{"id":17004,"date":"2019-05-06T07:33:22","date_gmt":"2019-05-06T10:33:22","guid":{"rendered":"http:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=17004"},"modified":"2019-05-06T07:33:22","modified_gmt":"2019-05-06T10:33:22","slug":"transito-matou-quase-tres-pessoas-por-dia-em-2018-na-pb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=17004","title":{"rendered":"Tr\u00e2nsito matou quase tr\u00eas pessoas por dia em 2018 na PB"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/moto.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-17005\" src=\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/moto.jpg\" alt=\"\" width=\"547\" height=\"398\" srcset=\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/moto.jpg 547w, https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/moto-300x218.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 547px) 100vw, 547px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Falar que o tr\u00e2nsito na Para\u00edba mata tanto quanto a viol\u00eancia end\u00eamica deixou de ser um exagero e ganhou contornos de verdade. Somente em 2018, morreram pelo menos 930 pessoas nas rodovias, avenidas e ruas paraibanas segundo dados oficiais da seguradora L\u00edder, operadora do seguro DPvat. Proporcionalmente, o dado aponta que quase tr\u00eas pessoas morreram por dia em acidentes de tr\u00e2nsito da Para\u00edba no ano passado.<\/p>\n<p>Em um cruzamento de dados feito pelo G1, as mortes no tr\u00e2nsito da Para\u00edba s\u00e3o apenas 23% a menos do que as mortes registradas pelas autoridades policiais decorrentes de algum tipo de viol\u00eancia intencional, seja homic\u00eddio, latroc\u00ednio ou les\u00e3o corporal seguida de morte. Dados da Secretaria de Estado da Seguran\u00e7a e Defesa Social (Seds) da Para\u00edba apontam que 1.210 pessoas foram assassinadas em 2018.<\/p>\n<p>Em paralelo aos dados fornecidos pela seguradora L\u00edder, a pr\u00f3pria Seds contabiliza as mortes no tr\u00e2nsito por meio do Batalh\u00e3o de Policiamento de Tr\u00e2nsito da Pol\u00edcia Militar, acionado sempre que h\u00e1 acidente com morte em rodovias estaduais e ou no tr\u00e2nsito urbano ou rural das avenidas, ruas e estradas das cidades.<\/p>\n<p>Foram contabilizadas 753 v\u00edtimas de Acidentes Letais de Tr\u00e2nsito (ALT) na Para\u00edba em 2018, de acordo com a Seds. O n\u00famero \u00e9 inferior ao indicado pela seguradora que opera o DPvat pois no caso da Seds n\u00e3o s\u00e3o contabilizados os acidentes em rodovias federais no estado, tendo em vista que ficam a cargo da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF).<\/p>\n<p>Embora a diferen\u00e7a entre os mortos no tr\u00e2nsito e em casos de viol\u00eancia seja apenas de 230 v\u00edtimas, o n\u00famero de mortos em acidentes na Para\u00edba caiu 8,5% em rela\u00e7\u00e3o ao ano de 2017, quando foram pagos pelo DPvat 1.017 indeniza\u00e7\u00f5es por morte no estado. A terceira maior redu\u00e7\u00e3o do Nordeste, atr\u00e1s apenas de Bahia (-9,8%) e Pernambuco (-9,3%).<\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos houve uma queda. Por\u00e9m, para a seguradora L\u00edder, com base no indicador do DPvat informado pela primeira vez nos relat\u00f3rios anuais de pagamento do seguro, a Para\u00edba subiu uma posi\u00e7\u00e3o no ranking dos piores indicadores do DPvat entre 2017 e 2018, passando de 8\u00b0 para 7\u00b0 pior \u00edndice. O c\u00e1lculo \u00e9 feito na rela\u00e7\u00e3o entre a frota de ve\u00edculos e o n\u00famero de indeniza\u00e7\u00f5es pagas.<\/p>\n<p>Na Para\u00edba, no ano passado, foram pagas 7,3 mil indeniza\u00e7\u00f5es por morte, invalidez permanente ou despesas m\u00e9dicas em uma frota de 1.280.901 de ve\u00edculos, proporcionando 56 indeniza\u00e7\u00f5es a cada 10 mil ve\u00edculos. O pior estado no ranking do indicador em 2018 foi Rond\u00f4nia, com 91 indeniza\u00e7\u00f5es pagas a cada 10 mil ve\u00edculos.<\/p>\n<p><strong>Problema de sa\u00fade p\u00fablica<\/strong><br \/>\nO crescimento no n\u00famero de v\u00edtimas de acidentes tem feito a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) considerar o problema como um dos principais problemas de sa\u00fade p\u00fablica do S\u00e9c. XXI. O secret\u00e1rio de Sa\u00fade da Para\u00edba, Geraldo Medeiros, considera as mortes no tr\u00e2nsito como o maior problema de sa\u00fade do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cAgress\u00f5es e acidentes consomem 10% do Produto Interno Bruto do Brasil. \u00c9 um volume muito elevado quando a gente considera que 90% desses eventos, principalmente no tr\u00e2nsito, poderiam ser evitados\u201d, comentou o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p>De acordo com um levantamento feito pela pr\u00f3pria Secretaria de Estado da Sa\u00fade da Para\u00edba (SES), os acidentes e homic\u00eddios, considerados como mortes violentas, s\u00e3o a terceira maior causa de morte na Para\u00edba, atr\u00e1s dos acidentes cardiovasculares e dos problemas respirat\u00f3rios.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o se agrava ainda mais quando os dados dos n\u00fameros de mortos em acidentes de tr\u00e2nsito s\u00e3o recortados entre os jovens de 15 a 29 anos, de acordo com secret\u00e1rio de sa\u00fade da Para\u00edba, Geraldo Medeiros.<\/p>\n<p>\u201cEssa parcela da popula\u00e7\u00e3o, majoritariamente homens com idade entre 15 e 29 anos, est\u00e1 sendo levada \u00e0 morte ou \u00e0s sequelas para o resto da vida. Dados apontam que 75% das indeniza\u00e7\u00f5es s\u00e3o direcionadas \u00e0s v\u00edtimas de acidente de moto. Vivemos uma epidemia e a popula\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o se atentou para gravidade dele\u201d, avaliou o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Vil\u00e3o motocicleta<\/strong><br \/>\nO relat\u00f3rio anual produzido pela seguradora L\u00edder indicou que em 2018, na Para\u00edba, 86% das indeniza\u00e7\u00f5es pagas na Para\u00edba foram para pessoas v\u00edtimas de acidentes com motocicletas. No total, foram registrados 7.232 acidentes que ocasionaram libera\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00f5es do seguro DPvat, sendo 6.235 delas somente para v\u00edtimas de acidentes de tr\u00e2nsito com moto.<\/p>\n<p>O dado apontado pelo DPvat \u00e9 refletido nos casos registrados nos hospitais de emerg\u00eancia e trauma em Jo\u00e3o Pessoa e em Campina Grande. Geraldo Medeiro explica que, somente no Hospital de Trauma de Campina Grande, o maior em n\u00famero de atendimentos no estado, 70% dos pacientes que d\u00e3o entrada s\u00e3o v\u00edtimas de acidentes com motocicletas.<\/p>\n<p>\u201cO anteparo do motociclista \u00e9 o pr\u00f3prio corpo, as v\u00edtimas s\u00e3o geralmente politraumatizados e requerem aten\u00e7\u00e3o de multiprofissionais, de v\u00e1rias especialidades. Temos recebido nos hospitais de traumas fraturas cada vez mais complexas, gastando com pr\u00f3teses cada vez mais caras e pacientes com longo tempo de interna\u00e7\u00e3o\u201d, detalhou o secret\u00e1rio de sa\u00fade, que foi diretor do Hospital de Trauma de Campina Grande por oito anos.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com Geraldo Medeiros, a m\u00e9dia de gasto p\u00fablico de uma v\u00edtima de acidente de moto politraumatizada grave \u00e9 de R$ 300 mil por paciente.<\/p>\n<p>Por m\u00eas, o Hospital de Trauma de Campina Grande realiza m\u00e9dia 850 atendimentos de v\u00edtimas de acidentes com motos, enquanto o Hospital de Trauma de Jo\u00e3o Pessoa atende 750 v\u00edtimas acidentes com motocicletas mensalmente. O n\u00famero inferior no hospital de Jo\u00e3o Pessoa em rela\u00e7\u00e3o ao de Campina Grande, apesar da capital ter quase o dobro da popula\u00e7\u00e3o, se d\u00e1 pela divis\u00e3o dos atendimentos com o Hospital de Ortotrauma de Mangabeira.<\/p>\n<p>\u201cO Hospital de Trauma de Campina Grande atendeu v\u00edtimas de acidente de moto de 331 munic\u00edpios do Brasil, neste caso, de cidades de estados vizinhos. Atualmente o Trauma de Campina representa o maior movimento de trauma do estado\u201d, completou Medeiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falar que o tr\u00e2nsito na Para\u00edba mata tanto quanto a viol\u00eancia end\u00eamica deixou de ser um exagero e ganhou contornos de verdade. Somente em 2018, morreram pelo menos 930 pessoas nas rodovias, avenidas e ruas paraibanas segundo dados oficiais da seguradora L\u00edder, operadora do seguro DPvat. Proporcionalmente, o dado aponta que quase tr\u00eas pessoas morreram por dia em acidentes de tr\u00e2nsito da Para\u00edba no ano passado. Em um cruzamento de dados feito pelo G1, as mortes no tr\u00e2nsito da Para\u00edba s\u00e3o apenas 23% a menos do que as mortes registradas pelas autoridades policiais decorrentes de algum tipo de viol\u00eancia intencional, seja homic\u00eddio, latroc\u00ednio ou les\u00e3o corporal seguida de morte. Dados da Secretaria de Estado da Seguran\u00e7a e Defesa Social (Seds) da Para\u00edba apontam que 1.210 pessoas foram assassinadas em 2018. Em paralelo aos dados fornecidos pela seguradora L\u00edder, a pr\u00f3pria Seds contabiliza as mortes no tr\u00e2nsito por meio do Batalh\u00e3o de Policiamento de Tr\u00e2nsito da Pol\u00edcia Militar, acionado sempre que h\u00e1 acidente com morte em rodovias estaduais e ou no tr\u00e2nsito urbano ou rural das avenidas, ruas e estradas das cidades. 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Por\u00e9m, para a seguradora L\u00edder, com base no indicador do DPvat informado pela primeira vez nos relat\u00f3rios anuais de pagamento do seguro, a Para\u00edba subiu uma posi\u00e7\u00e3o no ranking dos piores indicadores do DPvat entre 2017 e 2018, passando de 8\u00b0 para 7\u00b0 pior \u00edndice. O c\u00e1lculo \u00e9 feito na rela\u00e7\u00e3o entre a frota de ve\u00edculos e o n\u00famero de indeniza\u00e7\u00f5es pagas. Na Para\u00edba, no ano passado, foram pagas 7,3 mil indeniza\u00e7\u00f5es por morte, invalidez permanente ou despesas m\u00e9dicas em uma frota de 1.280.901 de ve\u00edculos, proporcionando 56 indeniza\u00e7\u00f5es a cada 10 mil ve\u00edculos. O pior estado no ranking do indicador em 2018 foi Rond\u00f4nia, com 91 indeniza\u00e7\u00f5es pagas a cada 10 mil ve\u00edculos. Problema de sa\u00fade p\u00fablica O crescimento no n\u00famero de v\u00edtimas de acidentes tem feito a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) considerar o problema como um dos principais problemas de sa\u00fade p\u00fablica do S\u00e9c. XXI. O secret\u00e1rio de Sa\u00fade da Para\u00edba, Geraldo Medeiros, considera as mortes no tr\u00e2nsito como o maior problema de sa\u00fade do pa\u00eds. \u201cAgress\u00f5es e acidentes consomem 10% do Produto Interno Bruto do Brasil. \u00c9 um volume muito elevado quando a gente considera que 90% desses eventos, principalmente no tr\u00e2nsito, poderiam ser evitados\u201d, comentou o secret\u00e1rio. De acordo com um levantamento feito pela pr\u00f3pria Secretaria de Estado da Sa\u00fade da Para\u00edba (SES), os acidentes e homic\u00eddios, considerados como mortes violentas, s\u00e3o a terceira maior causa de morte na Para\u00edba, atr\u00e1s dos acidentes cardiovasculares e dos problemas respirat\u00f3rios. 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O secret\u00e1rio de Sa\u00fade da Para\u00edba, Geraldo Medeiros, considera as mortes no tr\u00e2nsito como o maior problema de sa\u00fade do pa\u00eds. \u201cAgress\u00f5es e acidentes consomem 10% do Produto Interno Bruto do Brasil. \u00c9 um volume muito elevado quando a gente considera que 90% desses eventos, principalmente no tr\u00e2nsito, poderiam ser evitados\u201d, comentou o secret\u00e1rio. De acordo com um levantamento feito pela pr\u00f3pria Secretaria de Estado da Sa\u00fade da Para\u00edba (SES), os acidentes e homic\u00eddios, considerados como mortes violentas, s\u00e3o a terceira maior causa de morte na Para\u00edba, atr\u00e1s dos acidentes cardiovasculares e dos problemas respirat\u00f3rios. 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Somente em 2018, morreram pelo menos 930 pessoas nas rodovias, avenidas e ruas paraibanas segundo dados oficiais da seguradora L\u00edder, operadora do seguro DPvat. Proporcionalmente, o dado aponta que quase tr\u00eas pessoas morreram por dia em acidentes de tr\u00e2nsito da Para\u00edba no ano passado. Em um cruzamento de dados feito pelo G1, as mortes no tr\u00e2nsito da Para\u00edba s\u00e3o apenas 23% a menos do que as mortes registradas pelas autoridades policiais decorrentes de algum tipo de viol\u00eancia intencional, seja homic\u00eddio, latroc\u00ednio ou les\u00e3o corporal seguida de morte. Dados da Secretaria de Estado da Seguran\u00e7a e Defesa Social (Seds) da Para\u00edba apontam que 1.210 pessoas foram assassinadas em 2018. Em paralelo aos dados fornecidos pela seguradora L\u00edder, a pr\u00f3pria Seds contabiliza as mortes no tr\u00e2nsito por meio do Batalh\u00e3o de Policiamento de Tr\u00e2nsito da Pol\u00edcia Militar, acionado sempre que h\u00e1 acidente com morte em rodovias estaduais e ou no tr\u00e2nsito urbano ou rural das avenidas, ruas e estradas das cidades. Foram contabilizadas 753 v\u00edtimas de Acidentes Letais de Tr\u00e2nsito (ALT) na Para\u00edba em 2018, de acordo com a Seds. O n\u00famero \u00e9 inferior ao indicado pela seguradora que opera o DPvat pois no caso da Seds n\u00e3o s\u00e3o contabilizados os acidentes em rodovias federais no estado, tendo em vista que ficam a cargo da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF). Embora a diferen\u00e7a entre os mortos no tr\u00e2nsito e em casos de viol\u00eancia seja apenas de 230 v\u00edtimas, o n\u00famero de mortos em acidentes na Para\u00edba caiu 8,5% em rela\u00e7\u00e3o ao ano de 2017, quando foram pagos pelo DPvat 1.017 indeniza\u00e7\u00f5es por morte no estado. A terceira maior redu\u00e7\u00e3o do Nordeste, atr\u00e1s apenas de Bahia (-9,8%) e Pernambuco (-9,3%). Em n\u00fameros absolutos houve uma queda. Por\u00e9m, para a seguradora L\u00edder, com base no indicador do DPvat informado pela primeira vez nos relat\u00f3rios anuais de pagamento do seguro, a Para\u00edba subiu uma posi\u00e7\u00e3o no ranking dos piores indicadores do DPvat entre 2017 e 2018, passando de 8\u00b0 para 7\u00b0 pior \u00edndice. O c\u00e1lculo \u00e9 feito na rela\u00e7\u00e3o entre a frota de ve\u00edculos e o n\u00famero de indeniza\u00e7\u00f5es pagas. Na Para\u00edba, no ano passado, foram pagas 7,3 mil indeniza\u00e7\u00f5es por morte, invalidez permanente ou despesas m\u00e9dicas em uma frota de 1.280.901 de ve\u00edculos, proporcionando 56 indeniza\u00e7\u00f5es a cada 10 mil ve\u00edculos. O pior estado no ranking do indicador em 2018 foi Rond\u00f4nia, com 91 indeniza\u00e7\u00f5es pagas a cada 10 mil ve\u00edculos. Problema de sa\u00fade p\u00fablica O crescimento no n\u00famero de v\u00edtimas de acidentes tem feito a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) considerar o problema como um dos principais problemas de sa\u00fade p\u00fablica do S\u00e9c. XXI. O secret\u00e1rio de Sa\u00fade da Para\u00edba, Geraldo Medeiros, considera as mortes no tr\u00e2nsito como o maior problema de sa\u00fade do pa\u00eds. \u201cAgress\u00f5es e acidentes consomem 10% do Produto Interno Bruto do Brasil. \u00c9 um volume muito elevado quando a gente considera que 90% desses eventos, principalmente no tr\u00e2nsito, poderiam ser evitados\u201d, comentou o secret\u00e1rio. De acordo com um levantamento feito pela pr\u00f3pria Secretaria de Estado da Sa\u00fade da Para\u00edba (SES), os acidentes e homic\u00eddios, considerados como mortes violentas, s\u00e3o a terceira maior causa de morte na Para\u00edba, atr\u00e1s dos acidentes cardiovasculares e dos problemas respirat\u00f3rios. 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