de \u00f3bito entre os homens foi de 20%, enquanto entre as mulheres foi de 13%.<\/p>\n<p>\u201cFizemos ent\u00e3o uma s\u00e9rie de an\u00e1lises estat\u00edsticas para entender em que os volunt\u00e1rios que morreram se diferenciavam dos que permaneceram vivos. A pergunta do trabalho era: com base na composi\u00e7\u00e3o corporal medida pela densitometria \u00e9 poss\u00edvel predizer se a pessoa vai morrer?\u201d, disse Pereira.<\/p>\n<h2><strong>Diferen\u00e7as<\/strong><\/h2>\n<p>De modo geral, os indiv\u00edduos que morreram eram mais velhos, faziam menos atividade f\u00edsica, sofriam mais de diabetes e de problemas cardiovasculares. Al\u00e9m disso, no caso das mulheres, apresentavam um IMC mais baixo. No caso dos homens, apresentavam maior chance de sofrer quedas. Todas essas vari\u00e1veis foram acrescentadas no modelo estat\u00edstico e ajustadas para o resultado final, que indicaria qual fator da composi\u00e7\u00e3o corporal estaria associado com o risco de morte.<\/p>\n<p>No caso das mulheres, consideradas as vari\u00e1veis de ajuste, apenas o \u00edndice de massa muscular baixo se mostrou significativo. J\u00e1 entre os homens, a gordura visceral tamb\u00e9m foi um fator relevante. A chance de morrer tornava-se duas vezes maior a cada aumento de seis cent\u00edmetros quadrados na adiposidade abdominal. Curiosamente, um \u00edndice mais alto de gordura subcut\u00e2nea teve efeito protetor para os homens estudados.<\/p>\n<p>\u201cObservamos que nos homens outros par\u00e2metros tamb\u00e9m influenciaram negativamente a mortalidade, diminuindo do ponto de vista estat\u00edstico o peso da massa muscular apendicular. Nas mulheres, por outro lado, a massa muscular se destacou de forma isolada e, por esse motivo, teve maior influ\u00eancia\u201d, disse Pereira.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora, as mudan\u00e7as hormonais relacionadas \u00e0 menopausa tamb\u00e9m ajudam a explicar a diferen\u00e7a entre os sexos. \u201cTalvez a transi\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e significativa de um ambiente estrog\u00eanico protetor para um ambiente hipoestrog\u00eanico delet\u00e9rio \u2013 principalmente no que se refere ao sistema cardiovascular \u2013 fa\u00e7a com que o papel metab\u00f3lico protetor da musculatura esquel\u00e9tica, que inclui a produ\u00e7\u00e3o de citocinas anti-inflamat\u00f3rias, ganhe import\u00e2ncia na p\u00f3s-menopausa. Essa altera\u00e7\u00e3o hormonal \u00e9 muito menos abrupta nos homens\u201d, disse.<\/p>\n<p>A perda de massa muscular, que naturalmente ocorre ap\u00f3s os 40 anos, pode passar despercebida pelo ganho de peso, tamb\u00e9m comum ap\u00f3s essa idade. Estima-se que, ap\u00f3s os 50 anos, entre 1% e 2% da massa muscular seja perdida anualmente. Entre os fatores que podem acelerar o fen\u00f4meno est\u00e3o sedentarismo, dieta pobre em prote\u00ednas, doen\u00e7as cr\u00f4nicas e hospitaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da import\u00e2ncia evidente para a postura, o equil\u00edbrio e o movimento, a musculatura tem outras fun\u00e7\u00f5es essenciais ao organismo. Ajuda a regular os n\u00edveis de glicose no sangue (consome energia durante a contra\u00e7\u00e3o), a temperatura corporal (o corpo treme quando sentimos frio) e produz mensageiros hormonais, como a mioquinase, que promovem a comunica\u00e7\u00e3o com diferentes \u00f3rg\u00e3os e influenciam respostas inflamat\u00f3rias.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que a sarcopenia \u00e9 um problema que pode ser evitado e at\u00e9 mesmo revertido com a pr\u00e1tica de exerc\u00edcios f\u00edsicos, principalmente muscula\u00e7\u00e3o. Cuidados com a ingest\u00e3o de prote\u00ednas tamb\u00e9m s\u00e3o recomendados.<\/p>\n<p>Fonte: Portal Correio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avaliar a composi\u00e7\u00e3o corporal de pessoas com mais de 65 anos \u2013 particularmente a massa muscular localizada nos bra\u00e7os e nas pernas (apendicular) \u2013 pode ser uma estrat\u00e9gia eficaz para estimar a longevidade, mostrou um estudo feito na Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FM-USP). Depois de acompanhar um grupo de 839 idosos ao longo de, aproximadamente, quatro anos, os pesquisadores observaram que o risco de mortalidade geral durante o per\u00edodo foi quase 63 vezes maior entre as mulheres com pouca massa muscular apendicular. Entre os homens que j\u00e1 na primeira avalia\u00e7\u00e3o apresentavam baixa porcentagem de m\u00fasculos nos membros, a chance de morrer foi 11,4 vezes maior. \u201cAvaliamos a composi\u00e7\u00e3o corporal da nossa popula\u00e7\u00e3o, com \u00eanfase na massa muscular apendicular, gordura subcut\u00e2nea e gordura visceral. Em seguida, buscamos identificar quais desses fatores poderiam predizer a mortalidade nos anos seguintes. A quantidade de massa magra nos membros superiores e inferiores foi o que mais se destacou na an\u00e1lise\u201d, disse\u00a0Rosa Maria Rodrigues Pereira, professora da Disciplina de Reumatologia da FM-USP e coordenadora da pesquisa, \u00e0\u00a0Ag\u00eancia FAPESP. Os volunt\u00e1rios foram examinados por uma t\u00e9cnica conhecida como densitometria por emiss\u00e3o de raios X de dupla energia (DXA, na sigla em ingl\u00eas). O equipamento foi adquirido com\u00a0aux\u00edlio da FAPESP\u00a0durante um projeto anterior coordenado por Pereira, cujo objetivo era avaliar a preval\u00eancia de osteoporose e de fraturas em idosos residentes no bairro do Butant\u00e3, zona oeste da capital paulista. Em ambos os projetos foi estudada a mesma popula\u00e7\u00e3o acima de 65 anos. \u201cSelecionamos os volunt\u00e1rios com base nos dados do censo do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica]. Trata-se de uma amostra representativa da popula\u00e7\u00e3o de idosos do Brasil\u201d, disse Pereira. Na an\u00e1lise final foram inclu\u00eddos 323 (39%) homens e 516 mulheres (61%). A frequ\u00eancia de baixa massa muscular nessa amostra foi em torno de 20% em ambos os sexos. Mal silencioso A perda generalizada e progressiva de massa muscular associada ao envelhecimento \u00e9 conhecida como sarcopenia. Dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia indicam que a condi\u00e7\u00e3o chega a afetar 46% dos indiv\u00edduos acima de 80 anos. Principalmente quando combinada \u00e0 osteoporose, a sarcopenia pode aumentar a vulnerabilidade dos idosos, tornando-os mais propensos a quedas, fraturas e outros traumas f\u00edsicos. A rela\u00e7\u00e3o entre baixa densidade mineral \u00f3ssea no f\u00eamur e mortalidade foi tamb\u00e9m demostrada em estudos feitos com essa comunidade,\u00a0publicados em 2016. O grupo coordenado por Pereira desenvolveu uma equa\u00e7\u00e3o para determinar, com base nas caracter\u00edsticas da popula\u00e7\u00e3o estudada, quais indiv\u00edduos poderiam ser considerados sarcop\u00eanicos. \u201cPelos crit\u00e9rios mais usados [ajuste da massa muscular apendicular pela altura ao quadrado], a maioria dos indiv\u00edduos identificados como sarcop\u00eanicos \u00e9 magra. Como a popula\u00e7\u00e3o que estudamos apresentava, em m\u00e9dia, um IMC [\u00edndice de massa corporal] mais elevado, ajustamos o c\u00e1lculo da massa muscular de acordo com a gordura corporal dos volunt\u00e1rios. Aqueles que apresentavam um \u00edndice de massa muscular 20% abaixo da m\u00e9dia foram classificados como sarcop\u00eanicos\u201d, explicou Pereira. O tema foi abordado pelos pesquisadores da Disciplina de Reumatologia da FM-USP em artigos publicados na revista\u00a0Osteoporosis International\u00a0em\u00a02013\u00a0e\u00a02014. Al\u00e9m do exame de densitometria, tamb\u00e9m foram realizadas an\u00e1lises de sangue e aplicados question\u00e1rios para avalia\u00e7\u00e3o da dieta, grau de atividade f\u00edsica, consumo de tabaco e \u00e1lcool e presen\u00e7a de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como diabetes, hipertens\u00e3o e dislipidemia. Ap\u00f3s quatro anos de seguimento, 15,8% (132) dos volunt\u00e1rios haviam morrido. Desses, 43,2% por problemas cardiovasculares. O \u00edndice de \u00f3bito entre os homens foi de 20%, enquanto entre as mulheres foi de 13%. \u201cFizemos ent\u00e3o uma s\u00e9rie de an\u00e1lises estat\u00edsticas para entender em que os volunt\u00e1rios que morreram se diferenciavam dos que permaneceram vivos. A pergunta do trabalho era: com base na composi\u00e7\u00e3o corporal medida pela densitometria \u00e9 poss\u00edvel predizer se a pessoa vai morrer?\u201d, disse Pereira. Diferen\u00e7as De modo geral, os indiv\u00edduos que morreram eram mais velhos, faziam menos atividade f\u00edsica, sofriam mais de diabetes e de problemas cardiovasculares. Al\u00e9m disso, no caso das mulheres, apresentavam um IMC mais baixo. No caso dos homens, apresentavam maior chance de sofrer quedas. Todas essas vari\u00e1veis foram acrescentadas no modelo estat\u00edstico e ajustadas para o resultado final, que indicaria qual fator da composi\u00e7\u00e3o corporal estaria associado com o risco de morte. No caso das mulheres, consideradas as vari\u00e1veis de ajuste, apenas o \u00edndice de massa muscular baixo se mostrou significativo. J\u00e1 entre os homens, a gordura visceral tamb\u00e9m foi um fator relevante. A chance de morrer tornava-se duas vezes maior a cada aumento de seis cent\u00edmetros quadrados na adiposidade abdominal. Curiosamente, um \u00edndice mais alto de gordura subcut\u00e2nea teve efeito protetor para os homens estudados. \u201cObservamos que nos homens outros par\u00e2metros tamb\u00e9m influenciaram negativamente a mortalidade, diminuindo do ponto de vista estat\u00edstico o peso da massa muscular apendicular. Nas mulheres, por outro lado, a massa muscular se destacou de forma isolada e, por esse motivo, teve maior influ\u00eancia\u201d, disse Pereira. 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Entre os fatores que podem acelerar o fen\u00f4meno est\u00e3o sedentarismo, dieta pobre em prote\u00ednas, doen\u00e7as cr\u00f4nicas e hospitaliza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m da import\u00e2ncia evidente para a postura, o equil\u00edbrio e o movimento, a musculatura tem outras fun\u00e7\u00f5es essenciais ao organismo. Ajuda a regular os n\u00edveis de glicose no sangue (consome energia durante a contra\u00e7\u00e3o), a temperatura corporal (o corpo treme quando sentimos frio) e produz mensageiros hormonais, como a mioquinase, que promovem a comunica\u00e7\u00e3o com diferentes \u00f3rg\u00e3os e influenciam respostas inflamat\u00f3rias. 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Mal silencioso A perda generalizada e progressiva de massa muscular associada ao envelhecimento \u00e9 conhecida como sarcopenia. Dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia indicam que a condi\u00e7\u00e3o chega a afetar 46% dos indiv\u00edduos acima de 80 anos. Principalmente quando combinada \u00e0 osteoporose, a sarcopenia pode aumentar a vulnerabilidade dos idosos, tornando-os mais propensos a quedas, fraturas e outros traumas f\u00edsicos. A rela\u00e7\u00e3o entre baixa densidade mineral \u00f3ssea no f\u00eamur e mortalidade foi tamb\u00e9m demostrada em estudos feitos com essa comunidade,\u00a0publicados em 2016. O grupo coordenado por Pereira desenvolveu uma equa\u00e7\u00e3o para determinar, com base nas caracter\u00edsticas da popula\u00e7\u00e3o estudada, quais indiv\u00edduos poderiam ser considerados sarcop\u00eanicos. \u201cPelos crit\u00e9rios mais usados [ajuste da massa muscular apendicular pela altura ao quadrado], a maioria dos indiv\u00edduos identificados como sarcop\u00eanicos \u00e9 magra. Como a popula\u00e7\u00e3o que estudamos apresentava, em m\u00e9dia, um IMC [\u00edndice de massa corporal] mais elevado, ajustamos o c\u00e1lculo da massa muscular de acordo com a gordura corporal dos volunt\u00e1rios. Aqueles que apresentavam um \u00edndice de massa muscular 20% abaixo da m\u00e9dia foram classificados como sarcop\u00eanicos\u201d, explicou Pereira. O tema foi abordado pelos pesquisadores da Disciplina de Reumatologia da FM-USP em artigos publicados na revista\u00a0Osteoporosis International\u00a0em\u00a02013\u00a0e\u00a02014. Al\u00e9m do exame de densitometria, tamb\u00e9m foram realizadas an\u00e1lises de sangue e aplicados question\u00e1rios para avalia\u00e7\u00e3o da dieta, grau de atividade f\u00edsica, consumo de tabaco e \u00e1lcool e presen\u00e7a de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como diabetes, hipertens\u00e3o e dislipidemia. Ap\u00f3s quatro anos de seguimento, 15,8% (132) dos volunt\u00e1rios haviam morrido. Desses, 43,2% por problemas cardiovasculares. O \u00edndice de \u00f3bito entre os homens foi de 20%, enquanto entre as mulheres foi de 13%. \u201cFizemos ent\u00e3o uma s\u00e9rie de an\u00e1lises estat\u00edsticas para entender em que os volunt\u00e1rios que morreram se diferenciavam dos que permaneceram vivos. A pergunta do trabalho era: com base na composi\u00e7\u00e3o corporal medida pela densitometria \u00e9 poss\u00edvel predizer se a pessoa vai morrer?\u201d, disse Pereira. Diferen\u00e7as De modo geral, os indiv\u00edduos que morreram eram mais velhos, faziam menos atividade f\u00edsica, sofriam mais de diabetes e de problemas cardiovasculares. Al\u00e9m disso, no caso das mulheres, apresentavam um IMC mais baixo. No caso dos homens, apresentavam maior chance de sofrer quedas. Todas essas vari\u00e1veis foram acrescentadas no modelo estat\u00edstico e ajustadas para o resultado final, que indicaria qual fator da composi\u00e7\u00e3o corporal estaria associado com o risco de morte. No caso das mulheres, consideradas as vari\u00e1veis de ajuste, apenas o \u00edndice de massa muscular baixo se mostrou significativo. J\u00e1 entre os homens, a gordura visceral tamb\u00e9m foi um fator relevante. A chance de morrer tornava-se duas vezes maior a cada aumento de seis cent\u00edmetros quadrados na adiposidade abdominal. Curiosamente, um \u00edndice mais alto de gordura subcut\u00e2nea teve efeito protetor para os homens estudados. \u201cObservamos que nos homens outros par\u00e2metros tamb\u00e9m influenciaram negativamente a mortalidade, diminuindo do ponto de vista estat\u00edstico o peso da massa muscular apendicular. Nas mulheres, por outro lado, a massa muscular se destacou de forma isolada e, por esse motivo, teve maior influ\u00eancia\u201d, disse Pereira. Segundo a pesquisadora, as mudan\u00e7as hormonais relacionadas \u00e0 menopausa tamb\u00e9m ajudam a explicar a diferen\u00e7a entre os sexos. \u201cTalvez a transi\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e significativa de um ambiente estrog\u00eanico protetor para um ambiente hipoestrog\u00eanico delet\u00e9rio \u2013 principalmente no que se refere ao sistema cardiovascular \u2013 fa\u00e7a com que o papel metab\u00f3lico protetor da musculatura esquel\u00e9tica, que inclui a produ\u00e7\u00e3o de citocinas anti-inflamat\u00f3rias, ganhe import\u00e2ncia na p\u00f3s-menopausa. Essa altera\u00e7\u00e3o hormonal \u00e9 muito menos abrupta nos homens\u201d, disse. A perda de massa muscular, que naturalmente ocorre ap\u00f3s os 40 anos, pode passar despercebida pelo ganho de peso, tamb\u00e9m comum ap\u00f3s essa idade. Estima-se que, ap\u00f3s os 50 anos, entre 1% e 2% da massa muscular seja perdida anualmente. Entre os fatores que podem acelerar o fen\u00f4meno est\u00e3o sedentarismo, dieta pobre em prote\u00ednas, doen\u00e7as cr\u00f4nicas e hospitaliza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m da import\u00e2ncia evidente para a postura, o equil\u00edbrio e o movimento, a musculatura tem outras fun\u00e7\u00f5es essenciais ao organismo. Ajuda a regular os n\u00edveis de glicose no sangue (consome energia durante a contra\u00e7\u00e3o), a temperatura corporal (o corpo treme quando sentimos frio) e produz mensageiros hormonais, como a mioquinase, que promovem a comunica\u00e7\u00e3o com diferentes \u00f3rg\u00e3os e influenciam respostas inflamat\u00f3rias. 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Depois de acompanhar um grupo de 839 idosos ao longo de, aproximadamente, quatro anos, os pesquisadores observaram que o risco de mortalidade geral durante o per\u00edodo foi quase 63 vezes maior entre as mulheres com pouca massa muscular apendicular. Entre os homens que j\u00e1 na primeira avalia\u00e7\u00e3o apresentavam baixa porcentagem de m\u00fasculos nos membros, a chance de morrer foi 11,4 vezes maior. \u201cAvaliamos a composi\u00e7\u00e3o corporal da nossa popula\u00e7\u00e3o, com \u00eanfase na massa muscular apendicular, gordura subcut\u00e2nea e gordura visceral. Em seguida, buscamos identificar quais desses fatores poderiam predizer a mortalidade nos anos seguintes. A quantidade de massa magra nos membros superiores e inferiores foi o que mais se destacou na an\u00e1lise\u201d, disse\u00a0Rosa Maria Rodrigues Pereira, professora da Disciplina de Reumatologia da FM-USP e coordenadora da pesquisa, \u00e0\u00a0Ag\u00eancia FAPESP. Os volunt\u00e1rios foram examinados por uma t\u00e9cnica conhecida como densitometria por emiss\u00e3o de raios X de dupla energia (DXA, na sigla em ingl\u00eas). O equipamento foi adquirido com\u00a0aux\u00edlio da FAPESP\u00a0durante um projeto anterior coordenado por Pereira, cujo objetivo era avaliar a preval\u00eancia de osteoporose e de fraturas em idosos residentes no bairro do Butant\u00e3, zona oeste da capital paulista. Em ambos os projetos foi estudada a mesma popula\u00e7\u00e3o acima de 65 anos. \u201cSelecionamos os volunt\u00e1rios com base nos dados do censo do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica]. Trata-se de uma amostra representativa da popula\u00e7\u00e3o de idosos do Brasil\u201d, disse Pereira. Na an\u00e1lise final foram inclu\u00eddos 323 (39%) homens e 516 mulheres (61%). A frequ\u00eancia de baixa massa muscular nessa amostra foi em torno de 20% em ambos os sexos. Mal silencioso A perda generalizada e progressiva de massa muscular associada ao envelhecimento \u00e9 conhecida como sarcopenia. Dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia indicam que a condi\u00e7\u00e3o chega a afetar 46% dos indiv\u00edduos acima de 80 anos. Principalmente quando combinada \u00e0 osteoporose, a sarcopenia pode aumentar a vulnerabilidade dos idosos, tornando-os mais propensos a quedas, fraturas e outros traumas f\u00edsicos. A rela\u00e7\u00e3o entre baixa densidade mineral \u00f3ssea no f\u00eamur e mortalidade foi tamb\u00e9m demostrada em estudos feitos com essa comunidade,\u00a0publicados em 2016. O grupo coordenado por Pereira desenvolveu uma equa\u00e7\u00e3o para determinar, com base nas caracter\u00edsticas da popula\u00e7\u00e3o estudada, quais indiv\u00edduos poderiam ser considerados sarcop\u00eanicos. \u201cPelos crit\u00e9rios mais usados [ajuste da massa muscular apendicular pela altura ao quadrado], a maioria dos indiv\u00edduos identificados como sarcop\u00eanicos \u00e9 magra. Como a popula\u00e7\u00e3o que estudamos apresentava, em m\u00e9dia, um IMC [\u00edndice de massa corporal] mais elevado, ajustamos o c\u00e1lculo da massa muscular de acordo com a gordura corporal dos volunt\u00e1rios. Aqueles que apresentavam um \u00edndice de massa muscular 20% abaixo da m\u00e9dia foram classificados como sarcop\u00eanicos\u201d, explicou Pereira. O tema foi abordado pelos pesquisadores da Disciplina de Reumatologia da FM-USP em artigos publicados na revista\u00a0Osteoporosis International\u00a0em\u00a02013\u00a0e\u00a02014. 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Diferen\u00e7as De modo geral, os indiv\u00edduos que morreram eram mais velhos, faziam menos atividade f\u00edsica, sofriam mais de diabetes e de problemas cardiovasculares. Al\u00e9m disso, no caso das mulheres, apresentavam um IMC mais baixo. No caso dos homens, apresentavam maior chance de sofrer quedas. Todas essas vari\u00e1veis foram acrescentadas no modelo estat\u00edstico e ajustadas para o resultado final, que indicaria qual fator da composi\u00e7\u00e3o corporal estaria associado com o risco de morte. No caso das mulheres, consideradas as vari\u00e1veis de ajuste, apenas o \u00edndice de massa muscular baixo se mostrou significativo. J\u00e1 entre os homens, a gordura visceral tamb\u00e9m foi um fator relevante. A chance de morrer tornava-se duas vezes maior a cada aumento de seis cent\u00edmetros quadrados na adiposidade abdominal. 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Entre os fatores que podem acelerar o fen\u00f4meno est\u00e3o sedentarismo, dieta pobre em prote\u00ednas, doen\u00e7as cr\u00f4nicas e hospitaliza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m da import\u00e2ncia evidente para a postura, o equil\u00edbrio e o movimento, a musculatura tem outras fun\u00e7\u00f5es essenciais ao organismo. Ajuda a regular os n\u00edveis de glicose no sangue (consome energia durante a contra\u00e7\u00e3o), a temperatura corporal (o corpo treme quando sentimos frio) e produz mensageiros hormonais, como a mioquinase, que promovem a comunica\u00e7\u00e3o com diferentes \u00f3rg\u00e3os e influenciam respostas inflamat\u00f3rias. 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