{"id":16646,"date":"2019-04-11T11:59:42","date_gmt":"2019-04-11T14:59:42","guid":{"rendered":"http:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=16646"},"modified":"2019-04-11T11:59:42","modified_gmt":"2019-04-11T14:59:42","slug":"estilo-de-vida-responde-por-63-mil-mortes-de-cancer-por-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=16646","title":{"rendered":"Estilo de vida responde por 63 mil mortes de c\u00e2ncer por ano"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/cigarro-1-300x175.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10391 alignleft\" src=\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/cigarro-1-300x175.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"175\" \/><\/a>Um ter\u00e7o das mortes causadas por 20 tipos de c\u00e2ncer no Brasil poderia ser evitado com mudan\u00e7as no estilo vida. Tabagismo, consumo de \u00e1lcool, excesso de peso, alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o saud\u00e1vel e falta de atividade f\u00edsica s\u00e3o fatores de risco associados a 114 mil casos da doen\u00e7a (27% do total) e 63 mil mortes (34% do total) por ano no Brasil.<\/p>\n<p>Os dados, publicados na revista Cancer Epidemiology, fazem parte de um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FMUSP) e da Harvard University, nos Estados Unidos, com apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp).<\/p>\n<p>O levantamento aponta, por exemplo, que a incid\u00eancia de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, de laringe, de orofaringe, de es\u00f4fago, de col\u00f3n e de reto poderia ser reduzida pela metade caso esses cinco fatores de risco fossem eliminados. Leandro Rezende, pesquisador da FMUSP e um dos autores do estudo, destaca que n\u00e3o se conhece outra forma de prevenir tantos casos.<\/p>\n<p>\u201cO que nos surpreende \u00e9 a magnitude de casos e mortes que a gente conseguiria evitar a partir da redu\u00e7\u00e3o desses fatores de risco. Esse n\u00famero deve chamar aten\u00e7\u00e3o para pol\u00edticas p\u00fablicas de redu\u00e7\u00e3o do risco de c\u00e2ncer no Brasil\u201d, disse.<\/p>\n<p>Estimativa da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) indica que, em 2025, os casos de c\u00e2ncer cres\u00e7am em at\u00e9 50% no Brasil em decorr\u00eancia do aumento e do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o. Atualmente, a doen\u00e7a \u00e9 a segunda causa de morte no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O levantamento da FMUSP, contudo, aponta que, al\u00e9m das mudan\u00e7as na estrutura populacional, o aumento da preval\u00eancia desses cinco fatores de risco no estilo de vida do brasileiro pode representar novos desafios para o controle do c\u00e2ncer na popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tra\u00e7aram estimativas de redu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a caso esses fatores sejam reduzidos.<\/p>\n<p>\u201cTrabalhamos com algumas metas ou recomenda\u00e7\u00f5es que s\u00e3o mais plaus\u00edveis de serem atingidas em n\u00edvel populacional e que est\u00e3o presentes em alguns documentos e recomenda\u00e7\u00f5es por ag\u00eancias internacionais\u201d, explicou Rezende.<\/p>\n<p>Foi considerado o seguinte cen\u00e1rio: o consumo de \u00e1lcool com uma redu\u00e7\u00e3o relativa de 10%, uma diminui\u00e7\u00e3o de 1 kg\/m2 no \u00edndice de massa corporal na m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o, uma dieta de c\u00e1lcio de 200 mg a 399 mg por dia e a redu\u00e7\u00e3o de 30% na preval\u00eancia do consumo de tabaco.<\/p>\n<p>Essas altera\u00e7\u00f5es, do ponto de vista populacional, poderiam evitar 19.731 casos de c\u00e2ncer (4,5% dos casos) e 11.480 mortes (6,1%).<\/p>\n<h2><strong>Pol\u00edticas p\u00fablicas<\/strong><\/h2>\n<p>Rezende destaca que essas estimativas contribuem para formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas na \u00e1rea de sa\u00fade p\u00fablica. Ele cita como exemplo o combate ao tabagismo no Brasil que conseguiu reduzir para menos da metade a propor\u00e7\u00e3o de fumantes em rela\u00e7\u00e3o a d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n<p>\u201cHoje, aproximadamente 10% da popula\u00e7\u00e3o brasileira fumam [antes, eram mais de 30%]. Quando o Brasil adotou um pacote de medidas, leis e regulamenta\u00e7\u00e3o do tabaco no Brasil, como a tributa\u00e7\u00e3o do cigarro, a proibi\u00e7\u00e3o do consumo em local fechado, a gente teve um impacto bastante positivo na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>O pesquisador aponta que o tabagismo \u00e9 respons\u00e1vel por 67 mil casos de c\u00e2ncer por ano no Brasil, o equivalente a 15,5% dos casos e 40 mil mortes.<\/p>\n<p>\u201cTem um debate bastante atual de que se deveria reduzir o imposto dos produtos derivados do tabaco para diminuir o consumo de cigarro contrabandeado. \u00c9 importante trazer a magnitude do estrago que o cigarro faz na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o quando se estimula o consumo. Hoje, o Brasil \u00e9 um case de sucesso e a gente, primeiramente, precisa manter isso\u201d, defendeu.<\/p>\n<p>Um grupo de trabalho foi institu\u00eddo em mar\u00e7o deste ano pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica para avaliar \u201ca conveni\u00eancia e oportunidade\u201d da redu\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o de cigarros fabricados no Brasil.<\/p>\n<p>Para Rezende, o combate ao tabagismo poderia servir de exemplo para a elabora\u00e7\u00e3o de outras pol\u00edticas no campo da alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cRotulagem, restri\u00e7\u00f5es de marketing e aumento de impostos de produtos da ind\u00fastria de alimentos para desestimular o consumo s\u00e3o propostas poss\u00edveis de serem implementadas pegando emprestado o case de sucesso do tabaco para tentar reduzir o excesso de peso e obesidade da popula\u00e7\u00e3o no Brasil\u201d, sugeriu.<\/p>\n<p>Ele lembra que o Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, recomenda que sejam consumidos principalmente produtos in natura e que se evitem alimentos processados, especialmente ultraprocessados.<\/p>\n<h2><strong>Metodologia<\/strong><\/h2>\n<p>A pesquisa partiu do consenso na literatura cient\u00edfica de que cinco fatores de risco \u2013 tabagismo, consumo de \u00e1lcool, excesso de peso, alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o saud\u00e1vel e falta de atividade f\u00edsica \u2013 est\u00e3o associados a 20 tipos de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>O que o novo estudo fez foi calcular a fra\u00e7\u00e3o atribu\u00edvel populacional (FAP) da doen\u00e7a relacionado a dados populacionais sobre o \u00edndice de massa corporal (IMC) elevado, consumo de cigarro, \u00e1lcool, pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica e informa\u00e7\u00f5es sobre a alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, a FAP \u00e9 uma m\u00e9trica que estima a propor\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a poss\u00edvel de prevenir na popula\u00e7\u00e3o caso os cinco fatores de risco fossem eliminados, mantendo as demais fatores\/causas est\u00e1veis.<\/p>\n<p>Os dados sobre a distribui\u00e7\u00e3o dos fatores de risco do estilo de vida foram calculados a partir da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS) 2013, para estimar consumo de \u00e1lcool, \u00edndice de massa corporal (IMC), consumo de frutas e hortali\u00e7as, atividade f\u00edsica, tabagismo e fumo passivo entre n\u00e3o fumantes no Brasil.<\/p>\n<p>Foi utilizada tamb\u00e9m a Pesquisa Nacional de Or\u00e7amentos Familiares (POF), realizada entre 2008 e 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), para obter o consumo alimentar de fibras, c\u00e1lcio, carne vermelha e processada.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ter\u00e7o das mortes causadas por 20 tipos de c\u00e2ncer no Brasil poderia ser evitado com mudan\u00e7as no estilo vida. Tabagismo, consumo de \u00e1lcool, excesso de peso, alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o saud\u00e1vel e falta de atividade f\u00edsica s\u00e3o fatores de risco associados a 114 mil casos da doen\u00e7a (27% do total) e 63 mil mortes (34% do total) por ano no Brasil. Os dados, publicados na revista Cancer Epidemiology, fazem parte de um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FMUSP) e da Harvard University, nos Estados Unidos, com apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp). O levantamento aponta, por exemplo, que a incid\u00eancia de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, de laringe, de orofaringe, de es\u00f4fago, de col\u00f3n e de reto poderia ser reduzida pela metade caso esses cinco fatores de risco fossem eliminados. Leandro Rezende, pesquisador da FMUSP e um dos autores do estudo, destaca que n\u00e3o se conhece outra forma de prevenir tantos casos. \u201cO que nos surpreende \u00e9 a magnitude de casos e mortes que a gente conseguiria evitar a partir da redu\u00e7\u00e3o desses fatores de risco. Esse n\u00famero deve chamar aten\u00e7\u00e3o para pol\u00edticas p\u00fablicas de redu\u00e7\u00e3o do risco de c\u00e2ncer no Brasil\u201d, disse. Estimativa da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) indica que, em 2025, os casos de c\u00e2ncer cres\u00e7am em at\u00e9 50% no Brasil em decorr\u00eancia do aumento e do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o. Atualmente, a doen\u00e7a \u00e9 a segunda causa de morte no pa\u00eds. O levantamento da FMUSP, contudo, aponta que, al\u00e9m das mudan\u00e7as na estrutura populacional, o aumento da preval\u00eancia desses cinco fatores de risco no estilo de vida do brasileiro pode representar novos desafios para o controle do c\u00e2ncer na popula\u00e7\u00e3o. Os pesquisadores tra\u00e7aram estimativas de redu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a caso esses fatores sejam reduzidos. \u201cTrabalhamos com algumas metas ou recomenda\u00e7\u00f5es que s\u00e3o mais plaus\u00edveis de serem atingidas em n\u00edvel populacional e que est\u00e3o presentes em alguns documentos e recomenda\u00e7\u00f5es por ag\u00eancias internacionais\u201d, explicou Rezende. Foi considerado o seguinte cen\u00e1rio: o consumo de \u00e1lcool com uma redu\u00e7\u00e3o relativa de 10%, uma diminui\u00e7\u00e3o de 1 kg\/m2 no \u00edndice de massa corporal na m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o, uma dieta de c\u00e1lcio de 200 mg a 399 mg por dia e a redu\u00e7\u00e3o de 30% na preval\u00eancia do consumo de tabaco. Essas altera\u00e7\u00f5es, do ponto de vista populacional, poderiam evitar 19.731 casos de c\u00e2ncer (4,5% dos casos) e 11.480 mortes (6,1%). Pol\u00edticas p\u00fablicas Rezende destaca que essas estimativas contribuem para formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas na \u00e1rea de sa\u00fade p\u00fablica. Ele cita como exemplo o combate ao tabagismo no Brasil que conseguiu reduzir para menos da metade a propor\u00e7\u00e3o de fumantes em rela\u00e7\u00e3o a d\u00e9cada de 1990. \u201cHoje, aproximadamente 10% da popula\u00e7\u00e3o brasileira fumam [antes, eram mais de 30%]. 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Um grupo de trabalho foi institu\u00eddo em mar\u00e7o deste ano pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica para avaliar \u201ca conveni\u00eancia e oportunidade\u201d da redu\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o de cigarros fabricados no Brasil. Para Rezende, o combate ao tabagismo poderia servir de exemplo para a elabora\u00e7\u00e3o de outras pol\u00edticas no campo da alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cRotulagem, restri\u00e7\u00f5es de marketing e aumento de impostos de produtos da ind\u00fastria de alimentos para desestimular o consumo s\u00e3o propostas poss\u00edveis de serem implementadas pegando emprestado o case de sucesso do tabaco para tentar reduzir o excesso de peso e obesidade da popula\u00e7\u00e3o no Brasil\u201d, sugeriu. Ele lembra que o Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, recomenda que sejam consumidos principalmente produtos in natura e que se evitem alimentos processados, especialmente ultraprocessados. Metodologia A pesquisa partiu do consenso na literatura cient\u00edfica de que cinco fatores de risco \u2013 tabagismo, consumo de \u00e1lcool, excesso de peso, alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o saud\u00e1vel e falta de atividade f\u00edsica \u2013 est\u00e3o associados a 20 tipos de c\u00e2ncer. O que o novo estudo fez foi calcular a fra\u00e7\u00e3o atribu\u00edvel populacional (FAP) da doen\u00e7a relacionado a dados populacionais sobre o \u00edndice de massa corporal (IMC) elevado, consumo de cigarro, \u00e1lcool, pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica e informa\u00e7\u00f5es sobre a alimenta\u00e7\u00e3o. De acordo com os pesquisadores, a FAP \u00e9 uma m\u00e9trica que estima a propor\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a poss\u00edvel de prevenir na popula\u00e7\u00e3o caso os cinco fatores de risco fossem eliminados, mantendo as demais fatores\/causas est\u00e1veis. Os dados sobre a distribui\u00e7\u00e3o dos fatores de risco do estilo de vida foram calculados a partir da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS) 2013, para estimar consumo de \u00e1lcool, \u00edndice de massa corporal (IMC), consumo de frutas e hortali\u00e7as, atividade f\u00edsica, tabagismo e fumo passivo entre n\u00e3o fumantes no Brasil. Foi utilizada tamb\u00e9m a Pesquisa Nacional de Or\u00e7amentos Familiares (POF), realizada entre 2008 e 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), para obter o consumo alimentar de fibras, c\u00e1lcio, carne vermelha e processada. Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10391,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-16646","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Estilo de vida responde por 63 mil mortes de c\u00e2ncer por ano - Not&iacute;cias em Destaque<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/noticiasemdestaque.com\/cd\/?p=16646\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Estilo de vida responde por 63 mil mortes de c\u00e2ncer por ano - Not&iacute;cias em Destaque\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Um ter\u00e7o das mortes causadas por 20 tipos de c\u00e2ncer no Brasil poderia ser evitado com mudan\u00e7as no estilo vida. 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Foi considerado o seguinte cen\u00e1rio: o consumo de \u00e1lcool com uma redu\u00e7\u00e3o relativa de 10%, uma diminui\u00e7\u00e3o de 1 kg\/m2 no \u00edndice de massa corporal na m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o, uma dieta de c\u00e1lcio de 200 mg a 399 mg por dia e a redu\u00e7\u00e3o de 30% na preval\u00eancia do consumo de tabaco. Essas altera\u00e7\u00f5es, do ponto de vista populacional, poderiam evitar 19.731 casos de c\u00e2ncer (4,5% dos casos) e 11.480 mortes (6,1%). Pol\u00edticas p\u00fablicas Rezende destaca que essas estimativas contribuem para formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas na \u00e1rea de sa\u00fade p\u00fablica. Ele cita como exemplo o combate ao tabagismo no Brasil que conseguiu reduzir para menos da metade a propor\u00e7\u00e3o de fumantes em rela\u00e7\u00e3o a d\u00e9cada de 1990. \u201cHoje, aproximadamente 10% da popula\u00e7\u00e3o brasileira fumam [antes, eram mais de 30%]. Quando o Brasil adotou um pacote de medidas, leis e regulamenta\u00e7\u00e3o do tabaco no Brasil, como a tributa\u00e7\u00e3o do cigarro, a proibi\u00e7\u00e3o do consumo em local fechado, a gente teve um impacto bastante positivo na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o\u201d, disse. O pesquisador aponta que o tabagismo \u00e9 respons\u00e1vel por 67 mil casos de c\u00e2ncer por ano no Brasil, o equivalente a 15,5% dos casos e 40 mil mortes. \u201cTem um debate bastante atual de que se deveria reduzir o imposto dos produtos derivados do tabaco para diminuir o consumo de cigarro contrabandeado. \u00c9 importante trazer a magnitude do estrago que o cigarro faz na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o quando se estimula o consumo. Hoje, o Brasil \u00e9 um case de sucesso e a gente, primeiramente, precisa manter isso\u201d, defendeu. Um grupo de trabalho foi institu\u00eddo em mar\u00e7o deste ano pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica para avaliar \u201ca conveni\u00eancia e oportunidade\u201d da redu\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o de cigarros fabricados no Brasil. Para Rezende, o combate ao tabagismo poderia servir de exemplo para a elabora\u00e7\u00e3o de outras pol\u00edticas no campo da alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cRotulagem, restri\u00e7\u00f5es de marketing e aumento de impostos de produtos da ind\u00fastria de alimentos para desestimular o consumo s\u00e3o propostas poss\u00edveis de serem implementadas pegando emprestado o case de sucesso do tabaco para tentar reduzir o excesso de peso e obesidade da popula\u00e7\u00e3o no Brasil\u201d, sugeriu. Ele lembra que o Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, recomenda que sejam consumidos principalmente produtos in natura e que se evitem alimentos processados, especialmente ultraprocessados. Metodologia A pesquisa partiu do consenso na literatura cient\u00edfica de que cinco fatores de risco \u2013 tabagismo, consumo de \u00e1lcool, excesso de peso, alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o saud\u00e1vel e falta de atividade f\u00edsica \u2013 est\u00e3o associados a 20 tipos de c\u00e2ncer. O que o novo estudo fez foi calcular a fra\u00e7\u00e3o atribu\u00edvel populacional (FAP) da doen\u00e7a relacionado a dados populacionais sobre o \u00edndice de massa corporal (IMC) elevado, consumo de cigarro, \u00e1lcool, pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica e informa\u00e7\u00f5es sobre a alimenta\u00e7\u00e3o. De acordo com os pesquisadores, a FAP \u00e9 uma m\u00e9trica que estima a propor\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a poss\u00edvel de prevenir na popula\u00e7\u00e3o caso os cinco fatores de risco fossem eliminados, mantendo as demais fatores\/causas est\u00e1veis. Os dados sobre a distribui\u00e7\u00e3o dos fatores de risco do estilo de vida foram calculados a partir da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS) 2013, para estimar consumo de \u00e1lcool, \u00edndice de massa corporal (IMC), consumo de frutas e hortali\u00e7as, atividade f\u00edsica, tabagismo e fumo passivo entre n\u00e3o fumantes no Brasil. Foi utilizada tamb\u00e9m a Pesquisa Nacional de Or\u00e7amentos Familiares (POF), realizada entre 2008 e 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), para obter o consumo alimentar de fibras, c\u00e1lcio, carne vermelha e processada. 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Tabagismo, consumo de \u00e1lcool, excesso de peso, alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o saud\u00e1vel e falta de atividade f\u00edsica s\u00e3o fatores de risco associados a 114 mil casos da doen\u00e7a (27% do total) e 63 mil mortes (34% do total) por ano no Brasil. Os dados, publicados na revista Cancer Epidemiology, fazem parte de um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FMUSP) e da Harvard University, nos Estados Unidos, com apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp). O levantamento aponta, por exemplo, que a incid\u00eancia de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, de laringe, de orofaringe, de es\u00f4fago, de col\u00f3n e de reto poderia ser reduzida pela metade caso esses cinco fatores de risco fossem eliminados. Leandro Rezende, pesquisador da FMUSP e um dos autores do estudo, destaca que n\u00e3o se conhece outra forma de prevenir tantos casos. \u201cO que nos surpreende \u00e9 a magnitude de casos e mortes que a gente conseguiria evitar a partir da redu\u00e7\u00e3o desses fatores de risco. Esse n\u00famero deve chamar aten\u00e7\u00e3o para pol\u00edticas p\u00fablicas de redu\u00e7\u00e3o do risco de c\u00e2ncer no Brasil\u201d, disse. Estimativa da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) indica que, em 2025, os casos de c\u00e2ncer cres\u00e7am em at\u00e9 50% no Brasil em decorr\u00eancia do aumento e do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o. Atualmente, a doen\u00e7a \u00e9 a segunda causa de morte no pa\u00eds. O levantamento da FMUSP, contudo, aponta que, al\u00e9m das mudan\u00e7as na estrutura populacional, o aumento da preval\u00eancia desses cinco fatores de risco no estilo de vida do brasileiro pode representar novos desafios para o controle do c\u00e2ncer na popula\u00e7\u00e3o. Os pesquisadores tra\u00e7aram estimativas de redu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a caso esses fatores sejam reduzidos. \u201cTrabalhamos com algumas metas ou recomenda\u00e7\u00f5es que s\u00e3o mais plaus\u00edveis de serem atingidas em n\u00edvel populacional e que est\u00e3o presentes em alguns documentos e recomenda\u00e7\u00f5es por ag\u00eancias internacionais\u201d, explicou Rezende. Foi considerado o seguinte cen\u00e1rio: o consumo de \u00e1lcool com uma redu\u00e7\u00e3o relativa de 10%, uma diminui\u00e7\u00e3o de 1 kg\/m2 no \u00edndice de massa corporal na m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o, uma dieta de c\u00e1lcio de 200 mg a 399 mg por dia e a redu\u00e7\u00e3o de 30% na preval\u00eancia do consumo de tabaco. Essas altera\u00e7\u00f5es, do ponto de vista populacional, poderiam evitar 19.731 casos de c\u00e2ncer (4,5% dos casos) e 11.480 mortes (6,1%). Pol\u00edticas p\u00fablicas Rezende destaca que essas estimativas contribuem para formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas na \u00e1rea de sa\u00fade p\u00fablica. Ele cita como exemplo o combate ao tabagismo no Brasil que conseguiu reduzir para menos da metade a propor\u00e7\u00e3o de fumantes em rela\u00e7\u00e3o a d\u00e9cada de 1990. \u201cHoje, aproximadamente 10% da popula\u00e7\u00e3o brasileira fumam [antes, eram mais de 30%]. Quando o Brasil adotou um pacote de medidas, leis e regulamenta\u00e7\u00e3o do tabaco no Brasil, como a tributa\u00e7\u00e3o do cigarro, a proibi\u00e7\u00e3o do consumo em local fechado, a gente teve um impacto bastante positivo na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o\u201d, disse. O pesquisador aponta que o tabagismo \u00e9 respons\u00e1vel por 67 mil casos de c\u00e2ncer por ano no Brasil, o equivalente a 15,5% dos casos e 40 mil mortes. \u201cTem um debate bastante atual de que se deveria reduzir o imposto dos produtos derivados do tabaco para diminuir o consumo de cigarro contrabandeado. \u00c9 importante trazer a magnitude do estrago que o cigarro faz na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o quando se estimula o consumo. Hoje, o Brasil \u00e9 um case de sucesso e a gente, primeiramente, precisa manter isso\u201d, defendeu. Um grupo de trabalho foi institu\u00eddo em mar\u00e7o deste ano pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica para avaliar \u201ca conveni\u00eancia e oportunidade\u201d da redu\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o de cigarros fabricados no Brasil. Para Rezende, o combate ao tabagismo poderia servir de exemplo para a elabora\u00e7\u00e3o de outras pol\u00edticas no campo da alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cRotulagem, restri\u00e7\u00f5es de marketing e aumento de impostos de produtos da ind\u00fastria de alimentos para desestimular o consumo s\u00e3o propostas poss\u00edveis de serem implementadas pegando emprestado o case de sucesso do tabaco para tentar reduzir o excesso de peso e obesidade da popula\u00e7\u00e3o no Brasil\u201d, sugeriu. Ele lembra que o Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, recomenda que sejam consumidos principalmente produtos in natura e que se evitem alimentos processados, especialmente ultraprocessados. Metodologia A pesquisa partiu do consenso na literatura cient\u00edfica de que cinco fatores de risco \u2013 tabagismo, consumo de \u00e1lcool, excesso de peso, alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o saud\u00e1vel e falta de atividade f\u00edsica \u2013 est\u00e3o associados a 20 tipos de c\u00e2ncer. O que o novo estudo fez foi calcular a fra\u00e7\u00e3o atribu\u00edvel populacional (FAP) da doen\u00e7a relacionado a dados populacionais sobre o \u00edndice de massa corporal (IMC) elevado, consumo de cigarro, \u00e1lcool, pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica e informa\u00e7\u00f5es sobre a alimenta\u00e7\u00e3o. De acordo com os pesquisadores, a FAP \u00e9 uma m\u00e9trica que estima a propor\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a poss\u00edvel de prevenir na popula\u00e7\u00e3o caso os cinco fatores de risco fossem eliminados, mantendo as demais fatores\/causas est\u00e1veis. Os dados sobre a distribui\u00e7\u00e3o dos fatores de risco do estilo de vida foram calculados a partir da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS) 2013, para estimar consumo de \u00e1lcool, \u00edndice de massa corporal (IMC), consumo de frutas e hortali\u00e7as, atividade f\u00edsica, tabagismo e fumo passivo entre n\u00e3o fumantes no Brasil. Foi utilizada tamb\u00e9m a Pesquisa Nacional de Or\u00e7amentos Familiares (POF), realizada entre 2008 e 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), para obter o consumo alimentar de fibras, c\u00e1lcio, carne vermelha e processada. 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